Por Gordon Hayward, Celtics e Heat voltarão a rivalizar em Julho

hayward Gordon

As batalhas homéricas travadas entre Boston Celtics e Miami Heat, no começo desta década, já fazem parte do passado, tendo todos os seus protagonistas se aposentado (casos de Pierce, Garnett, Allen e Bosh) ou decidido navegar por novas (bem, no caso de LeBron James seriam velhas) águas.

Entretanto, um novo capítulo de rivalidade entre as franquias deve ser escrito a partir do 1°.07.2017. No mencionado dia, ocorrerá a abertura do mercado de transferências da NBA e um jogador, em especial, é bastante desejado pelas duas equipes: o ala e All-Star do Utah Jazz, Gordon Hayward.

Nos bastidores da NBA, muitos esperam que o ala, de 2,03 metros, não exerça a opção que estende seu contrato em vigor para a temporada 2017/2018 (o que lhe renderia US$ 16.7 milhões), o possibilitando, dessa forma, testar o mercado como agente livre irrestrito.

No começo desta semana, o treinador do Jazz, Quin Snyder, revelou ao jornalista Adrian Wojnarowski, do portal The Vertical, que está confiante na permanência de seu principal jogador.

Contudo, segundo os rumores que circulam a liga, é melhor Snyder rever sua posição, já que o entendimento, quase unânime, é que o atleta, de 27 anos, levará seus talentos para outra equipe. O fato de Hayward não ter conseguido fazer parte de algum dos times ideais da temporada – impossibilitando, dessa forma, que o Jazz o ofereça um contrato de renovação valorado em US$ 200 milhões – é mais um motivo para os especialistas acharem que os dias de Hayward estão contados em Salt Lake City.

Apesar da dificuldade apontada acima, a franquia de Utah ainda tem a vantagem de oferecê-lo o contrato mais lucrativo (no importe de US$ 179.2 milhões por cinco temporadas), enquanto as demais equipes “só” podem pagá-lo US$ 132.9 milhões por quatro anos de serviços prestados.

Todavia, segundo o jornalista Marc Stein, da ESPN, a impossibilidade de oferecer a mesma quantia que o Utah Jazz não diminui as chances de Celtics e Heat, que despontam como favoritos para contratar o talentoso jogador.

Os argumentos pró-Celtics já são bem conhecidos. Em Boston, Hayward voltaria a ser comandado por Brad Stevens, que foi seu treinador nos tempos em que atuou pela Universidade de Butler. Além disso, o Celtics vem de uma temporada bem-sucedida, na qual chegou às finais de conferência. Com a chegada de Hayward, que é um jogador impactante nos dois lados da quadra, o Celtics poderia dar o próximo passo e sonhar com o título do Leste ou, até mesmo, da NBA.

O favoritismo do Heat, por outro lado, é surpreendente, mas não deixa de ser justificável. A equipe de South Beach tem, em Pat Riley, um dirigente, comprovadamente, vencedor e capaz de formar times competitivos. Outrossim, o Heat já conta com um núcleo interessante de jogadores e possui espaço em sua folha salarial, assim como o Celtics, para oferecer um contrato máximo ao jogador convocado para o 2017 NBA All-Star Game. Por fim, há sempre o atrativo de morar na ensolarada e bela Miami.

Gordon Hayward tem 27 anos e teve, em 2016/2017, a melhor temporada de sua carreira. Nela, além de ter sido convocado, pela primeira vez, para o All-Star Game, coliderou o Jazz – ao lado do pivô Rudy Gobert – às semifinais do Oeste, quando caiu para o Golden State Warriors, que conquistaria o título semanas depois. O ala, que foi recrutado pela própria franquia de Utah, com a 9ª escolha-geral do 2010 NBA Draft, marcou 21.9 pontos, por jogo, na última temporada, e teve um aproveitamento de 47.1% nos arremessos de quadra e de 39.8% nos tiros de longa distância.

Rômulo Portugal
Rômulo Portugal

Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

2 Comentários

  1. Alex Shima disse:

    Esta é a nossa mais importante “offseason” nos últimos 30 anos segundo a mídia americana. Segundo ela, Markelle Fultz não será a escolha de Ainge porque ele negocia uma “trade” com o Philadelphia, trocando a pick 01 pela pick 03, abrindo 1,4 milhão no “cap” pra poder ir atrás de Butler, Hayward e Griffin. Essa troca incluiria uma futura “pick” de primeiro round do Philaldelphia (outro ativo para adquirir um “all star”). Por isso é que Danny Ainge está tão interessado no Josh Jackson. Muita calma quanto aos que estão preocupados em “perder” Fultz. Só queria lembrar nossos amigos que ser número 01 no Mock Draft não quer dizer que será um “all star player”… basta ver que Kevin Durant foi a escolha 02, Chris Paul foi a escolha 04 e Dwayne Wayne foi a escolha 05 de seu ano! Vai dar certo.

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    • Gustavo Rangel disse:

      Interessante sua observação, Alex. Mas o caso do Durant foi peculiar. Greg Oden, que foi a primeira escolha ao invés de Durant, era considerado o novo Shaq e lesões crônicas encurtaram sua carreira. Acho 1,4 milhão de reais um preço insignificante a se pagar para construir um time forte com jovens peças, e draftar o Markelle seria o caso. Ele será Franchise Player em 5 anos no máximo, é o melhor PG no draft desde Wall…

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