12

janeiro

2016

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Crônica: Nets, Simmons, Draft e a esperança verde

Além de sofrer pela própria franquia, o torcedor do Boston Celtics acompanha atentamente a situação de outra equipe na temporada 2015/2016 da NBA: o Brooklyn Nets. Como parte da negociação que resultou na transferência dos ídolos Paul Pierce e Kevin Garnett ao Alvinegro, a franquia de Massachusetts recebeu a primeira escolha do rival no NBA Draft 2016, cujo valor aumenta a cada dia, por causa da péssima campanha do Nets, que venceu apenas 10 dos 37 compromissos que disputou.

A situação do Brooklyn Nets na temporada ganhou mais um capítulo importante na tarde de domingo (10), quando o proprietário Mikhail Prokhorov confirmou a demissão do técnico Lionel Hollins e o afastamento do general manager Billy King. Apesar da tentativa de sacudir o ambiente no Nets e falar em volta aos playoffs daqui a dois anos, Prokhorov colocou a franquia do Brooklyn em um caminho ainda mais incerto nesta temporada: entre as notícias mais recentes, estão uma possível saída do experiente ala Joe Johnson e a contratação urgente de um novo treinador, com Mark Jackson e John Calipari surgindo como nomes mais fortes.

Como o Brooklyn Nets está com a terceira pior campanha da temporada, superior apenas a Los Angeles Lakers e Philadelphia 76ers, o Boston Celtics tem chances gigantescas de garantir, na pior das hipóteses, uma escolha top 5 no NBA Draft 2016. O sonho celta, apesar da dificuldade, tem nome e sobrenome: Ben Simmons. O ala australiano de 19 anos, que defende LSU Tigers no basquete universitário, está sendo comparado a LeBron James e caminha para ser a primeira escolha geral. O plano B do Celtics é Brandon Ingram, de Duke, que já é considerado um novo Kevin Durant.

Porém, se a bolinha não sorrir e os celtas ficarem longe do top 3, a esperança é uma negociação da principal escolha do Draft, o que já aconteceu em 2007, mas com a própria escolha do Alviverde: na quinta posição e sem poder selecionar Greg Oden e Kevin Durant, sonhos de consumo naquela época, o Celtics fez uma troca com o Seattle Supersonics e adquiriu Ray Allen, uma das principais peças do Big Three vencedor da NBA em 2008.

São diversas as razões que tornam a escolha do Brooklyn Nets a galinha dos ovos de ouro da reconstrução do Boston Celtics. Resta agora saber qual será a movimentação de Danny Ainge, GM celta, nos próximos meses. E você, torcedor? O que faria se fosse o nosso GM?