Lenda celta, Dave Cowens rebate Kobe Bryant: “ele é mentiroso”

O ex-pivô celta, Dave Cowens – que teve a camisa 18 aposentada em sua homenagem -, veio à imprensa, na tarde desta 3ª-feira, para desmentir o astro Kobe Bryant, sobre algo ocorrido há quase 2 décadas.

Na noite de ontem, logo após a derrota para o Charlotte Hornets, o camisa 24 de Los Angeles culpou o ídolo celta, por não ter chegado a jogar pela franquia de Michael Jordan. Segundo o MVP de 2008, Cowens o ligou, após o 1996 NBA Draft, e disse que a franquia não tinha interesse nele.

“Quando ele me ligou e disse essas palavras, eu respondi: ‘ah, é? Ok, tudo bem. Naquele exato momento, o garoto sorridente do Draft transformou-se em um homem com desejo de vingança’ ”, disse Kobe Bryant.

Vejamos o contexto da história.

O eterno camisa 18 de Boston havia sido contratado para treinar o Charlotte Hornets, há menos de 1 mês para o 1996 NBA Draft. Cowens garante que Bob Bass, então diretor de operações do Hornets, não o comunicou sobre nenhuma decisão que viria a ser tomada no recrutamento daquele ano.

Por sua vez, o MVP de 1973 garante que sabia de apenas uma coisa: que se Kobe Bryant ainda estivesse disponível, no momento de escolha do Hornets, a franquia iria selecioná-lo sem pensar duas vezes, e trocá-lo, de imediato, com o Los Angeles Lakers, pelos talentos do veterano pivô Vlade Divac.

Dave Cowens não tinha ciência das palavras proferidas por Kobe Bryant, até ser informado pela redação do jornal Boston Globe. E quando soube, o desmentiu e deu a sua versão da controversa história.

Segundo o pivô hall-of-famer, o Hornets estava temeroso quanto à presença de Kobe, em seu elenco. Isso se deve ao fato de, durante os treinos pré-Draft, terem surgido boatos de que o então garoto de 17 anos havia alertado a todos que só jogaria pelo Lakers ou pelo Knicks, caso contrário iria jogar, profissionalmente, na Itália. Importante dizer que Kobe Bryant sequer chegou a realizar os tradicionais treinos, pré-Draft, para a franquia de Charlotte.

Após o Hornets confirmar a expectativa e selecionar Bryant, o ala-armador colocou o boné da franquia e cumprimentou o então comissário David Stern. Tudo falsidade, segundo o ex-pivô celta, já que tanto a franquia, quanto Kobe, já sabiam que ele seria enviado para Los Angeles.

“Entretanto, é preciso esclarecer uma coisa: eu jamais, repito, jamais, ligaria para um garoto recém-recrutado e o comunicaria que ‘não queremos você por aqui’ “, afirmou Cowens. “Eu não o conhecia e vice-versa. Ele é mentiroso.”, completou.

“Eu o liguei sim, mas apenas para ser educado e para lhe parabenizar por estar na NBA. Como nós o selecionamos, eu o liguei e segui o protocolo de boa educação”, finalizou o ídolo celta.

Na temporada anterior (1995/1996) àquele recrutamento, o Hornets teve uma campanha de 50%, ao terminar com 41 vitórias em 82 jogos. A franquia tinha acabado de trocar o pivô Alonzo Mourning, com o Miami Heat. Logo, a troca por um pivô experiente, como Vlade Divac, tinha seu fundo de sentido.

“Se nós fôssemos efetuar alguma troca, na noite do Draft, tinha que ser alguma na qual recebêssemos um bom pivô”, lembrou Cowens. “O Lakers estava disposto a abrir mão do Divac, e não faria sentido nós trocarmos o Kobe por outro ala-armador ou ala. Afinal, nosso perímetro já contava com Glen Rice, Dell Curry e Mugsy Bogues”.

“Nós sabíamos que o Bryant tinha talento, mas ninguém esperava que ele fosse virar o jogador que virou”, lamenta Cowens.

O Los Angeles Lakers, é claro, saiu vencedor nessa troca. Ao trocar Divac, a franquia californiana limpou sua folha salarial, para poder atrair o superpivô Shaquille O’neal. No fim das contas, o Lakers ficou com O’neal, Bryant e 3 títulos seguidos, graças aos dois (2000-2002).

De imediato, a troca também não pareceu ruim para o Charlotte Hornets. Isso porque a franquia de Michael Jordan terminou a temporada de 1996/1997 com 54 vitórias e Bob Bass, GM da equipe, foi eleito o executivo do ano, naquela oportunidade.

Por fim, Dave Cowens declarou que é fã do jogo de Kobe Bryant e que espera um TD Garden memorável na noite de amanhã:

“Toda vez que um grande jogador chega a Boston, para ter sua despedida, os fãs celtas o recepcionam com muito respeito”, afirmou o ex-pivô.

Rômulo Portugal
Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

2 Comentários

  1. Kobe não tem caráter.
    Todos sabem que ele forçou a gerencia do Hornets a trocar ele.
    Agora que está pra aposentar…parece que ta virando um anjo!
    Nem parece aquele fominha, egoísta, que brigou e fez sair do time quase todo jogador de elite com quem conviveu.

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