O Boston Celtics já pode estar pensando no sucessor de Danny Ainge

O Boston Celtics entra na segunda metade de sua intertemporada com a sensação de dever cumprido.

Muito embora o maior campeão da NBA tenha perdido dois titulares em Avery Bradley e Amir Johnson, é consenso, entre fãs e analistas de NBA, que o Celtics melhorou seu elenco, após as aquisições de Gordon Hayward, Marcus Morris, Aron Baynes e Jayson Tatum. Hoje, a equipe comandada por Brad Stevens é tida como a maior ameaça que LeBron James teve, em muitos anos, a destroná-lo no Leste.

Os créditos pela construção desse promissor plantel irão, (quase) todos, para Danny Ainge. Por outro lado, o executivo celta também arcará com as pesadas críticas que virão, caso os jogadores não transformem as altas expectativas em bons resultados. Esses são o bônus e o ônus em ser presidente de operações de uma franquia na NBA, especialmente quando se ocupa esse cargo no Boston Celtics.

Entretanto, em meio aos holofotes localizados em Ainge, o trabalho de seu assistente, Mike Zarren, também tem chamado atenção dos torcedores mais observadores.

Diante das notícias veiculadas ao longo do presente mês, pudemos perceber que Zarren, e não Ainge, tem sido o homem a frente das principais negociações envolvendo o nome de Boston. À guisa de exemplo, na troca que envolvera o envio da primeira escolha-geral do 2017 NBA Draft para o Philadelphia 76ers, Zarren foi o encarregado de realizar as tratativas com a franquia da Pennsylvania.

Quando a negociação foi consumada, o presidente de operações do 76ers, Bryan Colangelo, revelou que “nunca é fácil” realizar transações com o Celtics, porque Boston possui um comitê de dirigentes inteligentes, especialmente Mike Zarren.

Zarren também ocupou um papel vital na aquisição de Gordon Hayward, ao participar, ativamente, na reunião entre Celtics e o All-Star. O dirigente de Boston, inclusive, foi o encarregado de viajar até San Diego, onde Hayward passa suas férias, para colher a assinatura de contrato do grande reforço celta.

A competência do assistente de Ainge não tem passado desapercebida ao redor da liga, o que faz muitos executivos de outras equipes acreditarem que, cedo ou tarde, Zarren receberá ofertas para vir a ser GM de alguma das outras 29 franquias da NBA.

Sam Hinkie é tido como um dos maiores gênios da NBA desta década. Foi ele, o criador do método que ficou conhecido como “The Process”, que rendeu ótimas picks ao 76ers nos últimos anos. Recentemente, Hinkie foi dispensado pelo rival do Celtics, abrindo caminho para a contratação de Bryan Colangelo. No tweet abaixo, vemos Hinkie e o GM do Rockets, Daryl Morey – que é um dos melhores executivos da NBA – derreterem-se em elogios ao trabalho de Zarren:

Sam Hinkie: “Mike Zarren é, realmente, muito bom no que faz. Não o subestimaria de forma alguma”.

Já Morey classificou o período em que trabalhou com Zarren como “incrível” e que “certamente, ele virá a ser GM em algum lugar; Zarren é uma jóia escondida em Boston”.

Ano após ano, vemos muitos dirigentes serem demitidos na NBA. Só nessa offseason, vimos Cavaliers e Knicks buscarem novos executivos, mas Zarren permanece em Boston e, até o presente momento, não soubemos de nenhuma equipe interessada em seus serviços.

Essa realidade nos deixa uma dúvida no ar: “Ora, nós temos um dirigente qualificado e muito elogiado ao redor da liga, mas ninguém possui interesse em contratá-lo?”

A resposta pode ser que a direção do Celtics já o enxegue como o substituto ideal de Ainge, cargo que passará a ocupar a partir do momento em que o vencedor do prêmio de melhor GM de 2008 decida largar seu emprego.

Danny Ainge ocupa esse cargo desde 2003 e muitos em Boston dizem que o atual elenco representa o seu último capítulo com o Celtics, antes que abra passagem para a ascensão de Zarren. Faz parte da filosofia de trabalho do maior campeão da NBA pensar no amanhã, e ter o sucessor de Ainge trabalhando e aprendendo ao seu lado, ano após ano, seria um procedimento que contaria com o selo de aprovação de Red Auerbach.

Desse modo, ao que tudo indica, o Celtics não possui planos de médio e longo prazos apenas para seu plantel de jogadores, mas também para sua direção. Boston sabe que um belo entrosamento entre comissão técnica e direção é chave fundamental para a obtenção do sucesso e a franquia parece acreditar que a união de Brad Stevens e Mike Zarren pode render bons frutos à sua torcida.

Rômulo Portugal
Rômulo Portugal

Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

5 Comentários

  1. A questão é que não da pra saber se o Zarren é tão inteligente como o Ainge, pelo simples fato de que ele cumpre ordens do Ainge.
    Então ele tem feito um bom trabalho de “meio campo”, sendo o porta voz, o negociador e tal.
    Mas na hora que ELE tiver que fazer um plano e mandar os outros executarem, será que vai ter o mesmo sucesso?
    Não sabemos.
    Então eu manteria minhas expectativas baixar, por hora.

    Com relação ao Ainge. Eu acredito que ele não deve gerir a franquia por muito tempo , mesmo.
    Trabalho é desgastante, ele já tem muita grana e em breve deve querer aposentar e curtir a família. Mas acho que ele só o fará isso depois de ver o resultado de suas ultimas ações confirmadas, ou seja, não aposenta pelos próximos 3 ou 4 anos anos, no mínimo… Mas a partir daí, eu não creio que ele tenha mais interesse em ficar.

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  2. drakes disse:

    58 anos é muito novo ainda, Ainge, eu acredito que ele pense em 7 anos tornar-se conselheiro, nesse espaço de tempo o Mike Zarren deve já ter ido ser gm de outro time, eu mesmo tinha errado a uns tempos atrás, fui pela torcida de Houston e achei que ele tinha ido trabalhar com o Morey,

    Zarren herdou por sinal o posto do Morey, quando este saiu em Boston a anos. Nos principais congressos técnicos,ele vem sendo a cara do Boston, acho inclusive que tem o dedo dele na atual mudança nos membros da preparação física com a saída do Bryan D. Doo e Ed Lacerte e a ascenção de Johann Bilsborough, um australiano cientista do esporte, essa “escola”, seus membros começaram a ter espaço na gestão hickie no Sixers.

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  3. silvio freitas disse:

    Não fará a menor falta .
    Já deveria ter saído . Renovação já
    Silvio Freitas

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  4. Fernando C Silva disse:

    Xiita ou sunita?

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