O Celtics, responsável por várias iniciativas na luta contra o racismo em toda a sua história, anunciou mais uma: irá doar 25 milhões de dólares ao longo dos próximos 10 anos para comunidades negras da região metropolitana de Boston. O plano visa separar esses 25 milhões em duas partes: 20 em dinheiro, e 5 em investimentos no marketing do projeto. É o primeiro movimento relevante de uma franquia da NBA desde que a liga expôs a ideia de doar 300 milhões de dólares à mesma causa.

A organização formou seis comitês dentro do projeto, em que foca questões específicas: “justiça criminal”, “equidade em educação”, “equidade em cuidados de saúde”, “empoderamento econômico”, “construção de laços entre comunidades” e “engajamento civil e voto”. O programa é encabeçado por Steve Pagliuca, parceiro administrativo do Celtics, Allison Feaster, vice-presidente de desenvolvimento de jogadores, e Dave Hoffman, vice-presidente de engajamento para com as comunidades.

Algumas das iniciativas estão criando centros educacionais para famílias carentes, visando detectar algumas doenças, como diabetes e câncer de mama, o mais rápido possível. Além disso, haverá a criação de centros de capacitação profissional para jovens, a fim de potencializar maiores oportunidades de emprego para membros dessas comunidades. Para que tudo isso se torne realidade, o Celtics procura interessados para integrar voluntariamente esses projetos.

Todas essas ideias são resultadas das revoltas da comunidade negra nos EUA, que exige maior igualdade de oportunidades e maior justiça entre o tratamento de negros e brancos em diversas áreas da sociedade americana. As declarações dos jogadores, como Jaylen Brown, Marcus Smart e Enes Kanter, foram fundamentais para a viabilidade do projeto tão rapidamente.

O projeto deve começar a prestar serviços a essas comunidades a partir das próximas dez semanas.

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Uberabense, 19 anos, atualmente vive em São Paulo/SP. Estudante de Ciência e Tecnologia da UFABC e são-paulino sofredor, sempre adorou esportes, e principalmente, torcer. Acompanha o Boston Celtics fielmente desde 2016, apesar de se considerar um celta desde aquele triste jogo 7 em 2010.

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