Em meio aos 82 compromissos de uma temporada regular da NBA, o Boston Celtics e seu torcedor vivem, a cada ano, o clima de um campeonato à parte nos clássicos contra o Los Angeles Lakers. Não é exagero falar isso: afinal de contas, celtas e angelinos são os maiores campeões da história da liga, decidiram 12 vezes a principal competição de basquete do planeta e já se enfrentaram 358 vezes em 69 anos de rivalidade. Essa história de muita tradição, troféus, grandes jogos e antipatia mútua ganhará mais um capítulo na noite desta sexta-feira (3), quando celtas e angelinos se enfrentam no TD Garden, em momentos completamente distintos: enquanto o Celtics está na vice-liderança da Conferência Leste, o Lakers amarga a penúltima posição da Conferência Oeste. O clássico, que começa às 23h (horário de Brasília), e terá transmissão da ESPN para todo o Brasil, também será marcado pela realização do 3º Encontro Celtics Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Clique aqui para saber mais detalhes e confirmar a sua presença nesse evento imperdível!

Depois de passar por uma série de três jogos sem vitórias, o Boston Celtics conseguiu uma rápida recuperação e vive o seu melhor momento não só nesta temporada, mas nos últimos três anos e meio, desde que Paul Pierce, Kevin Garnett e Doc Rivers deixaram a franquia. O Alviverde não perde há cinco jogos e emplacou, na quarta-feira (1º), a sua vitória mais expressiva na competição, diante do Toronto Raptors, em confronto direto pela segunda posição da Conferência Leste. É com esse astral elevado, o apoio da torcida e a fase espetacular do armador Isaiah Thomas, segundo maior pontuador desta edição da liga e melhor jogador do Leste em janeiro, que o Celtics chega para o clássico contra o Los Angeles Lakers.

Além da motivação pelos resultados recentes e pela rivalidade, a equipe do Boston Celtics pode estabelecer duas marcas históricas no clássico desta sexta. Diante do Raptors, o Alviverde chegou a 3.252 vitórias na história da NBA, igualou a marca do Lakers e pode assumir o recorde de triunfos da liga justamente contra o rival. Além disso, o Celtics pode completar 200 vitórias sobre a franquia de Los Angeles.

Outro incentivo para o time celta é a possibilidade de levar o técnico Brad Stevens ao All-Star Game, como comandante da Conferência Leste. Como Tyronn Lue, técnico do Cleveland Cavaliers, não pode repetir a dose por ter participado do evento em 2016, o treinador da equipe que terminar a semana na vice-liderança assume o cargo no jogo festivo. Com 1.5 jogo de distância para o Raptors, faltando apenas dois jogos para a definição, o Celtics garante o passaporte de Stevens com um triunfo sobre o Lakers, e o elenco verde e branco está focado nessa missão. “Isso seria incrível. Ninguém pensava que iria acontecer tão rápido. Espero que possamos conseguir”, afirmou Isaiah Thomas.

Antes de pensar em All-Star Game, Brad Stevens está com a cabeça voltada para o clássico contra o Los Angeles Lakers e para a escalação do Boston Celtics. O ala-armador Avery Bradley se recupera bem de uma lesão no tendão de Aquiles e pode reaparecer no quinteto titular, mas isso só será confirmado poucas horas antes da partida no TD Garden. Caso Bradley continue fora, o calouro Jaylen Brown permanece na equipe. No garrafão, Amir Johnson e Jonas Jerebko estão revezando a titularidade na posição 4, e Stevens ainda não divulgou quem começa jogando contra o Lakers. Na rotação, uma dúvida: o ala-pivô Kelly Olynyk, com dores no ombro, desfalcou o Celtics contra o Raptors e ainda não está 100%. Assim como Bradley, Olynyk só terá sua situação confirmada de última hora.

Pelo lado dos Los Angeles Lakers, o clima não é dos mais animados. Sem o ídolo Kobe Bryant, que se aposentou, os angelinos iniciaram a sua reconstrução, liderada pelo técnico Luke Walton, e até começaram bem na edição 2016/2017 da NBA, mas não conseguiram manter o ritmo nos meses seguintes. Com nove derrotas nos últimos 11 jogos que disputou, apenas 17 vitórias em 52 jogos e aproveitamento de 32,7%, a franquia de Los Angeles é o terceiro pior time da temporada, melhor apenas que Phoenix Suns e Brooklyn Nets. Com poucas chances de ir aos playoffs e tendo que lidar com o longo processo de amadurecimento de seus atletas mais jovens, o Lakers tem poucas ambições nessa metade final da competição, mas isso deve ficar de lado nesta sexta: pela importância histórica e pelo clima de decisão do clássico, os angelinos devem encarar a partida como o jogo mais importante do torneio e podem complicar os planos do Celtics.

Para o jogo contra o Boston Celtics, o técnico Luke Walton não tem, a princípio, problemas para escalar o Los Angeles Lakers, mas a situação de alguns atletas está sendo monitorada. O ala-pivô Julius Randle, com pneumonia, atuou apenas cinco minutos na quinta-feira (2), diante do Washington Wizards, e preocupa a comissão técnica angelina. O armador D’Angelo Russell, que sentiu dores no joelho direito, e o ala-pivô Larry Nance Jr, com uma contusão óssea no joelho esquerdo, atuaram normalmente contra o Wizards, mas não será surpresa se forem poupados do clássico em Boston. Os veteranos Luol Deng e Timofey Mozgov são as referências no quinteto titular, mas a força do Lakers está na rotação, com nomes como Lou Williams, Jordan Clarkson e Ivica Zubac.

FICHA TÉCNICA

Local: TD Garden (Boston, MA)

Horário (de Brasília): 23h

Transmissão: ESPN e NBA League Pass

BOSTON CELTICS: Isaiah Thomas, Avery Bradley (Jaylen Brown), Jae Crowder, Jonas Jerebko (Amir Johnson) e Al Horford. T: Brad Stevens

LOS ANGELES LAKERS: D’Angelo Russell, Nick Young, Luol Deng, Tarik Black e Timofey Mozgov. T: Luke Walton

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Gustavo, 28 anos, é maranhense de São Luís, jornalista formado pela UFMA e repórter do Imirante.com. Fanático por esportes, principalmente futebol e basquete, é torcedor celta desde 2003, quando ouviu pela primeira vez o TD Garden lotado entoando "Let's go, Celtics!", e escreve no Celtics Brasil desde julho de 2011, com mais de 1.700 textos publicados. Nas horas vagas, é goleiro, armador, tio do João Gabriel e da Alice, e também dá seus pitacos sobre o maior campeão da NBA no Twitter: @gustavoarruda01.

30 Comentários

  1. Fosse um jogo comum era tendência de massacre a favor do Celtics, mas clássico nivela. A chave do jogo e conter o banco do Lakers que até certo ponto e melhor que o nosso, pq a equipe titular do Celtics e muito superior

  2. Galera, não vou poder ir para o encontro, vai ficar muito tarde para voltar. Eu estava pensando que seria no domingo.

  3. Não vejo rivalidade hoje do Celtics, talvez a única do elenco seria com wizards que eles vêm tretando a três temporadas, o que vale mais pela história que ao meu ver é diferente de rivalidade, rivalidade mesmo agora é cavs e gsw que brigam pelo título,

    • Po falar e fácil. Os caras em Sacramento tem problemas em gerir os Kings, mas não só bobos… Uma proposta dessa pelo D Marcus, ao meu ver, nem abre uma negociação.

  4. Intervalo. Menino Brown tá com vontade de jogar hoje… Achei que quer terminar melhor que o Ingram.

    Nada a ver com o jogo, mas uma notícia que passou meio batida foi a dispensa do Varejão do Warriors.

    • O Varejão não agüenta mais a NBA, ta muito quebrado. Não sei que anda mais torto ele eu o Dirk, q me lembra o velho Sabonis mancando e metendo bola.

      O Varejão agora que foi dispensado tem que pegar o anel dele de campeão em Cleveland. Depois vir embora para o Brasil jogar no Mengão e ser feliz. Aqui ele ainda vai doutrinar!

      • Maurício, não foi nenhuma insinuação dele no Celtics não, só tava passando a informação kkk Varejão tem muito problema de contusão, nosso time já sofre muito com isso para ter mais um no departamento médico.

        Já quanto ao Nowitzki eu comecei a ver o jogo do Mavs agora depois do Celtics… Eu prefiro o cara com 38 anos com uma perna só do que o Amir com as duas. E estendo o comentário a Olynyk, Zeller e Jerebko… Combinados kkkk

        Cara com todos os problemas que teve, vai bater a marca dos 30.000 pontos… Já é o 6º maior pontuador da historia e disparado o melhor estrangeiro. Se ele conseguir se manter saudável, alcança o 5º ainda, porque jogar ele ainda está jogando muito.

        • Cara sei q vc não insinuou a Varejão no CELTIS não. Você não seria louco, kkkk.

          Comentei por que gosto dele e acho q foi um ótimo jogador, mas já deu p ele né

          O Dirk é o melhor gringo q já passou na NBA, craque, líder de um time campeão e futuro hall da fama!! Mas sabe, da tristeza ver um atleta assim sofrendo p jogar.

  5. E QUE CARA JUMENTO E ANTA, ESSE SMART, TODO JOGO ELE FAZ JOGA ERRADA,NAO ACERTA LATERAL E PERDER BOLA TODA HORA, O QUE GOSTA DE FAZER E INVENTA BRIGA TODOS OS JOGOS, PARACE UMA ANTA, QUE ESCOLHA RUIM , ELE NEM PARECA QUE FOI SEXTA ESCOLHA, NAO TINHA OUTRA OPÇAO,NAO MERECE JOGAR NO CELTICS,,,,, DEVIA MANDA ELE PRA OS NETS…..CANSEI DO SMART TODO JOGO FAZ BURRICE…

    • Sua leitura do jogo do Smart está bem fora da realidade. O cara sempre trás uma energia enorme do banco, rebotes, assistências, e em especial força defensiva e organização. Se vc esperava dele 1 All Star, isso nunca foi seu caminho, mas dentro do que se esperava, ele tá jogando demais. No draft dele só Embiid, Parker e Wiggins foram melhores.

  6. Brad Stevens no all star game!!
    Sério, sei que nosso time ainda tem muito o que melhorar, mas é nosso melhor momento em anos.temos um franchise player no auge, um técnico de primeira e tudo pra consolidarmos como potência pra vários anos. Vejo muitas críticas aqui, mas acho que vamos voltar a ser campeões em breve. Vamo celtao dá massa!!!!

  7. Podem falar o que for do Smart, mas o cara é o motorzinho do time. Se ele tá frio, o time tá frio. Quando tá quente, o time ta quente. Ele jogou bola hoje, e trouxe energia do banco.

  8. Que vitória gostosa…

    Vencer o Lakers é sempre muito bom, mas esse jogo foi mais do que só mais um clássico. Celtics agora não é apenas o maior campeão da historia da NBA, é também o maior vencedor de toda a história. Esse jogo foi muito simbólico ao meu ver, foi uma confirmação não só da soberania da nossa franquia sobre a maior parte da história da liga, mas também a confirmação de que o Celtics está voltando aos tempos de glória e que não vivemos apenas de histórias, como muitos continuam alegando. Foi um jogo emocionante pra mim pelo que ele representa a franquia e esse é um jogo que eu não vou esquecer.

  9. Estou fulo da vida com o careca do Horford e Smart por não terem passado a bola para o Thomas meter 40 pontos e quebrar o recorde da franquia, rsrsrs

    Brincadeiras a parte, grande jogo do Smart acabando com o a–hole do Young (como um jogador tão ruim pode se achar tão bom) e do Crowder.
    Mais uma vez nosso garrafão abaixo, sofrendo nos rebotes.
    Jogo bom do Rozier e o J-Brown que carregaram o piano no ataque, o rookie principalmente.
    O Thomas sofreu no segundo e terceiro período marcação tripla, mas deslanchou no quarto, como de costume.

    Teremos 2 all-stars. Thomas e Brad Stevens.
    Sim, com a ida do nosso técnico mágico ao All-Star game acho que o Thomas vai ser titular, huahuahua

    Sobre o Cousins, iria com as DUAS picks dos Nets, algumas de segunda rodada + qq um menos Thomas, Bradley e Rozier.
    É um jogador espetacular, mas acho que Sacramento não quer negociar conosco.

    []s verdes

  10. Quanto ao jogo do Celtics faltou intensidade da defesa, tivemos a bem da verdade com smart no primeiro quarto (formam três roubadas dele), depois tívemos uma ou outra jogada, o time foi, então, disperso o jogo inteiro, dentro do lema sobreviva, ajuste e cresça, só que contra times ruins vc nivela a defesa por baixo e joga no ataque, como ontem.

    Não vejo até o que comemorar, tirando que o Stevens é o técnico do leste no All-Star game e o time se isola na segunda colocação, chegar as semis com mando de casa é ótimo, ganhar do Lakers era mera obrigação protocolar de um clube que briga por algo para outro que escolheu o caminho da derrota para crescer, a rivalidade, hoje, com o time angelino deve-se mais a disputa das bolinhas das colocações para escolha que terá maior imprevisibilidade de quem sairá vitorioso.

  11. Quanto ao jogo do Celtics faltou intensidade da defesa, tirando uma ou outra jogada, o time foi disperso o jogo inteiro, dentro do lema sobreviva, ajuste e cresça, só que contra times ruins vc nivela a defesa por baixo e joga no ataque, como ontem.

    Não vejo até o que comemorar, tirando que o Stevens é o técnico do leste no All-Star game e o time se isola na segunda colocação, chegar as semis com mando de casa é ótimo, ganhar do Lakers era mera obrigação protocolar de um clube que briga por algo para outro que escolheu o caminho da derrota para crescer, a rivalidade, hoje, com o time angelino deve-se mais a disputa das bolinhas das colocações para escolha que terá maior imprevisibilidade de quem sairá vitorioso.

  12. OFF: Lendo o texto do insider do Pelton e Chad quem o Lakers e o Celtics deveriam pegar caso conseguissem com a n.1, ficou claro que as duas primeiras do draft para eles já estão garantidas, ou é Fultz ou é Ball, tanto faz quem seja o time.

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