Larry Joe Bird

O Celtics Brasil reativa uma de suas primeiras colunas: Craques do Passado. Nessa seção, contaremos alguns detalhes dos maiores nomes que já passaram pelo Boston Celtics. Para dar início a essa retomada, nada melhor do que começar com um dos maiores craques que a NBA já viu.

Draft 1978 (escolhido pelo Boston Celtics com a 6ª escolha)
Nascimento 07 de Dezembro de 1956
Altura 2,05 metros (6’9”)
Posição Ala
Camisa 33

O Boston Celtics é o maior campeão da NBA e também o time com a maior quantidade de ídolos e camisas aposentadas. Entretanto, dentre todos os craques, só há um cujo apelido é ”Lenda”.

Larry Bird é, muito provavelmente, o jogador mais icônico e conhecido da história do Celtics e, graças aos feitos alcançados em sua carreira, ficou conhecido como Larry ”The Legend” Bird.

O legado de Bird começou a ser construído muito antes do mesmo vestir a mítica camisa 33 do Celtics. Ele nasceu em 07/12/1956, em West Barden, cidade localizada na parte Oeste do estado de Indiana. Nessa cidade, Bird já virou um fenômeno no basquete.

Bird cursou o Ensino Médio em Spring Valley High School e, desde o começo, já causou impacto. Nos intervalos havidos entre as aulas, costumava treinar basquete no ginásio da escola. Esse comprometimento em evoluir seu jogo, o ajudou a tornar-se o maior cestinha da história da escola. Não obstante, isso o deu visualização em âmbito nacional, fazendo com que fosse disputado por diversas universidades para  jogar a NCAA.

A Universidade de Indiana Hoosiers venceu a disputa e conseguiu recrutar Larry Bird, assim que o mesmo acabou o Ensino Médio. Contudo, Bird, rapidamente, percebeu que a atmosfera na Universidade de Indiana não o era favorável. Sendo assim, Bird desistiu de continuar nessa Universidade, pouco mais de um mês depois de ter chegado à mesma. Ele voltou e permaneceu em sua cidade de origem, por um ano, até levar seus talentos para a Universidade de Indiana State, que ficava há poucos metros de sua antiga casa, a Universidade de Indiana.

O começo da vida de Bird, na faculdade, foi um tanto quanto turbulento, como visto. Todavia, tudo que um homem precisa é encontrar o seu lar e um ambiente favorável. Foi exatamente isso o que Bird encontrou em Indiana State. E assim se fez a história.

A Universidade ficou conhecida, em território nacional, graças à presença de Bird. Ele liderou o time da faculdade para o 1979 NCAA Championship Game (final da NCAA). Antes da era Bird, os Sycamores (como é conhecido o time de Indiana State) nunca haviam alcançado os Playoffs da NCAA. Indiana State acabou perdendo a final de 1979 para a Universidade de Michigan State, liderada por Magic Johnson, fazendo com que os Sycamores terminassem a temporada com a campanha de 33 vitórias e 1 derrota (justamente na final). Contudo, essa derrota não diminuiu os feitos realizados por Bird. Até hoje, Bird permanece com o posto de maior cestinha da história de Indiana State, com 2.850 pontos e uma média de 30.3 pontos por jogo.

A imprensa nacional, reconhecendo o talento de Bird, o agraciou com incríveis 7 prêmios de melhor jogador do ano, incluindo os prestigiados troféus Naismith e Wooden.

Cabe dizer que todos esses troféus foram ganhos quando o Boston Celtics já possuía os direitos sobre Larry Bird. A equipe de Boston recrutou Bird com a sexta escolha no 1978 NBA Draft, mesmo não tendo garantias que Bird abriria mão de seus 2 últimos anos em Indiana State. Bird acabou disputando sua terceira temporada pela Universidade, mas o Celtics, mesmo assim, quis continuar com seus direitos contratuais. Nesse intervalo de tempo, Bird adicionou mais uma temporada histórica, no currículo universitário, até se desligar do mundo da NCAA e assinar seu primeiro contrato com o Celtics, em 1979.

Boston acabou sendo a casa de Bird pelos próximos 13 anos, a partir de 1979. Ele vestiu o manto alviverde por todas as suas 13 temporadas como profissional e, sob o uniforme celta, tornou-se um dos maiores nomes da história da NBA.

O seu sucesso, na NBA, foi imediato. Bird apresentou as médias de 21,3 pontos e 10,4 rebotes, por jogo, ao longo de sua temporada como calouro. Tal desempenho ajudou ao Celtics a ter a campanha de 61 vitórias em 82 jogos, na temporada de 1979/1980. As 61 vitórias representaram um aumento de 32 jogos ganhos, em relação à campanha do ano anterior. Em sua segunda temporada, Bird teve médias de 21,2 pontos, 10,9 rebotes e 5,5 assistências, por jogo, e ajudou ao Celtics a conquistar seu primeiro título desde 1976.

O título de 1981 seria o primeiro de três que Bird viria a conquistar ao longo de sua vitoriosa carreira. Nos últimos dois, obtidos em 1984 e 1986, Bird ganhou o prêmio de MVP Finals, Nas finais de 1984, contra o Los Angeles Lakers, Bird teve os seguintes números: 27.4 pontos e 14 rebotes, em média. Já nas finais de 1986, contra o Houston Rockets, os números foram de 24 pontos, 9.7 rebotes e 9.5 assistências, em média.

Bird ficou reconhecido como um incrível jogador de Playoffs, mas seus feitos, durante a temporada regular, foram igualmente fantásticos. Ele teve 20 pontos, ou mais, de média, em 11 de suas 13 temporadas profissionais, terminando sua carreira com uma média de 24.3 pontos. Ademais, Bird apresenta uma média final de carreira de 10.0 rebotes, por jogo. Isso o coloca num seleto grupo que conseguiu o feito de apresentar uma média de double-double ao final da carreira. Entretanto, o feito mais impressionante talvez seja o surreal número de triple-doubles alcançados em sua carreira: 69. Esse número o coloca a quilômetros de distância do segundo colocado, em triple-doubles, na história do Celtics. Esse recorde também é prova do quanto Bird era completo como jogador. Tais habilidades permitiram que Bird viesse a vencer, por 3 anos consecutivos, o prêmio de jogador mais valioso da temporada (MVP), de 1984 a 1986.

Infelizmente, para Bird, NBA e os fãs do bom basquete, a carreira de ”The Legend” foi encurtada devido a uma longa lista de lesões sofridas. Ele não conseguiu se recuperar, bem, de problemas havidos nas costas, já na parte final de sua carreira. Tais lesões foram o principal motivo para Bird anunciar sua aposentadoria em 18/08/1992. O anúncio veio pouco após sua participação no inesquecível Dream Team de 1992, que disputou as Olimpíadas de Barcelona, no mesmo ano. O Boston Celtics, meses depois, aposentou a camisa número 33, em homenagem a Larry Bird. A cerimônia foi realizada em 04/02/1993.

Muito embora a carreira como jogador tenha terminado de forma precoce, Larry Bird continuou sua história na NBA. Ele começou sua carreira de dirigente em Boston, em 1992. Bird trabalhava como um consultor para a franquia.

Após 5 anos exercendo essa função, o Indiana Pacers, em 1997, o ofereceu o cargo de treinador da franquia. Bird aceitou a oferta e veio a conquistar o prêmio de melhor treinador da temporada, em 1997/1998. Ele levou o Pacers aos Playoffs, em todas as 3 temporadas nas quais treinou o time. Bird chegou, inclusive, a levar a franquia de Indiana a disputar, até hoje, sua única NBA Finals, em 2000. Entretanto, acabou perdendo o título para o Los Angeles Lakers, em 6 jogos.

Bird tirou alguns anos de férias, e retornou para o Pacers em 2003, como presidente das operações de basquete da franquia (cargo semelhante ao exercido por Danny Ainge, no Celtics). Sob essa nova função, Bird reconstruiu o elenco do Pacers e o recolocou no status de favorito ao título. Na temporada de 2011/2012, Lary Bird venceu o prêmio de melhor dirigente do ano. Tal feito o coloca como primeira e única pessoa, até hoje, a conseguir ganhar os prêmios de Melhor Jogador, Melhor Treinador e Melhor Dirigente.

Abaixo, os números e feitos de Larry Bird, como jogador:

3 vezes campeão da NBA (1981; 1984; e 1986)
3 vezes eleito MVP (1984; 1985; e 1986)
Camisa número 33 aposentada pelo Celtics em sua homenagem
Membro do time formado pela NBA, no aniversário de 50 anos da liga
12 vezes selecionado para o NBA All-Star (1981-1992)
2 vezes vencedor do prêmio NBA Finals MVP (1984; e 1986)
Vencedor do prêmio de Calouro do Ano (1980)
9 vezes eleito para o All-NBA First Team
2 vezes membro do 50%-40%-90% Clube (1986/1987; e 1987/1988)
Membro do 1992 Dream Team

Médias da Carreira (1979-1992)

Minutos Pts Reb Ast Stl Blk FG 3Pts FT
38.4 min 24.3 10.0 6.3 1.7 0.8 49.6% 37.6% 88.6%

 

Rômulo Portugal
Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

11 Comentários

  1. William disse:

    Mito demais Larry Bird ídolo Celta até pra mim difícil descrever esse grande jogador que era, e o que seria de Boston sem The legend.

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  2. PHABIO PASSOS disse:

    bem, nao precisa dizer mais nada, so dizer que idolo e mito do nosso celtics, nos temos que agradeçer por tudo…..

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  3. Digor33 disse:

    Motivo total que fez eu me tornar um torcedor Green.

    Vê-lo jogar era fabuloso, os arremessos de 3 pontos mágicos.

    Líder de uma equipe com garra e vontade de vencer.

    Todas as qualidades que traduzem um Celtics.

    Saudade daqueles tempos.

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  4. Rondo disse:

    Emocionado com esses dois vídeos, principalmente no segundo com a declaração ” Eu dediquei minha vida ao basquete, e principalmente ao Boston Celtics” cara essa foi foda, espero ver o nosso celtics vitorioso e brigando de novo, nós merecemos!!!

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  5. Oberdan Gonzalez disse:

    Sou torcedor Celta por causa desse camarada aí.

    Em 1984 a bandeirantes investiu na NBA e o Boston(D. Johnson, D. Ainge, BIRD, K. McCale e R. Parish) tinha um time PHODA! Mas tinha um cara no meio dos outros que não era só isso. Ele era focado. Uma máquina, sempre voltado para a vitória. Não tinha nhém-nhém-nhém, não tinha contusão, não jogava pra mídia. Nada disso. Era só basqueteball. O interesse não eram milhões de dólares, não era bater em prostitutas, fumar maconha e andar armado por aí, não mesmo. Era só fazer aquela equipe ganhar. Foco.
    Pra nós celtas, Bird foi Deus. E sempre será.
    Abs.

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    • Teobaldo disse:

      É verdade que a Bandeirantes investiu na NBA, assim como é verdade que a torcida deles pelos amarelinhos, principalmente o falecido Luciano do Valle, era irritante. Por diversas vezes eu tirei o áudio da TV, pois era simplesmente insuportável, para mim, aquela palhaçada. Let’s go Celtics!!!

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    • Marcos disse:

      É isso mesmo, Larry sempre foi ganhar ou ganhar e antes dele o maior de todos os celtas sempre foi e será Bill “11 rings” Russel.

      Só imagina a vontade de ganhar desses dois caras juntos.

      Começa logo season,
      []s verdes

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