Visite nossas Redes Sociais
Curta e siga nossas redes para ter acesso a conteúdos exclusivos, além de manter-se sempre atualizado sobre novos artigos no site.

Jaylen Brown não quer ser o futuro do Celtics; ele já quer ser o presente

Assim que a temporada 2016/2017 do Boston Celtics terminou, uma pergunta foi, insistentemente, feita ao treinador Brad Stevens e ao dirigente Danny Ainge: o que esperar de Jaylen Brown na próxima edição da liga?

O camisa 7 de Boston mostrou lances de brilhantismo em seu primeiro ano e sabe que a intertemporada porvir será crucial para o restante de sua carreira.

Contudo, Brown não passa de um jovem que, há apenas dois anos, estava encerrando o ensino médio. De 2016 para cá, a promessa celta disputou 95 partidas, incluindo os playoffs. Portanto, descanso e recuperação também são pontos-chaves para o bom rendimento do ala nos próximos anos.

Brown, por sua vez, antecipou-se e já deixou bem claro seu plano de férias a Ainge e Stevens:

“Jaylen (Brown) veio até meu escritório e só comunicou: ‘eu vou jogar na Summer League (torneio de Verão da liga, onde calouros e jovens atletas participam para mostrar seu potencial)'”, contou o surpreso e orgulhoso Ainge.

“O que eu vou dizer depois disso? ‘Ok, garoto, diga-me quais são seus planos para sua offseason‘. Ele foi bem sincero e objetivo em sua resposta: ‘Eu quero participar da Liga de Verão e desenvolver meu jogo, porque não quero ouvir ninguém dizendo que não estou pronto para ser impactante agora. Eu estou pronto para ajudar e estou pronto para fazer esse time vencer'”, disse Ainge, para espanto e satisfação da imprensa local de Boston.

“Ele fez questão de enfatizar o “agora”. Ele não quer que nós ou ninguém pense que ele está a dois ou três anos de ser impactante. Ele quer fazer parte dos nossos planos e nos ajudar desde já. Claro que ele já nos ajuda, mas esse comportamento nos mostra como é a personalidade de Jaylen. Ele quer ser lembrado na história do Celtics e não medirá esforços para alcançar isso”, completou o executivo de Boston.

Ainge revelou que já fazia parte de seus planos enviar o jovem camisa 7 do Celtics para participar da Summer League. Nos últimos anos, o maior campeão da NBA tem limitado os minutos de seus segudanistas na Liga de Verão, vide Terry Rozier (2016) e Marcus Smart (2015).

Tudo indica que o mesmo ocorrerá com Brown. Todavia, o que deve ser exaltado nesse caso, é o desejo do ala em participar de todo e qualquer jogo – seja na final da conferência Leste, onde marcou LeBron James, seja marcando um calouro desconhecido em uma simples Liga de Verão.

“Eu simplesmente amo esse fogo de competitividade que há nele”, derreteu-se Ainge.

Jaylen Brown, recrutado com a terceira escolha-geral do 2016 NBA Draft, encontrou-se em uma situação incomum, para calouros, na última temporada. Afinal, na grande maioria das vezes, os jogadores oriundos das primeiras escolhas do recrutamento vão para equipes em reconstrução e que mais perdem do que ganham.

Entretanto, no caso particular de Celtics e Brown, essa regra não se aplicou, já que Boston tem uma das equipes mais fortes da NBA e, concomitantemente, teve uma boa escolha de Draft, graças a troca ocorrida entre Celtics e Nets, ainda em 2013, que enviara os ídolos, e agora ambos aposentados, Paul Pierce e Kevin Garnett para o Brooklyn.

Dada a essa peculiaridade, Brown não teve a oportunidade de começar o ano como titular, tampouco recebeu substanciais minutos como reserva no começo da temporada. Ao invés disso, o calouro teve que aprender como jogar a nível profissional e, inicialmente, as lições vieram com ele assistindo às partidas e batalhando para conseguir atuar, ainda que pouco, nos fins dos jogos.

O camisa 7 não vê isso com maus olhos. Pelo contrário, afirma que essa dificuldade o fez criar bons hábitos de trabalho, tais como jogar e fazer o necessário para vencer, ser humilde e aprender a ser um bom companheiro de equipe.

“Muitos bons jogadores não aprendem essas lições em seus primeiros anos de NBA”, opinou a promessa celta. “Eles demoram três, quatro ou até cinco anos para descobrir como jogar para vencer. Logo, eu fico feliz e satisfeito em ver que já superei essa fase e que estou pronto para aprender as próximas que virão”.

O GM celta, Danny Ainge, declarou que pode ser benéfico aos principais prospectos do Draft entrar em equipes nas quais terão muitos minutos por noite e nas quais terão esquema de jogo voltados para extrair o máximo de si, porque isso os fará desenvolver o mais rápido possível. Contudo, o dirigente do Celtics também mostrou pontos favoráveis para calouros que vão para franquias já fortes, tal qual ocorreu com Brown:

“Se você não se dedicar e trabalhar duro, você não jogará”, apontou Ainge. “Quando você cometer erros, o treinador e seus companheiros mais experientes não passarão a mão na sua cabeça; você vai sair da partida e vai para o banco refletir no que deveria ter feito ou no que deve melhorar. Você será cobrado como se já fosse um jogador veterano. Há muitos pontos positivos”.

“A minha vida sempre foi assim; eu luto e suo por tudo que tenho. Nada me foi dado, tudo foi conquistado. Eu faço por merecer cada minuto jogado e cada bola arremessada. Eu estou em paz e feliz que seja assim”, disse, com palavras firmes, o jovem Brown.

Outro ponto abordado por Ainge, e que o impressionou bastante, foi a rápida curva de crescimento do seu prodígio, no decorrer da última temporada. Jaylen Brown, em nenhum momento, sofreu com a “rookie wall” (expressão criada pelos americanos para fazer alusão à irregularidade que atinge os jovens jogadores durante seus primeiros anos). Pelo contrário, o camisa 7 foi impondo seu jogo, com cada vez mais personalidade, conforme o calendário avançava.

Os números provam isso. Antes do All-Star Break, o ala tinha médias de 15.5 minutos por noite, com 5.7 pontos e 2.6 rebotes por partida. Brown acertava 42.7% de seus arremessos de quadra e 30.4% das bolas de três tentadas. Após o período citado, o calouro passou a ter 20.8 minutos por jogo, com médias de 8.6 pontos e 3.4 rebotes. Além disso, seus aproveitamentos de arremesso também melhoraram (37.9% nas bolas de longa distância e 49.4% nos tiros em geral).

Nos playoffs, a sina se repetiu. Brown teve um papel pequeno nas duas primeiras séries, até ser bem mais utilizado nas finais de conferência, contra o todo poderoso e atual campeão Cleveland Cavaliers. Nesse confronto, as atuações de Brown foram um dos poucos pontos positivos e de consolo do Celtics, que acabou sendo derrotado em apenas cinco partidas.

O calouro acertou 17 de seus 29 arremessos tentados na série (58.6% de aproveitamento) e, muitas vezes, se viu com a ingrata missão de marcar LeBron James no grande palco da NBA, os playoffs. Quando os dois ficavam frente-a-frente no TD Garden, o público fazia barulho, para extravasar a adrenalina e esperança que tinha, ao ver seu pupilo desafiar uma lenda do esporte. Os torcedores celtas entendem o que aqueles momentos significam para o desenvolvimento de Brown e entendem o que ele significa para o futuro da franquia.

“Eu não acho que as pessoas esperavam que eu fosse contribuir o quanto o fiz, mas superar expectativas é muito pouco para mim. O fato de eu ter chegado tão próximo das finais da NBA, e ter caído nas finais de conferência, me deixou com fome. Eu quero mais, eu quero trazer o 18° título para Boston. Eu estou com um gosto ruim na minha boca. A solução para acabar com ele, é trabalhar muito na offseason e voltar mais forte e melhor preparado para a próxima temporada”, disparou Brown, para o encanto da nação celta.

Por fim, alguns de seus companheiros de elenco foram solicitados para analisar seu primeiro ano na NBA:

“Eu acredito que, com seu talento e sua ética de trabalho, ele será um dos melhores jogadores da NBA. Eu estou na liga há mais de 10 anos, eu já vi e estive ao redor de muitos calouros; Jaylen é especial”, opinou o ala Gerald Green.

“Na próxima temporada, as coisas acontecerão com maior naturalidade e facilidade para ele”, previu Al Horford. “Preparem-se para ver um Jaylen Brown muito melhor”.

Author avatar
Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

7 comentários

  1. Renato

    Sempre apostei nesse garoto, o espírito competitivo dele me deixa muito empolgado. Lembro nos playoffs ele tomando uma cama de gato e não aceitando ajuda dos rivais para se levantar, lembro também ele batendo palmas e chamando o James pro 1 X 1. Esse moleque promete e muitooooooo

  2. Danilo Marques

    Muita Personalidade, Se o Fultz Tiver Esse Mesmo espírito Nosso Time Terá Um Futuro Brilhante…

  3. Marco Ferreira

    Torço muito por ele por dois motivos:

    Primeiro pelo espirito aguerrido e a vontade de vencer que esse garoto tem! Até nas falas dele pós jogos, ganhando ou perdendo ele sempre demonstrou vontade de evoluir e não ter medo de errar. As vezes os jogadores Celtas estavam em um jogo difícil onde nada estava dando certo e a cabeça começava abaixar quando esse garoto enterrava uma bola para cima do adversário e o TD Garden ia a loucura, pronto o Celtics estava de novo no jogo.

    Segundo o fato dele ter sido vaiado quando selecionado pelo Celtics no Draft, a falta de reação dele ao subir no palco olhando para os torcedores que ali estavam esperando uma outra escolha foi de dar dó!

    Agora dó é uma coisa que já percebi que o Jaylen Brown não quer que sentimos dele e sim ele quer é aplausos e muita vibração. Esse garoto vai muito longe e o seu jogo vai só evoluir. Não vi Ben Simmons e Brandon Ingram jogarem mais do que ele nesta temporada e já posso dizer que será difícil dos dois evoluírem mais que ele enquanto ele manter essa vontade de vencer.

    Let’s Go Celtic’s!

  4. Sander

    Só tenho uma coisa a dizer: Tchau Crowder.

  5. Barros

    Adeus Crowder, agradeça ao Celtics! Pq se não fosse o Celtics, vc estaria no limo até hoje.

  6. Celso Cachali Jr

    Este moleque ainda vai dar muitas alegrias… Ele tem personalidade… Não gosta de perder… Quando erra fica bravo com ele mesmo… Gostei desde o draft quando o selecionamos.

  7. Lucas Josué

    Esse espírito e garra de vencer que esse garoto tem é de extrema importância, só de ver suas declarações percebe que ele é a cara do Celtics, e nenhum torcedor é melhor pra valorizar esse comportamento do quê o Celta, o cara tem vontade de vencer e toda a evolução que ele teve principalmente essa temporada reintegra isso, pode ser complicado se desenvolver em uma equipe com um volumoso elenco, mais ele colocou na cabeça que pra estar em campo, primeiro ele precisa merecer a vaga, e isso já é um passo para ele se tornar um Grande jogador na NBA.

Postar comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado.