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Analisando o Draft – Demetrius Jackson Jr.

Continuando com a série de matérias que disseca os seis jovens atletas escolhidos pelo Boston Celtics no 2016 NBA Draft, neste texto, será feita a análise do armador oriundo da Universidade de Notre Dame, Demetrius Jackson.

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Nascido em South Bend, no estado de Indiana, no dia 7 de setembro de 1994, Demetrius Jackson Jr. foi o armador escolhido pelo Boston Celtics na 45ª escolha do 2016 NBA Draft. Cotado para ser uma escolha do meio para o fim da primeira rodada do recrutamento, Jackson despencou no board durante a noite do evento, caindo no colo do Boston Celtics em uma escolha do meio da segunda rodada, onde nunca se imaginava que ele estivesse disponível.

Jackson foi um dos atletas mais elogiados por comissão técnica e corpo diretivo da franquia de Boston, após seu treinamento para a equipe. E não é que ele estava disponível ainda na escolha #45 do recrutamento de 2016? Danny Ainge, Gerente Geral do Celtics, nem pensou duas vezes e selecionou um dos jogadores que mais havia lhe impressionado nos treinamentos.

Informações do atleta

PosiçãoArmador (PG)
Experiência21 Anos | Junior (3 anos universitários)
Altura1,86 metros (6’1.25″)
Envergadura1,97 metros (6’5.5″)
Peso88 quilos (194 lbs)

Carreira

Demetrius Jackson estudou três anos na Universidade de Notre Dame, no estado de Indiana. No primeiro ano, Jackson foi o sexto homem da equipe, trazendo pontuação do banco. Como sophomore (segundanista), Jackson formava uma ótima dupla de armação com Jerian Grant (19ª escolha do Draft 2015). Só que Grant era o protagonista e líder daquela equipe.

Em seu terceiro ano no basquete universitário, Jackson teve a oportunidade de sair da sombra de Grant e tornar-se o líder dos Fighting Irish na NCAA. Jackson foi o líder em pontuação que todos esperavam, levando a equipe até o Elite 8 do March Madness, quando perdeu para a vice-campeã North Carolina, por 88 a 74, sendo o cestinha da partida com 26 pontos.

Só que faltou a Jackson envolver melhor seus companheiros nas partidas. A efeito de comparação, Jerian Grant terminou sua carreira universitária em 2015 com 16,5 pontos e 6,7 assistências de média. Jackson, por sua vez, teve médias de 15,8 pontos e 4,7 assistências em seu último ano em Notre Dame. Se na pontuação, ele basicamente manteve o nível do seu antigo companheiro, em termos de construção de jogadas deixou um pouco a desejar.

Prós

Velocidade e atleticismo: Jackson é bastante veloz e atlético, tornando-o uma grande ameaça em situações de contra-ataque e desvantagem numérica do adversário. Ainda por conta destes atributos físico-atléticos privilegiados, é um atleta muito explosivo e agressivo em relação à cesta, atacando o aro a todo o momento, buscando absorver o contato do adversário e criando inúmeros lances livres para pontuar mais facilmente. E, neste caso, possui bom aproveitamento de 81,3% nos arremessos livres.

Versatilidade ofensiva: Jackson é um jogador ofensivo versátil, que pode pontuar e distribuir o jogo em qualidades semelhantes. Sua capacidade de criar jogadas para si é bastante destacada. Além disso, tem boa capacidade de criar jogadas para seus companheiros, justamente por ser um perito no desenho ofensivo, com bom trabalho no pick-and-roll, e, usando sua vantagem físico-atlética citada anteriormente para penetrar na defesa adversária e abrir espaço para companheiros conseguirem arremessos mais livres de marcação.

Jackson tem boa visão de jogo e sempre seleciona bons passes quando sofre marcação dupla. Com bom controle de bola e ótimo QI de basquete, comete poucos desperdícios de bola, mantendo ótimo índice de assistências para cada turnover cometido.

Defesa on-ball: Jackson é ótimo defensor quando seu matchup está com a bola e é ele quem comanda as ações do ataque adversário. Ele é bom defensor no pick-and-roll, tem boa técnica para defender com contato, usa muito bem sua velocidade para compensar a falta de tamanho e envergadura para defender, e faz um trabalho sólido na leitura dos movimentos dos armadores adversários.

Contras

Defesa off-ball: Apesar de ser bom defensor on-ball, como explicado anteriormente, Jackson tem gravíssimos problemas para defender fora da bola. O armador não consegue posicionar-se de maneira correta, deixando bom espaço para o adversário. Além disso, simplesmente não consegue manter-se concentrado e atento aos seu matchup quando ele está sem a bola. É bastante comum ver Jackson cometendo “cochilos” na defesa, dignos de James Harden. Seu QI defensivo também é péssimo e por vezes parece até que não está entendendo o que ocorre com a defesa, após algumas trocas de posição. Fica literalmente perdido em quadra.

Tomada de decisões: Apesar de ser um jogador bastante versátil ofensivamente, Jackson ainda peca um pouco em sua tomada de decisões. Não, ele não comete tantos desperdícios de bola assim. O que mais preocupa este analisador é o fato de Jackson ter terminado a temporada com uma média de assistências bem abaixo da de Jerian Grant, em situações semelhantes. E isto não se deve ao fato de ele ser um distribuidor de bola ruim. Pelo contrário, ele é ótimo fazendo isso. Só que o faz pouco! Jackson muitas vezes escolhe por arremessos próprios, praticamente impossíveis de serem convertidos, em detrimento de um passe para um companheiro melhor colocado ou com maior liberdade. Esta tomada de decisões é que precisa ser trabalhada por Jackson.

Arremessos em movimento: Os aproveitamentos em arremessos de quadra e arremessos de 3 pontos de Jackson caíram em relação a sua segunda temporada na NCAA. Isto deve-se muito ao fato de Jerian Grant ter ido para a NBA e Jackson ter tornado-se o principal condutor de bola da equipe. Se com Grant Jackson tinha inúmeros arremessos em situações de catch-and-shoot, com maior taxa de acerto, sendo o principal condutor de bola da equipe estas situações de catch-and-shoot simplesmente desapareceram para ele. E os arremessos em movimento, criados por ele mesmos, após dribles, não corresponderam. Jackson precisa trabalhar melhor este aspecto de seu jogo.

Resumo

Jackson possui excelentes habilidades, características de um armador criativo, tendo desenvolvido-se, também, em um finalizador sólido durante a carreira universitária. Nas mãos do treinador do Boston Celtics, Brad Stevens, ele deverá ser bastante produtivo ofensivamente. Já defensivamente, Demetrius tende a sofrer um pouco no início da carreira, algo comum a muitos armadores que entram na liga. No entanto, em longo prazo, poderá tornar-se um bom defensor de perímetro.

Por ter passado três anos no basquete universitário, Jackson é relativamente maduro para ser um armador de nível de NBA. E, embora tenha alguns pontos fracos a serem trabalhados, já demonstrou capacidade de jogar no mais alto nível universitário, ocultando algumas de suas fraquezas com um basquete bastante sólido, nos momentos que sua equipe mais necessitava. Se Demetrius dedicar-se em melhorar seu jogo, deverá ser, no mínimo, um ótimo jogador de rotação na liga.

Em um primeiro momento, Jackson desponta como principal candidato para preencher a vaga de terceiro armador da equipe, lacuna deixada pela saída do ala-armador destaque da última temporada, Evan Turner, acarretando num provável maior aproveitamento do antigo terceiro armador, Terry Rozier, como armador reserva de Isaiah Thomas, e no deslocamento definitivo de Marcus Smart para a posição de ala-armador, complementando os minutos de Avery Bradley.

No entanto, Jackson deverá ter ínfimos minutos durante a temporada regular da NBA, o que deve significar um maior aproveitamento do jogador no Maine Red Claws, equipe afiliada do Boston Celtics na Liga de Desenvolvimento da NBA. Em Maine, Jackson poderá assumir a titularidade da equipe e desenvolver seu jogo para consolidar seu espaço no futuro do Celtics. O talento e as ferramentas físicas para esta evolução o jogador possui. Resta saber se ele terá a dedicação necessária para cumprir tal objetivo.

Comparação: Darren Collison (Sacramento Kings) mais atlético.

Médias em 2015-2016

JgsMinPtsRebAstStlBlkFG%3P%FT%TOs
3536,015,83,54,71,20,345,133,181,32,2

Melhores Momentos em 2015-2016

 

Colaboraram Paulo Bandeira, Tuhã Schmitt e Alefe Miranda

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Fábio Malet
Gaúcho de Porto Alegre, bacharel em Ciência da Computação e engenheiro de softwares sênior. Apaixonado por esportes, tem o jornalismo como um hobby e pretende, futuramente, fazer pós-graduação na área. Acompanha NBA desde o começo de 2007 e, pé-quente, viu seu Boston Celtics ser campeão na primeira temporada inteira a que assistiu. Torce também para Grêmio, Tottenham Hotspur, Boston Red Sox e Green Bay Packers.

4 comentários

  1. Sander

    Esperava muito mais dele na SL, mas vamos torcer para ele evoluir.

  2. Celso Cachali Jr

    Eu gosto muuuuuuuito do Jackson torce para a universidade de Notre Dame e gostei muito de ver um jogador de Notre Dame em Boston.. acho que ele pode ser sim um bom rolê player deixando desenvolver na D league. Na SL o principal objetivo era desenvolver os segundo anistas + JB por isso que não teve muito destaque… Acho que acertamos e ele será o nosso terceiro armador.

    1
    Thomas
    Rozier

    2
    Bradley
    Smart

    3
    Crowder
    Jaylen

    4
    Amir
    KO ou Jerebeko

    5
    AL
    ?
    Zeller por enquanto

    • Gbrunus

      Celso considero nosso backup center ser o KO, ele deve tentar ganhar massa nesse verão e ele aida pode ser uma ótima arma jogando de center contra garrafões q jogam inside

  3. Jota Boy

    Cara, to meio preocupado com nosso time pra próxima temporada, contratamos o Horford, ok! Mas perdemos nosso melhor reserva e que quando trazia seus pontos pra quadra sempre era bom( Evan Turner) e o gordinho mais amado e odiado do mundo Sullinger, que apesar do seu peso trazia pontos e rebotes todo jogo. Como será sem o Turner? Brown é um rookie ainda, precisamos de alguém experiente pra vim do banco, para podermos fazer bonito nos offs!

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