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    Início»Análise»10 Lições Aprendidas com o Heat, dominando em Velocidade e Precisão nos Arremessos
    Análise

    10 Lições Aprendidas com o Heat, dominando em Velocidade e Precisão nos Arremessos

    Guido RavagnianiPor Guido Ravagniani03/04/2025Atualizado:07/05/20267 Mins de leitura
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    Sumário

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    • #1 - Boston drop coverage
    • #2 - Impacto inicial de Luke Kornet
    • #3 - Luta com o small ball de Boston
    • #4 - Jaylen Brown bem no post-up
    • #5 - Melhor desempenho de rebote ofensivo da temporada
    • #6 - Taxa de rotatividade usual em Boston
    • #7 - Transição ofensiva de Miami
    • #8 - Miami estava muito quente nas de três
    • #9 - Kyle Anderson punindo Joe com "truque mental"
    • #10 - Uma citação para resumir

    Miami encontrou seu ritmo por meio de jogo inteligente de pick-and-roll, energia implacável e arremessos de elite. Boston teve pontos brilhantes, mas não conseguiu manter o ritmo físico e defensivo sem seus principais veteranos.

    #1 – Boston drop coverage

    Os primeiros oito pontos do Miami Heat surgiram de ações de pick-and-roll com Luke Kornet. Sua função defensiva era ficar mais baixo após o bloqueio, criando espaço para Tyler Herro ganhar velocidade e atacar a cesta ou puxar para um arremesso de média distância.

    A estratégia parecia fazer sentido, já que arremessos de média distância são geralmente menos eficientes. Porém, deixar Herro, um dos melhores arremessadores da liga, tão livre para chegar ao seu ponto de arremesso facilmente, foi um erro. O ataque de Miami gerou muitos arremessos curtos e foi muito preciso nessa área (56% de aproveitamento em 27 tentativas).

    Além disso, Herro acabou sofrendo faltas, pois a defesa colapsava sobre ele quando ele atacava o garrafão, resultando em pontos fáceis para o Heat. No total, o Heat teve 13 faltas de arremesso, muito mais do que as quatro cometidas pelos Celtics.

    Quando os jogadores do Heat não estavam arremessando ou sofrendo faltas, eles tinham a opção de recorrer ao jogo de média distância de Bam Adebayo. O pick-and-pop foi uma boa alternativa para vencer a defesa de drop.

    Mais tarde, os Celtics ajustaram sua cobertura de pick-and-roll, colocando mais pressão sobre o jogador que conduzia a bola. No entanto, Adebayo, sendo um grande conector, fez com que o ataque do Heat continuasse funcionando bem. No geral, sem Jrue Holiday, Al Horford e Kristaps Porzingis, os Celtics tiveram dificuldade em conter as ações de pick-and-roll do Heat, especialmente envolvendo Herro e Adebayo.

    Obs.: A “drop coverage” é uma estratégia em que o defensor do pivô recua para proteger a área do garrafão, deixando o arremesso de longa distância mais aberto para os jogadores adversários.

    #2 – Impacto inicial de Luke Kornet

    Com Al Horford e Kristaps Porzingis fora, Luke Kornet foi o jogador mais impactante dos Celtics no início do jogo. Seus screens fortes criaram muito espaço para os ball handler, permitindo que Kornet gerasse boas oportunidades de ataque e finalizasse no garrafão.

    Seu jogo de pick-and-roll com Jayson Tatum é muito eficaz, mas recentemente, ele também tem mostrado boa química com Derrick White.

    A profundidade dos Celtics com ball handler é impressionante, e é bom ver Kornet se destacando além de Tatum.

    Com 10 pontos em sete minutos, Kornet também foi fundamental para os Celtics, pegando dois rebotes ofensivos e estendendo as posses de bola. Curiosamente, ele terminou o jogo com apenas rebotes ofensivos — seis no total. Mesmo na derrota de 21 pontos, o time parecia melhor quando ele estava em quadra.

    #3 – Luta com o small ball de Boston

    Apesar das boas atuações com Kornet em quadra, os Celtics terminaram o segundo quarto e começaram o terceiro com uma formação small-ball. Joe Mazzulla escolheu usar Torrey Craig para espaçar a quadra no ataque e mudar a defesa. No entanto, sem Kornet, a defesa desmoronou.

    Logo no início do terceiro quarto, o Miami Heat aproveitou, marcando várias cestas no garrafão. Em apenas três minutos, fizeram quatro pontos perto do aro e ganharam três lances livres. Quando Kornet voltou à quadra, o placar estava 73–52.

    O experimento de small-ball contra as “torres gêmeas” de Miami foi ousado, mas ficou claro que não estava bem preparado. Os jogadores do Heat não deveriam ter tido tanta facilidade para atacar o garrafão.

    #4 – Jaylen Brown bem no post-up

    A maioria dos jogadores tiveram dificuldades ofensivas ontem à noite. Jayson Tatum fez apenas quatro de 17 arremessos, Sam Hauser teve dificuldades para se desmarcar e fez apenas cinco tentativas em 25 minutos, e Derrick White perdeu mais bolas do que o normal.

    Ainda assim, houve um ponto positivo: Jaylen Brown. Quando ele se posta em um lado vazio, a defesa precisa se ajustar. A defesa de Miami entrou em colapso, com quatro jogadores se arrastando para o garrafão, deixando Tatum livre para um arremesso de três.

    Entre os 27 jogadores que realizam mais de duas jogadas de post-up por jogo, Jaylen Brown está em 10º lugar em eficiência. Ele está entre os melhores nessa área nesta temporada.

    #5 – Melhor desempenho de rebote ofensivo da temporada

    Outro ponto positivo neste jogo foi a habilidade dos Celtics em dominar os rebotes ofensivos. Segundo o Cleaning the Glass, eles estenderam as posses em 43% dos arremessos perdidos. O melhor de tudo: apenas em posses de meia quadra, os Celtics pegaram um rebote ofensivo em 51% dos erros. Nenhum outro time da NBA foi melhor nos rebotes ofensivos nesta temporada.

    Dessas oportunidades de putback, os Celtics marcaram uma média de 1,36 pontos por posse — bem acima dos 0,94 pontos por posse em jogadas de meia quadra. No entanto, essa agressividade teve um custo defensivo: Miami teve mais arremessos wide-open na transição.

    #6 – Taxa de rotatividade usual em Boston

    Os Celtics tiveram dificuldades para cuidar da bola, e a defesa de Miami teve grande contribuição nisso. Liderados por Bam Adebayo, o Heat pressionou os ball handler e jogadores off-ball do Celtics assim que a bola estava em jogo.

    Miami contou com defensores fortes, como Davion Mitchell, Kyle Anderson, Kel’el Ware e o surpreendente Pelle Larsson. Junto com o esquema defensivo de Erik Spoelstra, que mesclava zona e marcação agressiva homem a homem, o Heat forçou muitos turnovers. Essas transições rápidas acabaram esmagando os Celtics.

    #7 – Transição ofensiva de Miami

    A defesa de transição tem sido um ponto recorrente para os Celtics nesta temporada. Embora tenham começado devagar nessa área — mesmo sendo uma das melhores defesas de transição no ano passado — eles melhoraram ao longo da temporada e voltaram ao topo, permitindo apenas 1,16 pontos por tentativa de arremesso de transição. Mas ontem foi diferente.

    Em tentativas de arremesso de transição, o Miami Heat marcou impressionantes 2 pontos por posse (!!). Embora a sorte nos arremessos tenha ajudado, isso também mostrou o quanto o Heat estava disposto a correr e pressionar uma defesa dos Celtics que parecia mais frágil do que o normal. Na jogada abaixo, por exemplo, os Celtics não estavam preparados para acompanhar o ritmo do Heat, que buscava uma oportunidade de dois por um para fechar o quarto.

    Miami tem menos talento que Boston, mas trouxe mais energia e executou seu plano de jogo perfeitamente pois sabiam que não poderiam superá-los no talento.

    #8 – Miami estava muito quente nas de três

    Miami fez um ótimo trabalho pressionando os ball handler dos Celtics, o que pode ter influenciado o péssimo aproveitamento de três de Boston. Enquanto isso, o Heat estava “pegando fogo”.

    Enquanto os Celtics acertaram apenas 12 de 43 arremessos de três, o Heat precisou de apenas 30 tentativas para fazer 14 cestas de três. Alguns desses arremessos foram escolhas dos Celtics, que abriram espaço para proteger o garrafão — mas às vezes os times simplesmente acertam mais do que o esperado.

    Sobre isso, encontrei uma estatística interessante de Owen Phillips: os Celtics tiveram uma defesa de três pontos entre as cinco melhores em 16 das últimas 18 temporadas da NBA. Nenhum outro time teve mais de seis temporadas assim durante esse período.

    #9 – Kyle Anderson punindo Joe com “truque mental“

    Algumas semanas atrás, o técnico do OKC, Mark Daigneault, disse que Joe Mazzulla é excelente em usar truques mentais com os alinhamentos defensivos. Ontem à noite, Mazzulla fez isso novamente — colocando Neemias Queta para marcar Kyle Anderson no quarto período. A ideia era ignorar Anderson sem a bola, explorando sua falta de arremessos e movimentação lenta.

    Mas o Heat usou isso contra os Celtics, dando a bola para Anderson e deixando-o atacar Queta one-on-one.

    Não há dúvida de que Mazzulla continuará a experimentar esses mathchups. Tudo bem, mesmo quando não dá certo. Esses “truques mentais” geralmente dificultam o ataque adversário, mas, às vezes, os times ainda conseguem tirar vantagem disso.

    #10 – Uma citação para resumir

    Às vezes, um jogo pode ser resumido em uma frase — e Joe Mazzulla acertou em cheio ontem à noite:

    Boston Celtics Celtics Joe Mazzulla Luke Kornet NBA
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    Guido Ravagniani

    Torcedor de Boston desde 2012, desenvolvedor backend há mais de 10 anos, defensor de Isaiah Thomas e Palmeirense.

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