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Debate Celtics Brasil – Perspectivas para a retomada da temporada

A retomada da temporada na “Bolha” de Orlando será nesta semana, após 4 meses de paralisação devido à Pandemia de COVID-19. Na sequência de três amistosos preparatórios, o Boston Celtics retomará a temporada na sexta-feira (31), contra o Milkwaukee Bucks, às 19:30 (horário de Brasília). A partida terá transmissão da ESPN, no Brasil.

Existem muitas incertezas em relação à volta das equipes. No artigo de hoje, serão debatidas perspectivas do Alviverde para o retorno da temporada, com integrantes da equipe de redatores do Celtics Brasil: Fábio Malet, Gustavo Arruda, Lucas Pereira, Renato Machado e Edu Marangoni (também escreve para o perfil Boston Cético, no Twitter). Para enriquecer ainda mais nosso debate, temos Gustavo Freitas, do Jumper Brasil, como convidado especial.

1. Quais os pontos fortes do Celtics para a reta final da temporada ? E quais são os pontos fracos ?

Fábio Malet: Há muitas duplas de impacto na liga, como as das equipes de Los Angeles (LeBron James e Anthony Davis, no Lakers, e Kawhi Leonard e Paul George, no Clippers), por exemplo. Há outros tantos trios, que até se tornaram mais comuns após o primeiro Big Three do Boston Celtics, campeão da NBA em 2008. Mas apesar de não possuir uma super-estrela consolidada na liga, o Boston Celtics é a única equipe da NBA que possui um quarteto de jogadores de calibre de All-Star: Jayson Tatum, Jaylen Brown, Kemba Walker e Gordon Hayward. Durante a temporada, por exemplo, os 4 jogadores chegaram a ostentar médias superiores a 20 pontos por jogo, simultaneamente. E é esta a principal arma do Boston Celtics para a pós-temporada. Um quarteto de peso, que pode dividir as responsabilidades e, em um dia ruim de um ou até dois dos 4, há outros jogadores que podem assumir a responsabilidade. Ainda, essa é uma enorme dor de cabeça para as defesas adversárias. O foco defensivo será em quem? Tatum? Brown? Walker? Hayward? Complicadíssimo para quem quiser parar o ataque do Celtics nos Playoffs. Já o principal ponto fraco do Boston Celtics fica por conta do banco de reservas, que possui apenas uma peça 100% confiável: Marcus Smart. Caso ocorra alguma lesão ou ausência inesperada, até por acúmulo de faltas, o Boston Celtics deverá sentir muito impacto a partir disso.

Gustavo Arruda: O grande trunfo do Boston Celtics para a continuação da temporada 2019/2020 é a força de seu quinteto titular. Equilibrado nos dois lados da quadra, misturando experiência e juventude, e contando com jogadores em evolução, Boston já mostrou durante a temporada regular que o céu é o limite. Com regularidade, pode brigar sim por título. O ponto fraco, por sua vez, é a rotação frágil, que está claramente em nível bem abaixo do titular e conta apenas com Marcus Smart como desafogo. Se precisar rodar muito a formação em um jogo de Playoffs, o Celtics deve ter sérios problemas.

Lucas Pereira: Ao meu ver, como pontos fortes os Celtics possuem defesa e perímetro muito fortes, que para mim, são os pilares de times campeões dos últimos anos. Ainda, é um elenco que possui boa experiência com Playoffs, indo ao mata-mata pela 6ª vez consecutiva. Como pontos fracos, destaco a posição de armador reserva. Enquanto os outros titulares possuem reservas de imediato, Kemba Walker não possui um substituto confiável e, aparentemente, ele chega “baleado” do joelho para a reta final da temporada. Caso a condição física de Walker se deteriore, os Celtics terão dificuldades em repor o jogador na rotação.

Renato Machado: Pontos fortes: versatilidade da equipe titular para atacar e defender, defesa de perímetro forte. Pontos fracos: pior banco da liga, falta de um jogador mais forte e atlético para posição 5, ao menos para revezar com o Theis.

Edu Marangoni: Os pontos mais fortes do Boston Celtics são, ao meu ver, a confiança e a química do elenco. Se enxergarmos as entrelinhas, poderemos notar que Danny Ainge se aproveita muito de sua experiência como atleta do Celtics nos anos 80 para passar esses valores ao elenco atual, o que colabora com o rápido desenvolvimento dos jovens, que já tiveram participações marcantes nos Playoffs apesar da inexperiência; e com viradas de placar impressionantes, buscando jogos com mais de 20 pontos de diferença. Já o ponto fraco do time é claramente o banco de reservas, composto por jogadores que não possuem condições de atuar na segunda unidade de um time campeão. Apesar de entender que há muita expectativa para que Romeo Langford e Grant Williams sejam, em duas ou três temporadas, role players muito úteis nos dois lados da quadra, devemos entender que hoje, ainda não apresentaram a evolução necessária para tal.

Gustavo Freitas: A equipe foi uma das que menos sofreu com lesões desde a suspensão da temporada, em 11 de março. Não houve uma baixa no elenco e o time está cada vez mais forte para enfrentar seus oponentes na pós-temporada. Sobre os pontos fracos, eu acredito que seja o joelho de Kemba Walker, que não está legal desde fevereiro. Fora isso, não vejo grandes problemas no grupo. Se Daniel Theis não é um grande jogador ofensivo, Enes Kanter supre isso. Se o turco não defende bem, Theis o faz. Talvez, um jogador mais experiente não faria mal, mas está bom assim.

2. Excetuando Marcus Smart e Enes Kanter, quais reservas podem surpreender na pós-temporada ?

Fábio Malet: Acredito muito que os três calouros do Boston Celtics podem dar contribuições pontuais para a equipe. Grant Williams deverá ser quem mais ganhará oportunidades em quadra, e sua inteligência sobrecomum para alguém de sua altura e posição, podem ajudar o Boston Celtics em inúmeras situações. Romeo Langford, que vinha crescendo de produção após um período longe das quadras por conta de lesão, pode ajudar a equipe, em especial em situações que demandem defesa de perímetro e pontos em transição. Por fim, também acredito que Carsen Edwards possa contribuir em algumas situações. Edwards é o típico jogador “peladeiro” e crazy shooter que vale a pena ter no elenco. Tem dias em que a bola não cai, e ele sai de quadra com 1 arremesso convertido em 10 tentados – e infelizmente essa foi a tônica do jovem nessa temporada. Mas quando a bola cai… São 20 pontos que vêm do banco out of nowhere.

Gustavo Arruda: É difícil apostar em forças do banco além de Marcus Smart, um dos melhores defensores da liga e ídolo celta, e Enes Kanter, que tem bom jogo ofensivo e qualidade nos rebotes, mas não colabora na defesa. Talvez, bem talvez, podemos contar com Semi Ojeleye, que ainda não despontou como o 3&D que esperávamos, e Grant Williams, calouro com boas noções defensivas. Pouco, muito pouco.

Lucas Pereira: O banco de reservas não oferece outros nomes de confiança para jogar com regularidade todos os jogos. Assim, se alguns nomes fossem me surpreender, seriam Grant Williams e Semi Ojeleye: dois defensores muito versáteis e que podem marcar múltiplas posições, tanto no perímetro, quanto no garrafão. Podem ser muito úteis marcando nomes como Ben Simmons, Pascal Siakam e Giannis Antetokounmpo, em eventuais séries de Playoffs.

Renato Machado: Robert Williams. Devido à carência de nosso elenco de ter um cara mais forte e atlético para o garrafão, acredito que ele possa ajudar em situações pontuais, mesmo sendo cru e limitado taticamente.

Edu Marangoni: Como dito no item anterior, Grant e Langford são reservas com maior teto de evolução, e por isso podem se motivar mais para superarem seus limites já na próxima pós-temporada. Além disso, muitos insiders do Celtics dizem que Robert Williams está muito mais rápido nos treinos em Orlando, e por isso pode se destacar no jogo de transição e no pick and roll, fora Semi Ojeleye, que pode se destacar em uma marcação individual diante de um jogador específico. À exceção dos quatro, não vejo mais ninguém que possa superar as baixas expectativas depositadas.

Gustavo Freitas: Só consigo pensar em Semi Ojeleye. Evoluiu muito nos arremessos, é aquele cara que você vê o tempo todo treinando, tentando melhorar. É difícil arrumar minutos, entretanto, pois a rotação é muito bem definida. Não dá para ter muito espaço em um quinteto tão qualificado.

3. Quais times podem gerar maiores complicações aos Celtics em uma série de Playoffs ? Por quê ?

Fábio Malet: Acredito que o principal objetivo do Boston Celtics é novamente figurar na final da Conferência Leste, para então surpreender e de repente abocanhar uma aparição nas finais da liga e até, quem sabe, um título da NBA. E para alcançar tal objetivo, creio que o principal adversário do Boston Celtics é o Milwaukee Bucks. A equipe do estado de Wisconsin possui o provável MVP da temporada, Giannis Antetokounmpo, e que, segundo as principais casas de apostas dos EUA, é também favorito ao prêmio de Defensor da Temporada. Por si só, o grego já é um grande adversário neste caminho do Celtics rumo a seus objetivos. Mas vale destacar também Khris Middleton, que contra o Celtics se transforma em uma fusão de Reggie Miller com Ray Allen, e simplesmente acerta qualquer arremesso, de qualquer lugar da quadra, e com 3 ou mais marcadores em seu pescoço.

Gustavo Arruda: Milwaukee Bucks, por questão de encaixe. A franquia de Wisconsin conta com Giannis Antetokounmpo, um MVP cada dia melhor e que requer um esforço gigantesco para freá-lo, um Khris Middleton que serve como desafogo em momentos-chave, uma rotação de bom nível e um treinador (Budenholzer) que sempre dificulta a vida celta com a valorização da posse e escolha inteligente dos arremessos. Vencê-los será mais difícil que encarar Lakers e Clippers, as duas potências do Oeste, cujo estilo de jogo casa mais com os pontos fortes da defesa celta.

Lucas Pereira: Se existem times que podem dificultar a vida dos Celtics, eu apostaria em Milwaukee Bucks e Toronto Raptors. Os Bucks possuem a melhor defesa da liga hoje e, se já não bastasse ter de marcar o provável MVP da temporada, Giannis Antetokounmpo, é uma equipe com ótima profundidade, muitos arremessadores de perímetro e que fica mais cascuda a cada pós-temporada. Já os Raptors, é uma equipe muito disciplinada taticamente e, ainda, que conta com experiência de um título na temporada passada. Mesmo tendo um aproveitamento negativo contra times com campanhas positivas (11 vitórias e 14 derrotas), eu os vejo como um time que usará da experiência de Playoffs dos últimos anos para elevar o nível agora.

Renato Machado: Bucks. Time muito alto e forte. Além disso é top 5 de defesa e ataque e possui um dos 5 melhores jogadores da liga. Se tudo isso não bastasse, têm um ótimo técnico e um banco muito bom.

Edu Marangoni: O sistema de jogo do Celtics tende a jogar os adversários para a linha do perímetro, e acaba tendo muita dificuldade para executar tal função contra times com dois bigs, e por isso, acredito que possamos enfrentar dificuldades em enfrentar o Philadelphia 76ers em uma série de 7 jogos no 1º round, apesar da irregularidade de Philly. Fora isso, vou manter o óbvio. Citarei o Toronto Raptors, que vem superando o que era esperado da franquia sem Kawhi, e times coletivos em boa fase sempre serão perigosos. Falando em times coletivos em boa fase, deixei o favorito Milwaukee Bucks por último, que atingiu o posto pelo sistema muito encaixado e, claro, pela presença do provável novo back-to-back MVP, Giannis Antetokounmpo. Assim, acho que todos os times citados devem ter atenção redobrada, pois podem complicar nossas vidas em alguma série.

Gustavo Freitas: Provavelmente, Milwaukee Bucks e Toronto Raptors. Nos dois casos, os pivôs são muito grandes e talentosos (Brook Lopez pelo Bucks e Marc Gasol e Serge Ibaka pelo Raptors), que sabem o que fazer com a bola fora do garrafão. Isso sem contar com Giannis Antetokounmpo e Pascal Siakam. Hoje, acho que esses são os dois times mais complicados de vencer uma série.

4. Scottie Pippen disse que Jayson Tatum está pronto para ser o principal jogador de um time campeão. Você também considera que ele está pronto ?

Fábio Malet: Não. Tatum ainda não está calejado o suficiente, na minha visão. E esta pós-temporada pode ser bastante benéfica justamente para isso. Muitos consideram vitorioso apenas quem ganha o título ao final. Mas sejamos realistas. Dificilmente o Celtics será campeão nesta temporada, dado o poderio de Bucks, Clippers e Lakers. Se Tatum liderar a equipe a uma final de conferência, dando muito trabalho ao Bucks, o Boston Celtics já será bastante vitorioso com isso. É assim que os grandes jogadores adquirem os calos necessários para se tornarem grandes na pós-temporada. A evolução também vem destas pancadas e destas experiências valiosas nos playoffs. E Tatum ainda precisa disso para se tornar esse jogador que Pippen citou, e que acredito que ele será em algumas temporadas.

Gustavo Arruda: Não está pronto, mas está no caminho certo. Nas últimas semanas antes da suspensão da temporada, Tatum jogou como superstar e deu esperanças ao torcedor celta. O camisa 0, entretanto, precisa de maior regularidade. É fundamental que essas atuações brilhantes sejam rotina, e não exceção. Talento ele tem, confiança também, mas terá que manter o foco em busca desse nível acima.

Lucas Pereira: Eu vejo os Celtics com um elenco titular potencialmente forte o suficiente para surpreender e conquistar um inesperado título em Orlando. Se isso acontecer, Tatum seria de fato o melhor jogador de um time campeão. Nos meses de fevereiro e março, Tatum realmente jogou como um jogador de elite. É importante lembrar que ele é muito bem acompanhado com Kemba Walker, Jaylen Brown, Gordon Hayward e Marcus Smart, possuindo um dos melhores elencos de apoio entre as estrelas da NBA, o que lhe facilita a ser o jogador que Pippen exaltou. Contudo, creio que ainda falta a Tatum experiência para ter o mesmo impacto individual de veteranos como LeBron James, Kawhi Leonard, Giannis Antetokounmpo e James Harden.

Renato Machado: Acredito. Tatum mostrou o potencial que dele se espera e, apesar de jovem, já é bem experimentado. Se o Celtics conseguir manter seus titulares sem ficarem pendurados e sem lesões, Tatum pode fazer o Celtics surpreender o mundo.

Edu Marangoni: Na minha opinião, ainda não. Certamente, você se lembra que Jayson Tatum liderou um desfalcado Celtics até o jogo 7 das finais do Leste em seu ano de calouro, mas tudo aconteceu num contexto em que Kyrie Irving e Gordon Hayward, mesmo fora, eram os reais donos do time. Agora, com Tatum sendo de fato a estrela, a pressão para que ele carregue o time será muito maior, e com 22 anos, ele ainda precisa aprender a lidar com toda essa pressão, o que acontecerá apenas quando adquirir maior experiência no novo cargo. Portanto, acredito que ainda não será nesse ano que Jayson Tatum irá liderar um time campeão.

Gustavo Freitas:  É incrível como Jayson Tatum parece, ao mesmo tempo, jovem demais e experiente. É um caso raro. Ao vê-lo jogar sem saber quem é, a certeza que existe é que ali tem um grande jogador. Tatum está evoluindo e essa parada serviu para que outras pessoas pudessem enxergar isso nele. A parte final dele, antes da suspensão da temporada, foi digna de um All Star, de um jogador de elite. Se ele não está pronto, então não sei mais quem pode estar.

5. Até onde os Celtics podem chegar nos Playoffs ?

Fábio Malet: Acredito que a final de conferência é um sonho possível e que será uma experiência bastante importante para os jovens. E quanto mais esse time alongar uma final de conferência, como feito duas temporadas atrás contra o Cavaliers de LeBron James, mais calejado esse grupo estará para conseguir o título no futuro. E por ser um final de temporada atípico, não podemos descartar um título de conferência ou até um título da NBA. O time não é o favorito, e surpreenderia bastante se chegasse a isso. Mas o talento para chegar neste estágio está ali. Basta à equipe uma preparação impecável e um mês de setembro perfeito.

Gustavo Arruda: Como diria Flávio José: “Pode acontecer tudo, inclusive nada”. Ao mesmo tempo em que tem um ótimo quinteto titular, um jovem candidato a superastro e um técnico reconhecido entre os melhores da liga, o Celtics sofre com oscilações, conta com uma rotação frágil, terá adversários qualificados pela frente e sempre tem dificuldade para contar com todo o elenco à disposição. Ao mesmo tempo em que é candidato ao título, Boston pode sofrer em um primeiro round contra o 76ers, por exemplo. O Celtics está no caminho certo, sem dúvida, mas terá muito trabalho pela frente em busca do Banner 18.

Lucas Pereira: Numa posição bem realista, creio que o Celtics chega até as finais da Conferência Leste e não vejo a equipe com o necessário, hoje, para bater o Milwaukee Bucks em uma série de 7 partidas. Contudo, nunca se sabe. É uma temporada que ainda não temos certezas sobre as condições físicas adversárias e muitas zebras estão para acontecer. Se os Celtics voltarem bem física e tecnicamente, para mim é a única equipe do Leste com talento para superar os Bucks na conferência e ir para as Finais da NBA.

Renato Machado: De forma realista: Final de Conferência. Mas não ficaria surpreso com o Celtics na final da NBA. Temos potencial, apesar de não sermos favoritos.

Edu Marangoni: Acredito que, caso estivéssemos em condições normais, e considerando que as franquias não perdessem jogadores por lesão, diria que o Boston Celtics poderia chegar até o jogo 7 das finais do Leste. No entanto, a bolha basicamente anula o mando de quadra e traz o risco de tirar qualquer atleta por contaminação de COVID-19, e com isso, não podemos descartar mais ninguém ao título da NBA, ainda mais o Celtics que, como eu disse acima, demonstra ser muito confiante. Assim, não se surpreenda se chegarmos às finais com o Boston Celtics representando a Conferência Leste.

Gustavo Freitas: Por mais que eu goste do elenco e não veja tantas falhas assim (todo time tem problema, não adianta), acho que ainda não é um conjunto perfeito para brigar por título. Talvez, dê para lutar por final de conferência. O grupo é bom, o técnico é ótimo, mas daqui um ano ou dois, mantendo todo mundo, pode tornar-se um real candidato.

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Lucas Pereira
Lucas é mineiro, natural e residente de Belo Horizonte. É estudante de Administração na UFMG. Acompanha NBA e o Boston Celtics desde 2007. É colaborador do Celtics Brasil desde 2016.

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