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Nuggets 129 x 98 Celtics

Em uma de suas piores atuações nos últimos anos, o Boston Celtics sofreu uma dura derrota diante do Denver Nuggets na noite desta terça-feira (7). Como o placar pode indicar ao torcedor que não assistiu, foi mesmo um passeio do time do Colorado sobre a franquia de Massachusetts: com vitórias em todas as parciais (sendo 30 pontos ou mais em três dos quatro períodos), aproveitamento nos arremessos superior a 50%, sendo 45% na linha dos três pontos e seis jogadores com seis pontos ou mais, o Nuggets acabou vencendo, no Pepsi Center, por fáceis 129 a 98.

Dono de uma campanha irregular na temporada, o Denver conquista a sua terceira vitória seguida e enfim chega aos 50% de aproveitamento nesta temporada, ocupando agora a nona posição da conferência Oeste. Já o Celtics segue atravessando o seu pior momento na competição: já são cinco jogos sem sentir o gosto da vitória, com oito derrotas nos últimos nove compromissos. A franquia verde e branca foi ultrapassada pelo Brooklyn Nets tanto na Divisão do Atlântico (onde ocupa a terceira posição) quanto na conferência Leste (10º lugar).

Para sair da situação desoladora em que se meteu, o Boston Celtics mal terá tempo para descansar e já vai encarar um back-to-back: nesta quarta-feira (8), a equipe comandada por Brad Stevens irá até Los Angeles para medir forças contra o Clippers, no Staples Center. O Denver seguirá atuando no Pepsi Center, onde receberá, na quinta-feira (9), o Oklahoma City Thunder, atual líder do Oeste.

O jogo

Conhecido por sua força quando atua no Pepsi Center, o Nuggets começou a partida com a pontaria afiada, convertendo sete pontos em três minutos, contra apenas dois do Celtics, obtidos após um jump shot de Jared Sullinger. Embalada, a equipe de Denver abriu 11 pontos de diferença antes mesmo da metade do Q1, com o Celtics reagindo pouco depois graças a uma boa atuação de Jeff Green. O Nuggets, porém, abriu uma nova sequência e a liderança por mais de dez pontos, que foi cortada por Kelly Olynyk e pelo estreante Jerryd Bayless no final.

No segundo período, dois momentos distintos já no início: o Nuggets conquista oito pontos consecutivos e o Celtics reage com a mesma quantidade de pontos. Depois disso, só a equipe da casa jogou: mesmo com Brandon Bass forçando as jogadas no garrafão e criando bons lances por Boston, a franquia de Denver disparou graças a mão certeira de seus atletas, especialmente do ala Randy Foye.

Com mais de vinte pontos de frente, o Nuggets voltou do intervalo disposto a manter a boa atuação e definir a vitória o mais rápido possível. Diante de um Celtics apático e pouco combativo, que se apagou de vez após Jared Sullinger ser excluído por cometer duas faltas flagrantes, a diferença foi a 30 pontos logo aos quatro minutos, após um alley-oop entre Randy Foye e Kenneth Faried. O brasileiro Vitor Faverani e o ala Keith Bogans, reservas, tentavam manter o Celtics respirando na partida, mas o Nuggets, irresistível, chegou aos 100 pontos antes mesmo de acabar o Q3.

Diante da contagem centenária do rival e precisando tirar 25 pontos para manter-se com chances de vitória, o último período se tornou bastante monótono e sofredor para atletas e torcedores do Celtics. Mesmo com a péssima pontaria dos suplentes do Nuggets, os celtas pouco puderam fazer para reverter o cenário desolador. As duas equipes apenas alternaram cestas no Q4 e deixaram o tempo passar, mas o Denver ainda teve forças para terminar o jogo vencendo por mais de 30 pontos, aumentando ainda mais a sensação de insatisfação dos celtas com o seu desempenho.

Destaques do Nuggets

Randy Foye (23 pontos, cinco assistências e cinco rebotes)

Kenneth Faried (21 pontos e 13 rebotes / duplo-duplo)

Ty Lawson (19 pontos e 13 assistências)

Destaques do Celtics

Jeff Green (17 pontos e quatro rebotes)

Brandon Bass (15 pontos e sete rebotes)

Avery Bradley (12 pontos e dois rebotes)

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Gustavo Arruda
Gustavo, 28 anos, é maranhense de São Luís, jornalista formado pela UFMA e repórter do Imirante.com. Fanático por esportes, principalmente futebol e basquete, é torcedor celta desde 2003, quando ouviu pela primeira vez o TD Garden lotado entoando "Let's go, Celtics!", e escreve no Celtics Brasil desde julho de 2011, com mais de 1.700 textos publicados. Nas horas vagas, é goleiro, armador, tio do João Gabriel e da Alice, e também dá seus pitacos sobre o maior campeão da NBA no Twitter: @gustavoarruda01.

14 comentários

  1. Raphael Lima Ferraz

    Rumo ao draft 2014!

  2. Everton Paiva

    Já está virando dejavu esse lance de pior atuação na tempirada, chato ver o Celtics assim, pior eh saber que isso não vai terminar agora.

    • Willian Ribeiro

      Cara, é uma triste realidade. Já sento pra assistir aos jogos do Celtics com um desgosto. Mas o jeito é seguir torcendo e rezar pra ver se temos chances de playoffs.

  3. Walisson

    Sou contra tankar. Desvaloriza os jogadores do elenco, desvaloriza o técnico estreante, afasta Free Agents da franquia, dificulta na hora de trocar jogadores e ainda se aposta em uma grande loteria, que pode render muito pouca coisa ou nada. O Celtics é muito grande pra esse tipo de postura.

    Porém, pior ainda que o tank, é ficar na situação que estamos hoje. Pegar playoffs na rabeira vai ser a pior coisa para o Celtics na temporada. É certeza de sair de forma vergonhosa pra Heat ou Pacers e ainda ficar mal posicionado para o Draft. A franquia precisa se decidir: ou joga o máximo e busca o desenvolvimento de atletas, ou entrega de vez a temporada e parte para o draft.

  4. Marcos

    Galera,

    Nem acho que é tank, o time perdeu um pouco “a linha” mesmo com partidas em que Crawford vem de mal a pior e Sully claramente machucado não está podendo ajudar lá na frente…

    Com o Green apático, acabou praticamente o time inteligente e sobram os Kardashas, GWall e AB’s da vida…

    O pior dessas partidas no Oeste (além da boa chance de perdermos todas) é o horário horroroso para assitirmos daqui do Brasil, ontem o jogo começou às 0h10m e não consegui ver o segundo tempo…

    Os Bulls e os NYK ganharam ontem, quando chegarem os offs vamos quer se a nossa conf está “abaixo” da oeste mesmo…

    []’s

  5. Renato

    Marcos,

    O modo “Tank” foi ligado já a algum tempo, na verdade essa equipe está montada para isso, justamente por este motivo não estamos ainda fazendo trocas em busca de algo melhor no mercado.
    Nossa conferência é tão fraca, que se até 02/2014, com a volta do Rondo e se o Ainge resolver adquirir algum bom center ainda podemos pegar uma vaga playoff, mas sinceramente acho que isso não vai acontecer. O Hawks pelo jeito vão despencar na tabela, mas em contrapartida o Nets tem mostrado alguma reação, de qualquer forma é bem possível uma posição draft TOP 15 a 20. Aí vem a lógica Tank, porque podemos tranquilamente buscar um futuro all star no TOP 5 de escolha ou até mesmo no TOP 10 e ainda buscar um bom jogador para o elenco no TOP 15 a 20. O mais importante esse ano e separar o joio do trigo, é nas dificuldades que se conhece quem pode decidir e quem não aguenta a pressão. Sou 100% a favor de “tank” na nossa situação atual, e torço para que a NBA modifique a forma de escolha draft para que esse tipo de prática não seja aplicada pelas equipes, mas enquanto existir faz parte do jogo usá-la.

    • Marcos

      Renato,

      Blz?
      Algumas coisinhas que eu acho:
      Mito 1: “Tank”. O “modo tank” ativado ou desativado só existe na cabeça das pessoas. Perdemos Paul Pierce e Kevin Garnett e estamos jogando sem o Rondo.

      Ter jogadores como Bogans, Faverani, AB, etc, etc. implica em não ser um bom time. E times que não são bons, não ganham. Não é nada forçado como perder “de propósito”.

      Se R9 voltasse bastaria contratar um center meia-boca e poderíamos almejar algo muito acima disso.

      Os Nets vem voando desde que Kirilenko voltou e devem se classificar muito bem nos offs. Mt provavelmente, se Horford demorar, devem ser ultrapassados pelos Nets.

      Segundo mito: Conferência “fraca”. Se a nossa conferência é fraca vamos ver quem do outro lado consegue peitar o Heat, os Pacers ou até um Brooklyn saudável? O Oeste pode ser mais equilibrado, porém melhor definitivamente não é. Vai ficar claro como água no All-Star naquela parte onde o pessoal joga sério.

      Do que adianta ter conf equilibrado se o campeão vai ser do outro lado?

      As coisas acontecerão naturalmente: o time é ruim, perde. O Rondo fica afastado, o time perde mais ainda. Ok, de acordo, não é nada combinado, é do jogo só isso sem ficar mistificando as coisas.

      Só para deixar os substantivos certos: estamos eprdendo porque somos uma equipe fraca não porque estamos entregando, isso é importante.

      []’s
      P.S.: Com relação ao draft coloco mt fé no Brad para saber, como vc disse mt corretamente, separar o joio do trigo e escolher bons jogadores (uma deficiência clara do Doc Rivers).

      • luiz eduardo

        mas é justamente isso amigo, não é que os cara entra querendo perder, mas o time que o GM monta é pra não ir muito longe, e se mesmo assim o time for bem, o cara vai e faz uma troca, como aconteceu agora, no qual ele visou o CAP invés de qualidade técnica do time

  6. Danilo Jeolás

    Os Lakers partiram para entregar a temporada e tenho para mim que de certa forma tal ação influenciou o Ainge a fazer o mesmo por aqui, o que me deixa muito triste.

    Continuo achando que voltaremos sem vitórias do Oeste e em 11º ou 12º na Conferência. E pelo andar da carruagem, poderemos até acabar em último na Atlântico, sendo que pensei que poderíamos ganhar a Divisão.

    • Marcos

      O problema dos Lakers passa também pelo contrato horroroso que eles mantém com o péssimo treinador do time M D’Antoni (que os torcedores do Lakers odeiam by the way), o que é ótimo para darmos gargalhadas.

      Acho que estamos em uma posição mais privilegiada que os angelinos para o rebuild com mts picks e eles ainda precisarão de desfazer de um old KB e de um velho Pau Gasol que chupam o CAP loucamente.

      []’s

  7. Renato

    Danilo,

    Nenhum Manager toma decisões ligadas “exclusivamente” ao rival.

    O Ainge já iniciou a temporada com intuito de “tank”, prova disso é que permitiu a montagem da equipe com um técnico novato, e sem um center legítimo.

    O que o Ainge não contava era que o técnico ia demonstrar tão rápido seu talento tático e estratégico e que Bass, Bradley e Crawford iam monstrar tanta evolução.

    Permitiu que o Celtics fosse competitivo por um tempo, para identificar qualidades e fraquezas reais do Celtics, e depois de ter chamado o Stevens para uma conversa com o seguinte teor:

    ” Estou satisfeito com o seu trabalho, e já deu para identificar os jogadores do elenco que serão nosso futuro, pelo bem da franquia, acho que a partir de agora é hora de fazer mais testes, sem se preocupar tanto com o resultado, entendeu? “

    • Rafael Taborda

      Concordo, más com certeza Ainge notou a movimentação do Lakers e pra mim tá fazendo o certo… seria incrível rifar esse Wallace que é o único com contrato ruim né?

    • Marcos

      Concordo até a parte do “chamou para uma conversa”. Parece até aqueles papos do que o Brasil vendeu a Copa de 98 … Rsrrs

      Galera, as regras $$$ da NBA são bem complexas mas para anistiar o jogador, vc precisa pagar todo o contrato?
      Tipo, pagar os 20mi do GWall e ele ficaria como FA e nos livraria do CAP?
      Desculpe a pergunta ‘dumb’ mas sempre fico confuso com essa regra da anistia.

      []’s

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