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O que Al Horford ainda pode oferecer?

Na última offseason, o Boston Celtics passou por diversas mudanças em seu elenco. Foram muitos negócios executados, porém, é possível afirmar com segurança qual foi a maior troca: Kemba Walker, a 16a escolha no Draft e uma pick de segundo round em 2025 por Al Horford, uma pick de segundo round em 2023 e Moses Brown (esse que já deixou o elenco). Na superfície, a razão de Brad Stevens parece ser simples: flexibilidade financeira, já que Horford tem um contrato 10 milhões de dólares mais barato. Apesar disso ser um fator de muito impacto nesse negócio, gostaria de defender uma tese: a de que o nosso velho conhecido Al ainda tem muito a oferecer ao elenco.

ANÁLISE DO JOGADOR

Al Horford não é mais o mesmo jogador que conhecemos desde sua 1a passagem em Boston entre 2016-19, e isso é inegável. Agora com 35 anos, ele já é um jogador veterano, com uma temporada abaixo do seu padrão nos 76ers em 19-20. Porém, é importante ressaltar um aspecto de seu jogo: ele não depende de fisicalidade. Al é conhecido por seu alto QI, tanto no ataque quanto na defesa, além de sua habilidade acima da média de arremesso de 3 para um pivô. Jogadores com esses aspectos como pontos fortes tendem a se manter mais tempo em alto nível, e acredito piamente que esse é o caso de Al Horford. É só julgar por suas estatísticas na última temporada, ainda no OKC Thunder: em 28 jogos, jogando apenas 27.9 minutos por partida, teve em média 14.2 PTS, 6.7 TRB e 3.4 AST, tudo isso arremessando 45% de quadra, sendo 36.8% da linha de 3 pontos. São números muito similares aos que ele tinha quando ainda estava por aqui. Se o número de jogos (apenas 28 dos 72 disputados na última temporada) o tenha deixado preocupado, não tema: Al não jogou pouco por problemas de saúde, mas sim por conta da intenção de OKC de ter uma alta escolha no draft. Como as chances de um time na loteria do draft aumentam quanto menos vitórias ele tiver, o Thunder preferiu deixar seus melhores jogadores de fora de várias partidas, o que incluiu Horford.

Apesar de não achar que ele irá manter essa produção na temporada atual, muito por conta de ter que dividir a posição com Robert Williams, é possível afirmar que ele ainda tem, sim, muito a oferecer dentro de quadra. Mas e quanto ao que ele pode nos ajudar fora dela?

FORA DA QUADRA

Al Horford é um jogador veterano, 5 vezes All-Star, que conhece a cidade e sabe o que é ser bem-sucedido em Boston, tendo jogado as finais de conferência em 2 de suas 3 temporadas prévias por aqui. O Celtics recebeu muitas críticas na temporada anterior por ter um time excessivamente jovem, com muitos jogadores ainda não provados no mais alto nível. Os movimentos feitos na última offseason foram feitos para remediar esses problemas, e a vinda de Horford é excelente sob o ponto de vista da cultura esportiva que representa, além de ser alguém identificado com a franquia. Ele também poderá exercer um papel de mentor para Robert Williams, que é o futuro na posição de pivô. Al o elogiou várias vezes desde que retornou ao time, e agora que Williams está adicionando arremessos de média-distância ao seu jogo, poucos jogadores na NBA podem ajudá-lo melhor do que Horford a se desenvolver, visto que ele também não era conhecido por ser arremessador (Al basicamente não chutou de 3 em suas oito primeiras temporadas na liga).

CONCLUSÃO

Al Horford ainda é um jogador produtivo, que tem habilidades bem distintas de nosso outro pivô importante na rotação, o que oferece grande versatilidade a Ime Udoka ao preparar o time. Além disso, representa uma liderança fora de quadra para um elenco que precisava desesperadamente disso, além de representar um alívio financeiro pela forma como seu contrato se compara ao de Kemba Walker. Diante disso, é possível afirmar facilmente que foi uma troca promissora, que resultará em boas coisas para o Celtics.

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Arthur Duarte
Arthur é estudante de direito e professor de inglês de Maceió/AL. Apaixonado pelo Celtics desde a infância, e o Celtics Brasil serviu como um dos primeiros veículos dessa idolatria.

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