30

dezembro

2015

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Agora nos Lakers, Brandon Bass reencontra o Boston Celtics

Além de todos os ingredientes de uma rivalidade histórica, que deve ser intensificada por ser a última partida de Kobe Bryant no TD Garden, o clássico entre Boston Celtics e Los Angeles Lakers, que será disputado na noite desta quarta-feira (30), será marcado por um discreto reencontro: pela primeira vez em cinco temporadas, o ala-pivô Brandon Bass será adversário do Alviverde, e justamente vestindo a camisa do maior rival. Tudo indica que não teremos vídeos sendo transmitidos no telão ou manifestações mais eufóricas dos torcedores, mas o trabalho de Bass em Boston ainda é valorizado por diversos celtas.

Hoje com 30 anos, Brandon Bass chegou ao Boston Celtics em 2011, graças a uma troca com o Orlando Magic, que recebeu o ala-pivô Glen “Big Baby” Davis, reserva na conquista do inesquecível título celta em 2007/2008. Mesmo com o vice-campeonato da Conferência Leste no seu primeiro ano em Massachusetts, Bass não teve muita sorte e acompanhou, de muito perto, o início da reconstrução celta, que teve a saída de Ray Allen, a troca de Paul Pierce e Kevin Garnett com o Brooklyn Nets e a negociação de Rajon Rondo para o Dallas Mavericks como principais movimentações.

Titular na maioria dos jogos, Brandon Bass tinha os arremessos de média distância e o ótimo aproveitamento nos lances livres como marca registrada. Apesar do momento de incertezas no vestiário celta, Bass se consolidou como um dos líderes do elenco, a ponto de ser homenageado com o Troféu Red Auerbach em 2014. Em sua última temporada pelo Boston Celtics, Bass esteve em quadra nos 82 jogos da temporada regular e nas quatro partidas dos playoffs, contra o Cleveland Cavaliers, mas isso não foi o suficiente para garantir sua permanência no Alviverde: agente livre em 2014/2015, Bass viu o seu espaço diminuir em Boston, com a chegada de Amir Johnson e David Lee, e resolveu assinar com o rival Los Angeles Lakers por US$ 6,1 milhões em duas temporadas.

Comandante de Brandon Bass em duas temporadas, Brad Stevens elogiou o veterano e disse que ainda assiste alguns jogos do Los Angeles Lakers para acompanhar o desempenho do ex-camisa 30 celta. “Eu tento (ver os jogos), porque realmente gosto de Brandon. Ele trabalhou duro, nos ajudou a encontrar um caminho certo com sua ética de trabalho, pela forma como cuida de seu corpo e pelo exemplo que deixou aos jovens companheiros de equipe. Agradeço muito pelo período em que esteve com a gente”, destacou o treinador do Celtics.

O ala Evan Turner acompanhou as declarações de Brad Stevens e também lamentou a saída de Bass. Para o camisa 11, o ala-pivô foi importantíssimo na surpreendente campanha do Celtics em 2014/2015. “Ele foi ótimo, cara. Ele é um grande profissional, um grande companheiro de equipe. Fiquei muito triste quando soube que ele não renovaria, mas é um grande profissional, um cara importante no vestiário. Ele sempre tentou se adaptar com a forma que a equipe atuava e foi fundamental para a nossa arrancada até os playoffs”, recordou Turner.

Reserva na rotação do Los Angeles Lakers, já que Larry Nance Jr, Roy Hibbert e Julius Randle contam com a preferência do treinador Byron Scott, Brandon Bass não deve jogar muitos minutos e deve manter, em seu reencontro com o Celtics, a discrição que marcou toda a sua carreira, já que todos os holofotes estarão apontados para Kobe Bryant. Por todos esses detalhes, além da já citada rivalidade, resta saber se a torcida celta deixará passar batida a participação de seu ex-camisa 30 no jogo e se a “lei do ex” atacará no TD Garden.