
A chegada de Anfernee Simons ao Boston Celtics promete agitar a próxima temporada. Pontuador nato e com um talento especial para bolas de três pontos, Simons pode ser uma peça-chave no sistema ofensivo de Joe Mazzulla — especialmente com a possível ausência de Jayson Tatum por boa parte da temporada 2025-26. A seguir, você confere cinco pontos essenciais sobre o novo armador dos Celtics.
1. Um pontuador consistente em Portland
Desde que foi draftado pelo Portland Trail Blazers em 2018, Simons tem evoluído constantemente, consolidando-se como titular a partir da temporada 2022-23. Nos últimos três anos, ele manteve médias expressivas: 20,7 pontos e 4,7 assistências por jogo, com 37,4% de aproveitamento nas bolas de três.
Sua melhor temporada veio em 2023-24, quando anotou 22,6 pontos por partida, convertendo 38,5% dos arremessos de longa distância. Com Tatum fora de ação e os Celtics buscando opções confiáveis de pontuação, Simons surge como um reforço de peso ao lado de Jaylen Brown e Derrick White.
2. Perfeito para o estilo de Joe Mazzulla
O estilo ofensivo de Mazzulla, focado em arremessos de três pontos, parece feito sob medida para Simons. Na última temporada, o armador tentou em média 8,5 arremessos de três por jogo, com aproveitamento de 36,3% — números que o colocariam entre os principais chutadores dos Celtics.
Para se ter uma ideia do impacto: em 2024-25, ele acertou 215 bolas de três, ficando em 17º lugar na liga e em 4º entre os jogadores do Celtics, caso já estivesse na equipe.
Além disso, após o Ano Novo, teve uma média de 3,4 cestas de três por jogo, sendo o quinto melhor da NBA nesse recorte — atrás apenas de nomes como Steph Curry e Anthony Edwards.
3. Contrato que oferece flexibilidade
Além do talento, Simons chega com uma vantagem estratégica: seu contrato expira ao final da temporada 2025-26. Ele custará US$ 27,2 milhões aos Celtics, valor que pode ser um trunfo caso Boston decida aliviar a folha salarial ou evitar a luxury tax.
Por outro lado, se Simons se encaixar bem no elenco, há espaço para renovação. Caso contrário, sua saída ao fim do contrato pode abrir portas financeiras importantes para a reconstrução da equipe, especialmente com a volta de Tatum em 2026-27.
Ele também pode se tornar uma moeda de troca valiosa ao longo do ano, caso a equipe opte por uma reformulação.
4. Um caminho pouco convencional até a NBA
Diferente da maioria dos jogadores, Simons não passou pela universidade nem pela G League antes de ingressar na NBA. Ele jogou como aluno do quinto ano na IMG Academy, aproveitando uma brecha nas regras do Draft que exigem que os atletas estejam um ano afastados do ensino médio.
Com isso, tornou-se um dos poucos jogadores da era moderna a pular diretamente do basquete preparatório para a NBA, sendo selecionado na 24ª escolha do Draft de 2018.
Sua trajetória lembra, em alguns aspectos, o caminho que hoje jogadores como Scoot Henderson têm trilhado com novas alternativas à universidade tradicional.
5. Um nome inspirado por uma lenda
Por fim, uma curiosidade que mostra como o basquete sempre esteve no destino de Simons: ele recebeu o nome “Anfernee” em homenagem a Anfernee “Penny” Hardaway, ex-jogador do Orlando Magic e ídolo de seus pais, que eram grandes torcedores da franquia da Flórida.
“Gostei da singularidade do nome e, claro, gostei de Penny”, contou o pai de Simons, Charles, em entrevista à Bleacher Report.
Curiosamente, Simons e o filho de Penny, Jayden Hardaway, chegaram a estudar juntos na IMG Academy. Um elo simbólico entre gerações — e mais uma amostra de que o talento de Simons carrega história.
Conclusão
A contratação de Anfernee Simons não apenas preenche uma lacuna importante no elenco dos Celtics com a ausência de Tatum, como também traz possibilidades táticas e financeiras relevantes para o futuro da franquia.
Com talento comprovado, um contrato estratégico e o encaixe perfeito no sistema de Mazzulla, Simons tem tudo para ser um nome muito falado na temporada 2025-26.
