Visite nossas Redes Sociais
Curta e siga nossas redes para ter acesso a conteúdos exclusivos, além de manter-se sempre atualizado sobre novos artigos no site.

Celtics 88 x 96 Clippers

A rodada desta quarta-feira (11) contou com dois sentimentos distintos entre os torcedores do Boston Celtics. Recebendo o Los Angeles Clippers no TD Garden, o time celta reencontrou, agora como adversário, o treinador Doc Rivers, responsável pelo comando técnico da equipe verde nas últimas nove temporadas e campeão da NBA em 2008 após 22 anos de fila. Em clara demonstração de gratidão pelos serviços prestados, a torcida celta saudou calorosamente seu ex-técnico após a homenagem da franquia, exibida no fim do Q1. Porém, em quadra, o Celtics não correspondeu e acabou frustrando seus torcedores, sendo derrotado pela equipe californiana por 96 a 88.

O revés diante do Clippers foi uma verdadeira ducha de água fria no Celtics, que sofreu sua segunda derrota seguida após uma semana invicta e vê os rivais da Divisão do Atlântico se aproximarem, especialmente o Toronto Raptors. Por ora, o time de Boston segue líder da divisão e quarto colocado da Conferência Leste, com 10 vitórias em 24 jogos (41,7% de aproveitamento). O Clippers vive uma situação semelhante, já que lidera a Divisão do Pacífico e, por conta disso, ocupa a quarta posição do Oeste. Entretanto, a campanha do ‘primo pobre’ de Los Angeles é bem superior: 15 vitórias e oito derrotas (desempenho de 65,2%).

Apesar da derrota, a boa notícia para os Alviverdes é que o Celtics ainda terá uma sequência de quatro partidas em casa, sendo que a próxima delas será nesta sexta-feira (13), contra o New York Knicks. Já o time de Los Angeles mal terá tempo para descansar, pois terá um back-to-back e medirá forças contra o Brooklyn Nets, já nesta quinta-feira (12), no Barclays Center.

O jogo

Em seu retorno ao TD Garden, diante de um adversário poderoso e com a carga emocional do retorno de Doc Rivers presente nos torcedores, o Boston Celtics encontrou dificuldades para mostrar o seu melhor jogo nos primeiros minutos. Com Chris Paul liderando Los Angeles, o Celtics teve que contar com a boa pontaria de Jordan Crawford e Jeff Green no ataque e com a raça de Brandon Bass nos rebotes para abrir uma ligeira vantagem. Na reta final do primeiro período, Blake Griffin ameaçou fazer a diferença e virar o jogo para o Clippers, mas o Boston manteve a tranquilidade e terminou o Q1 na liderança.

Com o TD Garden mais elétrico após a homenagem a Rivers, entre o fim do Q1 e o início do Q2, o Celtics entrou bem atento. Green, com cinco pontos seguidos, fez um bom trabalho, mas teve que lidar com a boa atuação dos reservas do Clippers, responsáveis pela virada quase que imediata. Até o nono minuto, o cenário no TD Garden permanecia equilibrado, com o Boston acordando na reta final e engatando uma sequência de nove pontos, contra apenas um dos visitantes. Essa arrancada foi fundamental para que a equipe celta fosse para o vestiário com seis pontos a mais que o Clippers.

No segundo tempo, porém, a história foi outra em Boston: com 14 pontos em quatro minutos, contra apenas quatro do Celtics, o Clippers assumiu não só a liderança, mas o controle da partida. Diante da pressão, foi a vez de aparecer a artilharia: Avery Bradley e Jeff Green, de longa distância, recolocaram o Celtics no topo do jogo. Os adversários de Los Angeles, atentos, não permitiram que a empolgação celta se transformasse em pontos e, com paciência, soube reverter a situação: uma cesta de Griffin, no minuto final, foi a deixa para a virada.

Desnorteado pelo péssimo Q3, o Celtics seguiu sofrendo com o Clippers nos minutos iniciais do Q4, quando a equipe de Los Angeles chegou a abrir cinco pontos de diferença. Para mudar o cenário, Brad Stevens arriscou e promoveu o ala-armador MarShon Brooks para o confronto. A ideia não deu certo: com apenas dois pontos, três erros e uma falta, o camisa 12 acabou contribuindo para o aumento da desvantagem, que chegou aos seis pontos. Com Bass de volta, o Celtics ainda tentou seu último suspiro na partida, mais na base da raça do que da técnica. E chegou perto, estando a dois pontos do empate restando menos de três minutos para o fim. Porém, o reserva Jamal Crawford acertou duas cestas de três em um intervalo de 24 segundos e praticamente definiu a situação a favor dos visitantes.

Destaques do Celtics

Jeff Green (29 pontos e quatro rebotes)

Jordan Crawford (20 pontos e nove assistências)

Brandon Bass (17 pontos e 12 rebotes / duplo-duplo)

Destaques do Clippers

Chris Paul (22 pontos, nove assistências e sete rebotes)

Jamal Crawford (21 pontos, três rebotes e três assistências)

Blake Griffin (18 pontos e sete rebotes)

Author avatar
Gustavo Arruda
Gustavo, 28 anos, é maranhense de São Luís, jornalista formado pela UFMA e repórter do Imirante.com. Fanático por esportes, principalmente futebol e basquete, é torcedor celta desde 2003, quando ouviu pela primeira vez o TD Garden lotado entoando "Let's go, Celtics!", e escreve no Celtics Brasil desde julho de 2011, com mais de 1.700 textos publicados. Nas horas vagas, é goleiro, armador, tio do João Gabriel e da Alice, e também dá seus pitacos sobre o maior campeão da NBA no Twitter: @gustavoarruda01.

16 comentários

  1. Danilo Jeolás

    Sempre o terceiro quarto…

    Briga pelo título da Atlântico será árdua. Tirando os Knicks, todos têm chances, até mesmo o Nets. O campeão fatalmente terá no máximo umas 38 vitórias.

  2. PHABIO PASSOS

    bem, omtem sentiu o fisico omtem, deu pra notar os cara nao conseguia fazer nada com cansados, dois jogos em 24 horas, e desgastante, tambem sully e lee acumularam muitas falta isso prejudicou o time, o treinador nao colocou vitor pra dar descanso a green ou a bass…mas perdemos no cansaço..

    • Marcos

      Colocar o Vitor pra que? Para aumentar a diferença para mais de 20 pts? Não desgosto do cara, mas quem fez falta ontem foi o Kardasha Humpfries. Triste, mas realista.

  3. Marcos

    Galera o Clippers é melhor time, tem um garrafão mt bom e o Doc “Pastor Evangélico Waldomiro” Rivers não é técnico regular (nem essa coca-cola toda que ficam falando).

    Temos um time com rookies e sophomores, sem Rondo, com Avery Bradley e jogamos de igual para igual.

    Acho que o resultado teria sido diferente se o Jamal Crawford não tivesse matado duas bolas de 3 em sequência para os caras (uma quase do meio da quadra) faltando pouco mais de 1m15s.

    Queria ganhar mais esse jogo do que o de Brooklyn, mas o resultado foi positivo. O time precisa aprender a jogar com rivais de nível e com tipos de jogos diferentes. Fica a lição.

    Let’s go C’s.

    • Fernando C S

      Marcos, concordo contigo. Penso que as derrotas para Nets e Clippers foram normais diante do poderio dos garrafões destas equipes. É um setor que precisamos melhorar. A equipe titular foi bem. Tivemos pouco apoio do banco em termos de pontos, o que fez a diferença. Sobre o Vitor, vou torcer pelo brasileiro e, se o resultado final fosse conhecido previamente, daria a ele mais minutos em quadra. O fato é que o Faverani está ficando para trás na preferência do treinador.

      • Danilo Jeolás

        E bem para trás, até pelo inacreditável bom ano do Bass e pela melhora recente do Humphries. Se adquirirmos um pivô de respeito no meio da temporada, vai para o garbage de vez.

        Faverani está indo até acima das expectativas, mas é pouco ágil para um pivô de NBA. Talvez com a volta do Rondo, seu jogo melhore, principalmente no aspecto ofensivo. O estilo de jogo mais crazy do Crawford o atrapalha, o que é natural para quem vem da Europa.

  4. Chama a atenção o Faverani, que nem de longe parece o cara que causou tanto impacto no comecinho da temporada. Nem sendo o único big-man pra ajudar na rotação foi usado, e quando entrou não causou impacto algum no jogo. Stevens tendo que adaptar Green ou GWall pra homem de garrafão é péssimo. Que está acontecendo com o brasileiro?

  5. drakes

    Listando os 11 melhores jogadores da espn tem dois pivôs que podem dar certo:
    Greg Monroe e Spencer Hawes, o problema seria o preço e depois a máxima que os dois vão querer.

    Asik não acho que vai dar certo em um time com Rondo.
    Do draft entre os ponteiros: Joel Embiid é um projeto de apenas 3 anos jogando basket, apesar da espn adorar citar o Olajuwon, “Dream” não jogou apenas 1 ano na Universidade foram os mesmo 3 anos aprimorando o seu jogo na Universidade de Houston e nas férias com o Malone, só aí dá para notar a diferença, além claro de torcer pelas bolinhas. Willie Cauley-Stein e Isaiah Austin não fazem uma boa temporada.

  6. Everton

    Cara, eu não entendo o pq desses mais de 24 mpj ao G. Wall. O cara tem médias ridículas de pontos, rebotes e assistências e já mostrou que não quer fazer parte do time. O Humphries e o Faverani tem 10 minutos a menos e as médias são praticamente as mesmas dele… O Brad vem fazendo um bom trabalho, mas tem que ver isso aí. G.Wall, não dá mais.

    • Acho que Brad esta dando tempo de quadra pra alguns jogadores para os deixarem na vitrine e atrair interessados…. acredito que este seja o motivo do GWall jogar tanto

    • Marcos

      Simples, porque ele é atualmente o melhor defensor (steal + rebound + fast break assist) que temos. Incrível, mas é: http://espn.go.com/nba/team/stats/_/name/bos/boston-celtics . E compete com AB por minutos. Então, as vezes (muitas) prefiro vê-lo em quadra que o “titular” da 2.

      Ele está mt desleixado, já sabe que os Nets não quiserem, os Celtics não querem. Quem vai querer por esses contratos zoados?

      Lembro que nos primeiros 10 jogos ele jogou bem, depois caiuuu… Nesse último jogo ele teve de jogar mais porque o Kardasha não estava, mas vc tem razão a minutagem dele está em torno de 20.

      Alguém daria um pouco mais de espaço pro MarShon?

  7. […] duas derrotas doídas diante de velhos conhecidos: contra o Brooklyn Nets, de Pierce e Garnett, e diante do Los Angeles Clippers, agora treinado por Doc Rivers. A sequência negativa resultou em um sinal de alerta em Boston, já que o Toronto Raptors está a […]

  8. […] Na semana em que voltou a Boston, desta vez como visitante, o treinador Doc Rivers não teve como escapar das perguntas relacionadas ao Celtics. Treinador da equipe celta nas últimas nove temporadas, Rivers conquistou o título de 2008 da NBA graças ao seu jogo de equipe e chegou muito perto de vencer novamente em 2010, sem falar na temporada de 2009, quando a equipe foi incapaz de defender o seu campeonato em 2009, por causa da lesão sofrida por Kevin Garnett. […]

  9. […] Pela primeira vez em quase dez anos, Doc Rivers esteve no TD Garden e não sentou no banco de reservas à esquerda das cabines de transmissão. Campeão da NBA em 2008, duas vezes campeão da Conferência Leste, duas vezes treinador no All-Star Game, seis vezes vencedor da Divisão do Atlântico e detentor de mais de 400 vitórias em nove temporadas, o ex-treinador do Celtics voltou a Boston para o embate de sua atual equipe, o Los Angeles Clippers, contra o maior vencedor da história da liga. E claro, no primeiro jogo contra o Celtics desde que deixou a equipe, não faltaram homenagens dos torcedores e da própria franquia, que exibiu um vídeo-homenagem após o primeiro período. Apesar da festa, Rivers foi profissional e conduziu o Clippers a uma importante vitória fora de casa. […]

Postar comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado.