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Danny Ainge afirma que não pensa em deixar o Boston Celtics

Amado por alguns torcedores, odiado por outros, Danny Ainge completa a sua 13ª temporada como general manager do Boston Celtics em 2015/2016. Para celebrar mais um ano como principal dirigente do maior campeão da história da NBA, Ainge concedeu uma entrevista ao jornalista Steve Bulpett, do Boston Herald, onde revelou que não pretende deixar o cargo tão cedo e que está satisfeito com o trabalho na franquia de Massachusetts.

“Eu acho que há uma linha de chegada para todo mundo, mas não vejo isso. Eu estive ao redor da NBA por tempo suficiente para saber que você não sabe como as coisas estão lá fora. Não espero nada e realmente nunca pensei nisso. Quando assumi esse cargo, minha esposa perguntou por quanto tempo nós faríamos isso, mas nós realmente não sabíamos. Não penso nisso e nem me preocupo”, afirma o GM celta.

Ao falar do processo de reconstrução do Celtics, que luta para voltar a brigar por troféus mais importantes, Danny Ainge destacou que está satisfeito com a equipe técnica que montou em Boston e elogiou o desempenho dos jovens atletas do Alviverde. Para Ainge, que foi duas vezes campeão como atleta celta na década de 80, a vontade de vencer dos mais novos o motiva a continuar trabalhando firme pela franquia.

“Eu estou me divertindo muito. Gosto de trabalhar com esses caras. Sinto que agora, depois de 12 anos, tivemos sorte de construir uma equipe de dados, um pessoal de ciência esportiva, uma equipe de treinamento, uma equipe médica, uma equipe técnica, que percorreu um longo caminho. Eu amo trabalhar com quem está trabalhando comigo, ainda gosto dos jogadores de hoje e não sou daqueles que pensam: “oh, os jogadores de hoje não são como os de antes”. Não vejo nada disso, amo as crianças e os jovens e adoro a forma como eles trabalham duro. Eles trabalham muito e eu amo estar em torno disso”, frisou Ainge.

Os elogios de Danny Ainge também se estenderam a Steve Pagliuca e Wycliffe Grousbeck, proprietários do Boston Celtics. O GM celta destacou a confiança que os donos da franquia têm em seu trabalho e no processo de reestruturação da equipe. “É um ótimo trabalho com Steve (Pagliuca) e Wyc (Grousbeck). Eles são caras apaixonados e bem sucedidos, que têm altas expectativas, mas permitem que eu e Brad (Stevens, treinador) façamos o nosso trabalho. Sabemos que eles estão criando grandes expectativas e gosto dessa atmosfera que temos”, destacou.

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Gustavo Arruda
Gustavo, 28 anos, é maranhense de São Luís, jornalista formado pela UFMA e repórter do Imirante.com. Fanático por esportes, principalmente futebol e basquete, é torcedor celta desde 2003, quando ouviu pela primeira vez o TD Garden lotado entoando "Let's go, Celtics!", e escreve no Celtics Brasil desde julho de 2011, com mais de 1.700 textos publicados. Nas horas vagas, é goleiro, armador, tio do João Gabriel e da Alice, e também dá seus pitacos sobre o maior campeão da NBA no Twitter: @gustavoarruda01.

7 comentários

  1. Walisson

    Ainge é um ótimo GM. Nossa ansiedade (de achar que as coisas funcionam como no futebol, onde o mais rico quase sempre vence) é que nos faz criticá-lo as vezes.

  2. Jota

    Concordo inteiramente com o Walisson.

    Quando comecei a acompanhar a NBA (Já vão fazer 6 anos), eu imaginava mesmo que o mercado funcionava como qualquer outro, no esporte ou na vida: a empresa que oferecer mais, leva. Mas depois de muitos textos, vídeos e história presenciada, eu notei que a NBA não funciona exatamente assim.

    História, camisa, torcida, mídia, dinheiro, salário maior… Esqueça isso! Não temos nenhum Real Madrid ou PSG na NBA. Times são criados DO NADA, com base, trabalho e treinamento. As estrelas quase sempre são criadas a partir do nada (Entenda-se draft). Os bons jogadores são seduzidos, em sua maioria, por chance de time competitivo>título>salário. E isso é uma parada complicada para qualquer um entender e acreditar. É claro que não são todos que são assim, mas diria que 90% dos jogadores.

    Times que estão em cidades longe do radar esportivo ou midiático sendo criado e sendo campeão. Times que tecnicamente seria chamariz em qualquer outro esporte vivendo no ostracismo há MUITO tempo. Afinal, como se explica o New York Knicks sem títulos ou, muito menos, ídolos por uma PORRADA de tempo? Eles estão, tecnicamente, na melhor, mais conhecida e mais rica cidade do mundo. Tecnicamente qualquer jogador quer jogar lá, certo? Vai entender isso! E os times da Flórida? Clippers , que estão em LOS ANGELES, era quem antes do Griffin?

    Então, pra galera que tá começando a acompanhar a NBA agora, não caia nesse conto do “tradição, camisa, cidade, dinheiro”. Nada disso conta muito na NBA. Não é porque o Celtics tem 17 títulos que o LeBron James ou Carmelo Anthony vai querer jogar em Boston. O trabalho de se contratar o jogador passa muito mais por apenas oferecer dinheiro para ele. Felizmente, porque isso mantém todo mundo com chances.

    Esse texto foi para explanar que, na minha humilde opinão, o Danny Ainge vem fazendo bem com o que pode. Ele não tem recursos para seduzir um allstar da noite para o dia sem queimar e comprometer os próximos 5 ou 7 anos do time, como muitos times fizeram e vão se ferrar por isso (Tô falando de você, Brooklyn Nets). Ele tá montando uma base para além dos 3 (Ou 4 anos) que nosso último time forte competiu. E além da base, ele tá arrumando o terreno para que isso se prolongue com todas as picks do draft e a própria manutenção da comissão técnica.

    Quando todo mundo reclamou que ele não se mexeu no último draft… Imagina se ele tivesse empacotado todas as picks do draft pela dos Hornets? Pra mim ele agiu por pressão, e faria uma tremenda cagada.

    O trabalho do GM passa longe de ser somente o cara que vai fazer a ligação e tentar convencer um jogador de vir para o time. E nisso, pelo menos eu acho, ele tem sido extremamente responsável e pé no chão.Trocas como a do Isaiah Thomas; a do Rondo para um time que claramente iria implodir; a do próprio Brooklyn Nets… São exemplos de como ele pensa na frente e pra frente.

  3. CBM

    Bela visão do Jota. Esporte americano é diferente de qualquer lugar do mundo. As equipes não tem divisão de base, contratam via draft que tem regras definidas para sempre mudança tenha de forças no esporte(as piores equipes selecionam primeiro), não tem compra e venda de jogador só trocas e além disso o poder financeiro das equipes é parecido.
    O trabalho está caminhando bem. Curto prazo não existe nas ligas americanas.
    Acho que o time vai surpreender muita gente como foi no ano passado. E os jogadores tem bom potencial de crescimento para o time ser melhor ano que vem que este ano.

  4. PHABIO PASSOS

    CONCORDO O QUE FALARAM, O AINGE FOI JOGADOR DO CELTICS, SABE E A ATMOSFERA EM BOSTON, UM CIDADE DE TIMES VENCEDORES COM RED COX, PATROITS E BRUINS E UMA CIDADE ESPORTIVA,ELE SABE NEGOCIAR E SABE FAZER UM BOM CONTRATO,POR ELE, PIERCE E GARNETT FICARARIA AQUI ANOS, MAS PENSANDO NA ORGANIZAÇAO FEZ BOM NEGOCIOS PRA ELES E PRO BOSTON,QUANDO A RONDO FOI PROPRIO RONDO QUE QUERIA SAIR E TAMBEM FEZ UM EXCELENTE NEGOCIO,NAO ESQUECEMOS QUANDO ELE PEGOU EM 2003, ERA TIME ESQUECIDO E QUE SO VIVIA DO PASSADO E SE ESTRUTUROU, FOI CAMPEAO EM 2008 E TROUXE UM JOVEM E EXCELENTE TREINADOR, E MUITO ELOGIADO PELO MESTRE DE TODOS TREINADORES O POPOVIC, POR ISSO, AINGE TEM MAIS ACERTOS DO QUE ERROS….

  5. Renato

    Acompanho a opinião da galera, Ainge é competente e na maioria das vezes realiza bons movimentos negociais, além de ter respeito das outras franquias, técnicos e jogadores. Como todo profissional também erra o que é normal, mas o BIG 3 e essa nossa evolução rápida na reconstrução, são a prova de sua qualidade como executivo. As vezes parece que ele não enxerga as carências do elenco posição 3 e 5, mas na verdade ele não faz um negócio pela necessidade, e sim levando em conta o custo/benefício do negócio. Com certeza vai chegar o momento dele cobrir essas lacunas, mas sempre usando os ativos corretos e sem comprometer nosso futuro.

  6. Daniel Emiliano

    Ainge é um dos 5 melhores GMs da liga e vem conduzindo esse rebuilding de forma exemplar.

    O time que temos hoje é uma base EXTREMAMENTE sólida, e é um dos elencos mais profundos da NBA, se não o mais profundo.

    O que falta agora é a cereja do bolo. Com a base formada, AInge não precisa mais fazer pequenos movimentos pra fazer ajustes finos e reforçar elenco. Ele já conseguiu isso. Então acho que na próxima FA ele vai investir pesado, mas pesado mesmo, em uma estrela, e quando digo isso, digo que ele vai empacotar uma pancada de escolhas boas de draft, entre elas as do Nets, o que deve causar alguma resistência por parte da torcida…mas é o que deve ser feito.

    Temos um elenco tão forrado de opções, que nem tem espaço pra 4 caras vindo de draft. Então ao contrario desse ano, onde eu achava que os “fogos de artificio” seriam difíceis. Pro ano que vem eu acredito e MUITO.

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