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Draft 2016 – Skal Labissiere

Atleta do tradicional Kentucky Wildcats, segundo maior campeão do basquete universitário dos Estados Unidos, Skal Labissiere, de 20 anos, é dono de uma das histórias mais impressionantes do NBA Draft 2016. Nascido em Porto Príncipe, no Haiti, Labissiere sobreviveu ao terremoto que devastou o seu país em 2010, se mudou para os Estados Unidos no mesmo ano e precisou de pouco tempo para ser tornar um dos jogadores de basquete mais promissores do planeta, ainda mais depois do desempenho no Nike Hoop Summit de 2015.

Comparado a Anthony Davis, que também defendeu Kentucky na NCAA, Labissiere sempre foi cotado como uma escolha top 3 do NBA Draft de 2016, ao lado de Ben Simmons e Brandon Ingram, mas o seu desempenho nos Wildcats fez com que ele tivesse uma queda muito grande na simulação de jornalistas esportivos e torcedores, apesar do seu inegável talento. Confira a análise do Celtics Brasil e saiba mais sobre o gigante haitiano, hoje cotado no top 15 no Draft.

Informações do atleta

PosiçãoAla-pivô/Pivô (PF/C)
Experiência20 Anos | Freshman (1 ano universitário)
Altura2,13 metros (7’0”)
Envergadura2,17 metros (7’2”)
Peso98 quilos (216 lbs)

Prós

Skal Labissiere tem uma rara e excelente combinação entre altura, envergadura e velocidade. Mesmo sendo um jogador de garrafão, o atleta de Kentucky sabe se movimentar muito bem. Além das ferramentas físicas ideais para triunfar na NBA, Labissiere tem potencial para se desenvolver ainda mais e incomodar os adversários nos dois lados da quadra.

O ponto forte de Labissiere é o jogo na quadra de ataque: o jovem haitiano tem um repertório ofensivo interessante, ainda mais se levar em conta a sua pouca experiência. Skal tem equilíbrio, jogo de pernas, é muito forte no pick and pop, faz ganchos espetaculares com as duas mãos e arremessa muito bem de média distância. Apesar de não ter lapidado isso em Kentucky, Labissiere tem um arremesso de três pontos minimamente confiável.

Jogador inteligente e de caráter, Skal Labissiere também pode fazer um bom papel na defesa. Apesar de ainda sofrer nesse aspecto, o ala-pivô sabe distribuir tocos e pode se tornar um excelente defensor de pick and roll, por causa de sua velocidade. Se trabalhar bem a força física, Labissiere também pode se tornar um bom reboteiro.

Contras

Ok, foi apenas uma temporada, talvez a alta expectativa e a pressão em torno de seu nome tenham pesado, mas a verdade é que Skal Labissiere foi decepcionante em Kentucky. Em alguns momentos, o haitiano empolgou os fãs do basquete universitário com a sua capacidade atlética, mas será difícil repetir a dose na NBA, onde os adversários são sempre fortes. A falta de experiência foi o que mais atrapalhou Labissiere na NCAA: com apenas seis anos de Estados Unidos, o ala-pivô nunca jogou basquete de alto nível até chegar aos Wildcats e está muito atrasado em relação a isso.

Apesar de ser alto e ter boa envergadura, Labissiere é muito magro e sofreu muito com jogadores mais fortes na NCAA: até mesmo alas-armadores mais robustos faziam a festa em trombadas com o haitiano no garrafão. Sua falta de força e resistência deve pesar muito em seu início na NBA, ainda mais se levar em conta a sua posição, onde o contato com outros atletas é constante. Não está preparado para isso, precisa ganhar músculos o quanto antes.

Por ser um jogador fraco fisicamente, Labissiere compromete muito na defesa. Por mais que se esforce, o ala-pivô tem instintos defensivos pobres, comete muitas faltas, cai facilmente em jogadas fakes, não tem muita disciplina e parece perdido em muitos momentos. Defensor fraco e sem muita vibração, Labissiere dificilmente deve atuar como pivô.

O psicológico de Skal Labissiere também é um ponto muito negativo. Nas muitas vezes em que mostrou pouca intensidade em quadra, Labissiere escancarava a falta de confiança em suas habilidades, mesmo sendo um bom jogador. O ala-pivô haitiano também é criticado por ser um cara muito sensível: em Kentucky, o “bom moço” Labissiere não se deu bem com o estilo motivacional do treinador John Calipari. Skal precisa desenvolver uma mentalidade mais forte com urgência, ou será engolido na NBA, pois como vai aguentar críticas e cobranças? Como vai confiar nele mesmo? O sucesso de Labissiere depende muito da melhora mental, além da física.

Resumo

Quase todos os analistas esportivos concordam que o melhor para Skal Labissiere seria passar mais uma temporada em Kentucky, desenvolvendo suas habilidades, mas é um jogador muito promissor, e ir para o Draft tão parece tão exagerado assim. Se ele ficar mais forte, desenvolver a mente e lapidar os seus arremessos de média e longa distância, tem tudo para ser o grande steal do Draft, pois tem um potencial gigantesco de desenvolvimento.

Labissiere seria uma boa escolha para o Celtics, se sobrar na 16ª escolha. Apesar de escancarar suas deficiências e de perder espaço em Kentucky, o haitiano tem talento, deu várias mostras de que é um ótimo jogador de grupo e que gosta de aprender, o que poderia torna-lo uma arma letal nas mãos de Brad Stevens. Entretanto, há um problema: quem selecionar Labissiere, terá que ter muita paciência com ele, e o Celtics sinaliza que quer jogadores prontos, que contribuam de imediato com a franquia.

Médias em 2015-2016 (em 36 jogos)

MinutosPtsRebAstStlBlkFG3PtsFT
15,8 min6,63,10,30,30,851,6%66,1%

Cotações para o Draft

NBA Draft – www.nbadraft.net11ª Escolha
Draft Express – www.draftexpress.com11ª Escolha

Author avatar
Gustavo Arruda
Gustavo, 28 anos, é maranhense de São Luís, jornalista formado pela UFMA e repórter do Imirante.com. Fanático por esportes, principalmente futebol e basquete, é torcedor celta desde 2003, quando ouviu pela primeira vez o TD Garden lotado entoando "Let's go, Celtics!", e escreve no Celtics Brasil desde julho de 2011, com mais de 1.700 textos publicados. Nas horas vagas, é goleiro, armador, tio do João Gabriel e da Alice, e também dá seus pitacos sobre o maior campeão da NBA no Twitter: @gustavoarruda01.

1 comentário

  1. Paulo Sérgio

    Se vier ele ou o Sabonis ja fico até feliz

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