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Shaquille O’Neal coloca Bill Russell como o melhor pivô da história

No começo deste mês, durante o evento de sua introdução ao Hall da Fama do basquete, o lendário Shaquille O’neal foi perguntado sobre qual seria seu time titular, levando-se em consideração toda a história da NBA.

Para quem esperava que Shaq fosse colocar a si próprio, como pivô titular, se enganou. O MVP de 2000 deu a honraria a Bill Russell, um dos escolhidos pelo ex-jogador para introduzi-lo no Hall da Fama.

Ao comentar o porquê de não ter se colocado, O’neal disse:

“Eu não mereço estar no quinteto da história, simplesmente porque não fui bom a esse ponto”.

O restante do seu time foi composto por Magic Johnson, Michael Jordan, Julius Erving e Karl Malone. Shaq fez questão de justificar sua escolha por Malone, ao dizer que o Mailman (como ficou apelidado) levou vantagem sobre Charles Barkley, devido ao fato de ter tido uma carreira mais longa.

Válido dizer que 2 dos 5 eleitos, por Shaq, foram selecionados pelo ex-jogador para introduzi-lo no Hall da Fama. Além do já citado Bill Russell, Julius Erving também foi convidado pelo Diesel (um dos inúmeros apelidos de O’neal).

Ao comentar a importância de Bill Russell, para sua carreira, O’neal se derreteu em elogios para o eterno camisa 6 do Celtics:

“Eu aprendi bastante com ele. Vamos colocar da seguinte forma: as conversas que tivemos foram tão valiosas, que me fizeram chegar ao próximo nível, a um patamar mais elevado como jogador. Afinal, as lições que ele me passou, são coisas que você não pode comprar, são coisas que você não vai conseguir nos treinos. Portanto, eu apenas sentei com Russell e, lembro bem, nosso primeiro encontro durou mais que três horas. Ele me ensinou muito e, eu, como seu fã, aprendi muito”, declarou Shaq, que, em seguida, complementou:

“Eu gostaria de ter tido os mesmos encontros com Kareem (Abdul-Jabbar) e Wilt (Chamberlain), mas, por algum motivo, nunca fomos próximos. Nossas conversas não passaram de cinco minutos. Eu estou ok com isso. Todavia, quando encontrei com Russell, pela primeira vez, ele foi gentil, ele foi atencioso. Ele me disse que eu era um grande jogador. Você imagina minha reação? Eu fiquei eufórico por receber elogio de um cara como Bill Russell! Em seguida, ele foi bastante carinhoso, ao ficar me dizendo o que eu deveria e o que eu não deveria fazer em minha carreira. Poucos jogadores podem ter um privilégio como esse. Eu tive!”, concluiu.

No fim, O’neal ofereceu reflexões sobre sua curta passagem pelo Boston Celtics, onde veio a encerrar sua carreira, em 2011. Na temporada de 2010/2011, Shaq foi limitado a 37 aparições, devido a uma lesão no tendão de Aquiles. Naquele ano, o Celtics foi eliminado ainda nas semi-finais de conferência, após ter chegado a NBA Finals do ano anterior.

“Eu era um idiota, quando o assunto era os torcedores de Boston. Eu assumo: antes de chegar a Boston, eu não gostava dos fãs locais”, disse O’neal. “No entanto, assim que cheguei aqui, vocês me receberam com os braços abertos. Há uma coisa especial em Boston: os fãs apreciam quem se dedica, quem trabalha duro. Ainda que eu não fosse mais o Shaq de outrora, eu fui e ofereci o que ainda restava em mim”.

“Foi algo diferente na minha carreira. Eu não tinha mais que pontuar muito, meu papel era apenas pegar rebotes e oferecer uma boa defesa, fazer o trabalho sujo, digamos. Nós ainda tínhamos o Big Three (Pierce, Garnett e Allen), nós tínhamos chances de ser campeões. No fim, contudo, eu lesionei meu tendão e acabamos saindo na segunda rodada dos Playoffs”.

OBS: Artigo publicado originalmente em 17 de setembro de 2016

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Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

2 comentários

  1. Fernando C Silva

    Análise honesta.

  2. Maurício Green

    Vi ele jogar no TD em 2011… Não era mais o mesmo, mais o mesmo carisma!

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