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Prévia – Final 4 NCAA 2015

Fique por dentro das equipes e dos duelos do Final 4 da NCAA.

Ano após ano grandes marcas são igualadas ou superadas no torneio de basquete universitário dos EUA, mas a que foi atingida nessa edição não foi boa para os fãs das zebras.

No Final 4 desse ano três equipes que ficaram na primeira posição em sua região chegaram ao Final 4: Duke, Kentucky e Wisconsin. O “intruso” é Michigan State Sapartans. Desde 2008 que três ou mais equipes que terminaram em primeiro lugar de sua região não disputam o Final 4. Em 2008 os times que jogaram as semifinais do basquete universitário foram: Kansas, Memphis, North Carolina e UCLA. A campeã foi Kansas.

Agora vamos às análises das equipes:

Duke Blue Devils

Campanha: 33 – 4
Títulos: Quatro (1991, 1992, 2001 e 2010)
Equipe Titular: Matt Jones (G), Quinn Cook (G), Tyus Jones (G), Justise Winslow (F) e Jahill Okafor (C)
Jogadores notáveis que atuaram na NBA: Bobby Hurley, Christian Laettner, Grant Hill, Shane Battier
Atletas que jogam na NBA: Austin Rivers, Carlos Boozer, Dahntay Jones, Elton Brand, Gerald Henderson Jr, Jabari Parker, J.J. Redick, Josh McRoberts, Kyle Singler, Kyrie Irving, Lance Thomas, Luol Deng, Mason Plumlee, Mike Dunleavy Jr, Miles Plumlee, Rodney Hood, Ryan Kelly e Shavlik Randolph
Técnico: Mike Krzyzewski

Mike Krzyzewski iguala o feito histórico de John Wooden e vai disputar seu décimo segundo Final 4 da NCAA, mas enquanto Wooden venceu dez o coach K ganhou “apenas” quatro dos doze que disputou.

Krzyzewski vai torcer para esse ser o Final 4 das coincidências. O último título de Duke foi conquistado em Indianapolis no Lucas Oil Stadium em 2010.  O mesmo palco das semifinais desse ano. Além disso, Michigan vai disputar o Final 4 novamente. Assim como o Spartans jogou em 2010 e foi derrotado por Bluter na semifinal. Para trazer essa sorte o coach K usou o anel que ganhou em 2010 nas coletivas de imprensa dessa semana.

Coack K tem bons motivos para sonhar com o quinto título, pois montou um bom time sólido na defesa e com um ótimo ataque. Na final de sua região, quando todas as atenções se voltaram ao enorme pivô e cotado como primeira escolha do draft, Jahill Okafor, ele não rendeu muito bem marcando apenas nove pontos na vitória contra Gonzaga por 66 a 52 na final da região sul. Foi nessa decisão que Duke mostrou o grande time que é.

Se sua estrela for bem marcada e não conseguir render bem cabe aos companheiros mostrar toda sua qualidade. Assim, Tyus Jones, Matt Jones (não, não são irmãos), Quinn Cook e principalmente Justise Winslow (16 pontos) jogaram muito bem e conduziram Duke ao título da região sul com muitas cestas de três pontos, sendo quatro de Matt Jones e duas de Winslow .

Além de um bom ataque distribuído entre todos seus titulares, Duke também conta com uma arma que costuma levar times ao título: defesa. Nesse torneio da NCAA o máximo de pontos que o Blue Devils sofreu foi de 57 para Utah. Portanto, além de tentar parar o forte ataque de Duke Michigan State ainda terá de arrumar maneiras de transpor a forte defesa azul. Uma missão ingrata.

Kentucky Wildcats

Campanha: 38 – 0
Títulos: Oito (1948, 1949, 1951, 1958, 1978, 1996, 1998 e 2012)
Equipe Titular: Andrew Harrison (G), Aaron Harrison (G), Trey Lyles (F), Willie Cauley-Stein (F) e Karl-Anthony Towns (C)
Jogadores notáveis que atuaram na NBA: Cliff Hagan, Dan Issel, Frank Ramsey e Pat Riley
Atletas que jogam na NBA: Anthony Davis, Archie Goodwin, Brandon Knight, Chuck Hayes, Darius Miller, DeAndre Liggins, DeMarcus Cousins, Doron Lamb, Eric Bledsoe, James Young, Jodie Meeks, Julius Randle, John Wall, Josh Harrellson, Keith Bogans, Kelenna Azubuike, Marquis Teague, Michael Kidd-Gilchrist, Nazr Mohammed, Nerlens Noel, Patrick Patterson, Rajon RondoTayshaun Prince e Terrence Jones
Técnico: John Calipari

A equipe que chegou como zebra no ano passado amadureceu, agora é favorita nesse ano e ainda busca uma marca histórica: ser apenas o oitavo time da história da NCAA a conquistar o título de maneira invicta. Até hoje somente quatro faculdades conseguiram isso sendo San Francisco em 1956 (29-0), North Carolina 1957 (29-0), UCLA quatro vezes em 1964 (29-0), 1967 (30-0), 1972 (30-0), 1973 (30-0) e Indiana 1976 (32-0).

Para atingir tal feito que não é alcançado há quase 40 anos Kentucky vem com um time mais maduro e com dois grandes reforços. As ausências de James Young e Julius Randle, que agora jogam na NBA, não foram sentidas. Com a permanência do veterano Willie Cauley-Stein e a chegada do calouro Kal-Anthony Towns foi formada uma grande dupla de alas-pivôs com 2,13m.

Além das torres gêmeas, Kentucky conta com os excelentes irmãos Harrison para jogar no perímetro e distribuir as jogadas. Também com o bom ala Lyles. Ainda pode se dar ao luxo de deixar no banco o ótimo pivô Dakari Johnson e os ala-armadores Devin Booker e Tyler Ulis. Meu deus. Quanta gente para marcar. Deve ser impossível vencer Kentucky, certo? Errado.

Notre Dame mostrou na decisão da região meio oeste que é possível. O Irish liderou boa parte da partida e só foi perder nos últimos segundos por 68 a 66. Quem sabe agora em um novo duelo contra Wisconsin com um time mais maduro e contra o melhor jogador universitário Kentucky não possa perder.

Michigan State Spartans

Campanha: 27 – 11
Títulos: Dois (1979 e 2000)
Equipe Titular: Lourawls Nairn Jr. (G), Denzel Valentine (G), Travis Trice (G), Gavin Schilling (F) e Branden Dawson (F)
Jogadores notáveis que atuaram na NBA: Earvin “Magic” Johnson, Scott Skiles, Steve Smith
Atletas que jogam na NBA: Alan Anderson, Adreian Payne, Draymond Green, Gary Harris, Jason Richardson e Zach Randolph
Técnico: Tom Izzo

Michigan State é a única zebra dessa Final 4. Para chegar até aqui o Spartans venceu grandes times como Virginia (60 x 54), Oklahoma (62 x 58) e o campeão de 2013 na final da região leste Louisville (76 x 70).

A grande arma da equipe é uma tradição histórica para a universidade: bons armadores e ala-armadores, como Magic Johnson e Jason Richardson. As estrelas da vez são Travis Trice, Denzel Valentine e vindo do banco Bryn Forbes. Esses três jogadores juntos marcaram 46 dos 76 pontos do Spartans na vitória sobre Louisville.

Esse é o grande problema de Michigan. Seu jogo é concentrado no perímetro. Foram 23 arremessos de três pontos contra Louisville com apenas nove certos. Trice, Valentine e Forbes concentraram 21 desses 23 arremessos sendo 3-10 para Trice com 17 pontos, 4-6 para Forbes com 14 pontos e 1-5 para Valentine com 15 pontos.

A arma para vencer o Spartans é marcar bem o perímetro e explorar seu fraco garrafão. Algo que os jogadores de Duke são capazes de fazer.

Wisconsin Badgers

Campanha: 35 – 3
Títulos: Um (1941)
Equipe Titular: Bronson Koenig (G), Josh Gasser (G), Nigel Hayes (F), Sam Dekker (F) e Frank Kaminsky (F)
Jogadores notáveis que atuaram na NBA: Cory Blackwell, Don Rehfeldt, Michael Finley, Scott Roth e Wes Matthews
Atletas que jogam na NBA: Devin Harris, Greg Stiemsma e Jon Leuer
Técnico: Bo Ryan

Por sorte teremos a reedição de um jogo que promete ser tão espetacular ou ainda melhor como foi no ano passado. Em 2014 Kentucky venceu Wisconsin nos últimos segundos por 74 a 73. Nesse ano a partida promete ser ainda mais equilibrada e não será surpresa se for necessário mais de uma prorrogação para definir um dos finalistas.

A base de Wisconsin é a mesma e agora eles contam com o “Novo Kevin Love” muito inspirado. Kaminsky é o maior pontuador dentre os atletas que disputam esse Final 4 com média de 22.8 e absurdos 62,5% nos arremessos de três pontos no torneio desse ano. Com Kaminsky é assim. Se você fechar o garrafão ele vai arremessar (e provavelmente acertar) uma cesta de três pontos. Por isso a comparação com Kevin Love.

Além do Baby Love, o Badgers conta com outro jogador em grande fase: Sam Dekker, responsável por 21.8 pontos  por jogo e que também tem uma boa média de acerto dos arremessos de três pontos  com 48% nesse March Madness.

Parece fácil conter Wisconsin. Só marcar esses dois atletas e pronto. Arizona tentou na final do oeste e não conseguiu. Na vitória por 85 a 78, os jogadores do Badgers acertaram 12 de 18 tentativas de três pontos, sendo cinco de Dekker, dois de Gayes, dois de Gasser e somente um de Kaminsky. O outro acerto foi de Koening. Nos arremessos de quadra foram 25 acertos em 45 tentativas. Um ótimo aproveitamento de 55.6%.

Com esses exemplos mostrando que outros atletas de Wisconsin sabem chutar, com a equipe on fire nesse torneio, com uma forte marcação no garrafão possibilitando mais arremessos de três pontos de Kaminsky é possível que Wisconsin vença e consiga a revanche da semifinal do ano passado.

Momento Mãe Dináh – Pitacos

Duke 65 X 59 Michigan State

Wisconsin 79 X 78 Kentucky

Transmissão na TV

Os canais de televisão por assinatura Bandsports e ESPN irão transmitir as duas semifinais e a final. Às 19h, você acompanha Duke contra Michigan State e às 21h30 começa o confronto entre Wisconsin e Kentucky.

As duas semifinais e a final serão disputadas no Lucas Oil Stadium, estádio do time de futebol americano, Indianapolis Colts.

Fonte: www.ncaa.com

Foto: Wkyt

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Flávio Catandi
Jornalista e Radialista apaixonado por basquete. Participa do Celtics Brasil desde 2008. Já foi redator, colunista e hoje é editor do site. Nas horas vagas gosta de escrever roteiros e gravar curtas e documentários. Pode ser encontrado na cidade de São Paulo com uma camiseta Celta.

12 comentários

  1. Fábio Malet

    Baita artigo Flávio! Mas e essa mãe Dinah, querendo derrubar o invicto Kentucky? Hehehehe

    Estarei assistindo e observando caras que podem parar aqui com nossa escolha de primeira rodada, como o Willi Cauley-Stein e o Frank Kaminsky. E se a sorte sorrir pra nós, porque não também pensar em Karl-Anthony Towns? xD

    • Flávio Catandi

      Obrigado Fábio.

      Além desses citados por você, também temos o Jahill Okafor de Duke. Se todos se inscreverem no draft desse ano teremos uma excelente classe de pivôs.

    • Barry

      Olho tambem no Dekker, que vem jogando muito junto com o Kamy. E ele é ala, carência nossa.
      Não sei se ja deichei claro a minha preferência aq, mas por via das dúvidas, como diz o Barkley: “KAMINSKYYYY”.
      Tem q mandar o Zeller embora pra reservar a 44 pra esse monstro 🙂

  2. drakes

    O texto está ótimo, só que o Willie Cauley-Stein não é calouro, está no terceiro ano. E claro, como torço por Kentucky, espero uma vitória dos Wildcats.

    O problema de Kentucky para mim nessa temporada foi o chute do perímetro, Lyles é um PF natural que teve um aumento de tempo devido a contusão do polivalente Poythress. Os irmãos tem dias que nada cai, o mais consistente é o Devin Booker que não é um “atleta de elite” tão ao gosto do Calipari.

    Mesmo assim, o time vem de um campanha fantástica com uma dose de sorte nos momentos certos, principalmente contra Texas A&M para se manter invicto (foram dois OTs).

    Dos jogadores de Kentucky, dois hoje em quadra vão ter para mim uma carreira em números melhor que na NCAA, Dakari Johnson e Trey Lyles (que deve ir para posição 4).

  3. Jota

    Minha torcida vai para Duke!

    A maioria aqui sabe que estou comentando sobre o Winslow desde o começo da temporada da NCAA. Justise Winslow é muito consistente, sendo muito bom defensor (Pra mim nível ou quase ao Smart falando-se de Rookies), e muito bom no ataque, com um finisher aceitável (Que dá para melhorar) e de longa distância também, já demonstrado nesse March Madness. Muitos o comparam com Kawhi Leonard, por não se esconder, ser um futuro defensor de elite e um bom atacante. Consegue equilibrar os dois. Pra mim foi o melhor jogador de Duke na temporada. Tanto que subiu absurdamente nos mocks.

    Wisconsin também é um time bastante equilibrado e vale a “olhada” no Kaminsky e Dekker. Dekker principalmente, que tem GRANDES chances de sobrar na nossa principal escolha, e ficaria feliz se o Celtics o draftasse. Kaminsky é o tipo de pivô que o Celtics sonha draftar, pelo seu arremesso. Não me espantaria se o Ainge subisse para draftar o Kaminsky.

    Kentucky dispensa comentários. A dupla de garrafão, titular e reserva, segura esse time de Kentucky muito bem na maioria dos jogos. Pra mim, Stein e Towns serão centers de elite na NBA em muito pouco tempo. Stein já é experiente e tá pronto e o Towns tem todas as ferramentas (Acho melhor que o Okafor). Os irmãos Harrisson também se encaixam muito bem às torres gêmeas. Ter Devin Booker no banco não é pra qualquer time. Se o Booker estivesse em outro time, com mais minutos, estaria melhor projetado (E olha que tá cotado pra primeira rodada).

    De Michigan State não conheço ninguém, confesso…

    Serão dois jogões! Acho que essa final vai ser barbada:

    Duke 71 X 65 Michigan State
    Kentucky 76 X 70 Wisconsin

    E na final, Kentucky não passará pela defesa de Duke, e Duke será campeã em uma vitória memorável. Quem viver verá! Winslow perderá o título de melhor jogador da final para o Moda-Okafor.

  4. Sander

    Kaminsky no Celtics seria um sonho.

  5. Renato TD

    O Kaminsky é bom demais !
    Joga fácil !

  6. Sander

    Só não sei se ele é bom na defesa.

  7. Matheus

    Não acompanho muito NCAA, mas esse Kaminsky não seria um Olynyk 2,0? um pivo que chuta de 3, bom no ataque, habilidoso e tal mas que não defende nada? fora que ele já é Senior… Será que compensa subir no draft pra escolher ele?

    • luiz eduardo

      é a mesma coisa que eu penso, a galera adora detonar o olynyk(com razão), mas fica pedindo o kamisnky. Caso tragam um verdadeiro rim protector, aí tudo bem, porque ele ficaria no lugar do zeller que quase se igualam na defesa, mas o kaminsky leva clara vantagem no ataque

  8. The Real Jay

    Buster no Kaminsky não, por favor e obrigado. Pega escolha e traz O Stanley Johnson q em pouco tempo vai ser um KLeonard, se não conseguir… Traz o Oubre msm, pivô é oq mais tem na FA.

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