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    Opinião

    Quando ser bom não é o bastante

    Rômulo PortugalPor Rômulo Portugal25/08/201737 Comentários13 Mins de leitura
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    Sumário

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    • Perspectiva do Celtics pré-troca:
    • Perspectiva do Celtics pós-troca:
    • Perspectiva do Cavaliers pós-troca:
    • Conclusão:

    Após os primeiros dias da concretização da mega-troca envolvendo Boston Celtics e Cleveland Cavaliers – protagonizada pelos armadores Isaiah Thomas e Kyrie Irving -, ainda vejo muitas dúvidas na torcida celta acerca da negociação realizada pelo presidente de operações da franquia, Danny Ainge.

    O meu amigo Daniel escreveu um ótimo texto durante a semana, temendo que Ainge, após muitos acertos, tenha, finalmente, perdido uma queda de braço, ao envolver não apenas o antigo camisa 4 de Boston, como também Jae Crowder, Ante Zizic e a escolha de primeira rodada do Brooklyn Nets no 2018 NBA Draft. Data venia, eu penso diferente.

    Aqui, você verá os argumentos que, a meu ver, fazem do Celtics, o vencedor nessa mega-troca. Vamos a eles.

    Perspectiva do Celtics pré-troca:

    Quando a troca foi anunciada, de cara, lembrei de uma frase dita por Danny Ainge, logo após a eliminação do Boston Celtics, para o próprio Cleveland Cavaliers, na última Eastern Conference Finals:

    “Eu sei que temos muitos bons jogadores, mas nós precisamos de alguns excelentes. Nós ainda temos muito trabalho pela frente e tenho consciência que o próximo passo será o mais difícil e doloroso”.

    Muitos executivos, no lugar de Ainge, ficariam na zona de conforto nesta offseason. Afinal, após conquistar a liderança da conferência na temporada regular e uma vaga nas finais da mesma, quase ninguém reclamaria se o dirigente recrutasse o prospecto favorito da torcida (Markelle Fultz) e assinasse com Gordon Hayward, mantendo o núcleo do elenco da última temporada.

    Muitos fariam isso. Danny Ainge não é “muitos” e eu nunca fiquei tão feliz por isso.

    A biografia do Celtics, desde a trade deadline de 2014/2015 (quando Isaiah Thomas desembarcou em Boston), é bem famosa e batida: “Somos o time dos subestimados; somos o time dos operários; e nós contra o mundo“. Com certeza, você já viu ou ouviu alguém nos classificar assim.

    Concordo, é uma história bonita e que cativa. Afinal, quem não gosta de quebrar prognósticos? Contudo, depois da última queda nos playoffs, Ainge viu que romantismo não traz títulos, mas, talento sim.

    Nós fomos humilhados pelo Cleveland Cavaliers. A série teve três jogos em Boston, que totalizaram 144 minutos ou 8.640 segundos jogados. Sabe em quantos o Celtics esteve a frente do placar? Nenhum! Chegamos a estar perdendo o jogo 2 por 50 (CINQUENTA!) pontos, em pleno TD Garden.

    Se isso não fosse o bastante para abrir os olhos do torcedor, nós vimos o mesmo time que nos humilhou, ser destroçado em apenas cinco jogos na 2017 NBA Finals. Ou seja, se a diferença entre Celtics e Cavaliers já era enorme, imagina a entre Boston e Golden State.

    Além disso, Ainge percebeu que Isaiah Thomas estava a caminho do último ano de seu contrato – que é a maior barganha da NBA -, que lhe pagará US$ 6,2 milhões em 2017/2018. O armador já vinha dizendo, a plenos pulmões, que não aceitaria nada a menos que um contrato máximo.

    Vamos aos fatos: Thomas é querido pela torcida e foi o quinto mais votado para MVP. Sim, eu sei de tudo isso. Ao mesmo tempo, Thomas também é um jogador de 1,75 metro, que estará beirando seus 30 anos na próxima intertemporada e vem de uma grave lesão no quadril, que o impede de voltar a simplesmente correr até a presente data, mesmo com a lesão tendo ocorrido em Maio.

    Além disso, nós pagaríamos dois contratos máximos a jogadores que entraram ou estão prestes a entrar na metade final de suas respectivas carreiras, em Al Horford e Isaiah Thomas.

    Calma, que o quadro se agrava. Nossos dois principais jogadores eram os supracitados Horford e Thomas. O pivô dominicano acabou de completar 31 anos, enquanto o armador, que vem de lesão e sempre sofrerá com sua baixa estatura, está com 29 anos quase completos. O Golden State Warriors, atual campeão, tem um núcleo formado por Stephen Curry (29 anos), Klay Thompson (27), Kevin Durant (28) e Draymond Green (27).

    Percebe? O coração do Celtics (Horford e Thomas) era mais velho que o do Warriors e nós estávamos longe de superá-los. As perspectivas, claramente, apontavam para um time bom, mas não o suficiente para ser campeão. Gastaríamos milhões em salários e multas (afinal, com a renovação de Thomas, entraríamos na temida luxury tax), mas não chegaríamos no destino que desejamos: o título.

    Lembre-se da frase de Ainge: “Nós temos muitos bons jogadores, mas precisamos de alguns excelentes”.

    Com ela em mente, Ainge buscou Gordon Hayward e, há poucos dias, Kyrie Irving. Agora, vejamos as perspectivas do Celtics após tais mudanças.

    Perspectiva do Celtics pós-troca:

    Até Kyrie Irving chocar o mundo, com seu pedido de troca, o Celtics não tinha muito para onde correr. Afinal, com a contratação de Gordon Hayward, todo o espaço salarial restante veio a ser ocupado. Destarte, Ainge não detinha muitas opções e, provavelmente, teria que renovar, pelo valor máximo, com Isaiah Thomas, o que seria permitido pelo fato de Boston ser detentor dos Bird Rights do jogador (que autorizam que uma equipe ultrapasse o teto salarial da liga para manter seus atletas).

    Entretanto, por mais que Gordon Hayward seja um excelente jogador, ele, por si só, não nos faria superar Cleveland, muito menos Golden State. Sei que a frase está batida, mas lembre: ”temos muitos bons jogadores, mas precisamos de excelentes”.

    Como dito anteriormente, desde a trade deadline de 2014/2015, o Celtics virou o time dos operários, que adotou uma mentalidade de “nós contra o mundo”. Essa filosofia foi introduzida por Isaiah Thomas e Jae Crowder, dois jogadores oriundos de segunda rodada de Draft que ascenderam ao papel de líderes do jovem plantel da equipe comandada por Brad Stevens.

    Stevens, aliás, revelou-se um treinador excepcional e amplamente venerado ao redor da liga, porque consegue extrair todo o talento que um atleta pode oferecer. Com ele, Crowder passou de um mero reserva a um jogador 3D (bom em bolas de três e ótimo defensor); graças a Stevens, Thomas deixou de ser visto como peladeiro e mero sexto homem para virar candidato a MVP.

    Entretanto, por mais que a história de superação encantasse aos torcedores, como dito acima, a disparidade de Boston para Cleveland e Golden State era enormemente significativa.

    Agora, vamos para a segunda parte da oração destacada no começo do artigo:

    “Nós ainda temos muito trabalho pela frente e tenho consciência que o próximo passo será o mais difícil e doloroso”.

    Ainge fez o que muitos não teriam coragem para fazer. Ele enxergou os problemas listados no tópico anterior, viu que o antigo plantel havia atingido seu teto e abriu mão das emoções. Reformulou o elenco e colocou novas perspectivas.

    Em Irving, o presidente de operações do Celtics viu um talento raro de 25 anos, que, assim como Thomas e Crowder, está com fome para provar seu talento. O armador está disposto a mostrar que consegue ser protagonista e vencer sem LeBron James do seu lado.

    Além disso, Irving, diferentemente de Thomas, tem contrato garantido por, pelo menos, mais duas temporadas (em 2019, o atleta tem a opção de estender seu atual vínculo por mais um ano). Esse detalhe assegura maior flexibilidade econômica à franquia.

    Entretanto, o principal fator da troca é que, com Irving, o Celtics rejuvenesce seu núcleo. Se antes da negociação, nossos dois principais jogadores tinham 29 (Thomas) e 31 anos (Horford), agora, temos uma base composta por Irving (25) e Hayward (27). Somos mais novos que Golden State.

    Esse ponto é crucial, porque o Celtics, capitaneado por Thomas e Horford, não tinha tempo a perder. Jaylen Brown (20 anos) e Jayson Tatum (19 anos) precisavam virar realidade para ontem, sob risco dos dois jogadores supracitados já estarem em declínio quando os jovens celtas começassem a contribuir consistentemente.

    Por outro lado, com Irving e Hayward é diferente, já que ambos acabaram de entrar ou ainda entrarão em seus auges. Com os dois novos reforços, o Celtics passa a ter o luxo de poder aguardar que suas promessas trabalhem com calma e desenvolvam seus talentos, afinal, a faixa etária dos jogadores está mais próxima e equilibrada.

    Que isso não signifique que Boston abriu mão de competir desde já. Pelo contrário, com a troca pelo MVP do All-Star Game de 2014, Ainge estendeu – ou até mesmo abriu – a janela de candidato ao título do Celtics.

    Outro detalhe curioso é a comparação dos quintetos titulares do Celtics 2016/2017 com o provável do Celtics 2017/2018. Veja na tabela abaixo (entre parênteses, a pick com a qual o jogador fora selecionado no Draft):

    Posição Celtics 2016/2017 Celtics 2017/2018
    Armador        Isaiah Thomas (60ª)      Kyrie Irving (1ª)
    Ala-armador Avery Bradley (19ª) Jaylen Brown (3ª)
    Ala Jae Crowder (34ª) Gordon Hayward (9ª)
    Ala-pivô Al Horford (3ª) Marcus Morris (14ª)
    Pivô Amir Johnson (56ª) Al Horford (3ª)

    O antigo Celtics era composto, em sua maioria, por jogadores de segunda rodada ; o atual é formado, integralmente, por atletas oriundos de escolhas de loteria de Draft (top-14). Para completar, os dois principais reservas de 2017/2018 são Marcus Smart e Jayson Tatum, recrutados, respectivamente, com sexta e terceira escolhas.

    Claro, posição de draft não fada um jogador ao estrelato ou ao anonimato, mas é incontestável que Ainge colocou nas mãos de Stevens, um elenco com maior potencial, formado por jogadores que possuem melhores chances de levar Boston à terra prometida (título).

    Como dito lá no começo, o objetivo de Ainge estava claro desde Maio: transformar um elenco bom em um ótimo.

    Com os movimentos que realizara nessa offseason, ele conseguiu isso.

    Perspectiva do Cavaliers pós-troca:

    Para finalizar, farei uma projeção do futuro a médio-prazo do nosso principal rival de conferência e parceiro na mega-troca, o Cleveland Cavaliers.

    A equipe de Ohio estava em maus lençóis, já que seu segundo principal jogador deixou claro que não tinha mais interesse em ser um Cavalier. Dentre as propostas recebidas, acredito que a do Celtics tenha sido a melhor, uma vez que o maior campeão da NBA era a franquia com maior número de ativos para realizar uma troca.

    LeBron James, principal jogador da história do rival celta, completará 33 anos ao longo da próxima temporada e entrará no último ano do seu contrato. Cleveland teme vê-lo partir novamente e precisava de um elenco que o motivasse a permanecer por lá. Com essa negociação, LeBron ganhou outro armador all-star e pontuador (Isaiah Thomas) e um ótimo reserva para sua posição (Jae Crowder). A franquia, ainda, recebeu o jovem Ante Zizic e a próxima escolha de primeira rodada do Nets.

    Vamos por partes.

    Na penúltima temporada (2015/2016), na qual sagrou-se campeão, o dono da franquia, Dan Gilbert, teve um prejuízo aproximado de US$ 40 milhões, segundo informações da respeitadíssima revista Forbes. Os dados da última edição da liga ainda não foram divulgados, mas a previsão é que também tenha havido um déficit financeiro.

    Hoje, após a troca de Irving, a equipe de Ohio possui a folha salarial mais cara da liga, de acordo com o site Spotrac:

    Note: o Cavaliers já possui a folha salarial mais cara da liga, mesmo com Isaiah Thomas vindo a receber apenas US$ 6,2 milhões em 2017/2018. Se o antigo camisa 4 de Boston cumprir a promessa de que não aceitará nada menos do que o máximo (cerca de 30 milhões de dólares anuais), o Cavaliers terá uma folha de pagamento insustentável e que baterá todos os recordes de multas da liga.

    Em outro giro, é mister recordar que o Cavaliers já paga a luxury tax (multa paga por quem ultrapassa o teto salarial) há, pelo menos, duas temporadas. Desse modo, a equipe de LeBron James, a partir de 2018/2019, entraria no quarto ano consecutivo sendo reincidente, o que torna a multa cada vez mais pesada. O prejuízo de Gilbert pode atingir nível nunca antes visto.

    Para evitar ou amenizar o prejuízo, o concorrente do Celtics deve vir a trocar a promissora escolha do Nets. Por quê? Primeiramente, porque LeBron James, como dito linhas antes, está prestes a completar 33 anos. Ele não tem tempo para esperar o amadurecimento de um jogador de 19 anos. Se ele não teve essa paciência há três anos, quando voltou para o Cavaliers (que trocou os jovens Anthony Bennett e Andrew Wiggins), que dirá agora.

    Em segundo lugar, porque se negociar a pick do Nets, a equipe comandada por Tyronn Lue poderá se livrar de algum contrato pesado nessa negociação, tais como os de J.R. Smith ou Tristan Thompson, diminuindo a multa a ser paga, algo semelhante ao que o Lakers fez com o Nets – sacrificou o promissor D’Angelo Russell e o enviou para o Nets, a fim de que a franquia do Brooklyn arcasse com o péssimo contrato do pivô Timofey Mozgov.

    Portanto, a princípio, não vejo essa pick permanecendo em Cleveland, a menos que LeBron James resolva abandonar, pela segunda vez, a equipe do seu estado-natal. Caso o faça, o Cavaliers entrará em rebuild após um ano da mega-troca com o Celtics.

    Caso ele permaneça, o Cavaliers terá que arcar com multas pesadíssimas, além do natural envelhecimento de seu elenco, que já possui uma média de idade bem avançada (era o mais velho da NBA na última temporada).

    Outrossim, ninguém sabe como Thomas renderá por lá, já que vem de grave lesão e não terá mais um esquema voltado para fazê-lo brilhar.

    Portanto, o Cavaliers estendeu sua vida por mais uma temporada. Em 2017/2018, faremos um duelo competitivo contra eles, mas ainda os vejo como favoritos. Entretanto, seja pelo envelhecimento do seu time, ou pela situação caótica financeira ou pela eventual saída de LeBron James, os dias de sucesso estão contados em Ohio.

    Como Ainge rejuvenesceu o elenco do Celtics, sem comprometer sua atual competitividade, não há problemas para nós. Podemos vencê-los já em 2018, mas, caso não ocorra, o tempo os derrotará, já que o cerco está se fechando.

    Conclusão:

    Esta é a maior matéria que já escrevi no Celtics Brasil. Agradeço a quem gastou um bom tempo para lê-la, mas, dada a complexidade da negociação, muitos fatores precisavam ser analisados.

    Diante dos detalhes descritos, creio que o Boston Celtics saiu vencedor na negociação. A um, porque estendeu/abriu sua janela de candidato ao título e aumentou sua flexibilidade econômica; a dois, porque comprometeu, ainda mais, a situação financeira do seu maior concorrente na conferência, que ainda tem o mistério do rendimento de Isaiah Thomas para resolver.

    Destarte, ainda que não os superemos em 2017/2018 (o que pode ocorrer, não se engane), é fato que o Celtics se preparou para ser o novo dono da Conferência Leste. Por anos.

    Com as negociações dessa offseason, deixamos de ser bons. Viramos excelentes. Obrigado pela coragem e pela frieza, Danny Ainge!

    Danny Ainge
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    Rômulo Portugal

    Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

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    Ver 37 Comentários

    37 Comentários

    1. Sander em 25/08/2017 00:44

      Onde eu assino??

      Ótimo texto. Parabéns!

    2. Cristiano Melo em 25/08/2017 00:47

      Rômulo, sem tirar nem por nada, parabéns, é exatamente isso aí mesmo. Eu penso que o LBJ sai no fim do contrato, e vem rebuild deles à vista, e penso também que ainda não terminamos o nosso, acho que ele termina ano que vem no Draft, ou com um prospecto ou com alguma trade que inclua Horford pra trazer alguém pra 4 ou 5.. Nosso time é pra médio prazo, o Ainge viu que não dá pra competir com os Warriors agora. Mas só de pensar no Thomas me quebra o coração.. Meu medo é estigmatizarem os Celtics por isso, até o Ray Allen anda dando letrinha, sobrou até pra ele falar que os Celtics não valorizam seus ídolos. Baita texto, abração.

    3. Luiz Eduardo em 25/08/2017 01:16

      Belo texto, cheguei no final querendo ler mais, haha. Eu fui um cara que fiquei muito puto por ver a pick 18 ir embora, mas seu pensamento me deu um alento, além do mais, graças a ótima troca no draft, poderemos ter um pick top-5, via Lakers.

    4. Oberdan Gonzalez em 25/08/2017 01:36

      Parabéns pelo texto. Realmente muito bom.
      Abs

    5. Junior Freitas em 25/08/2017 02:18

      Texto ótimo, sensacional. depois desse texto, vi que realmente foi uma boa troca pro Celtics.
      Parabéns !

    6. Julio Risoto em 25/08/2017 03:34

      Não gostei das movimentações dessa FA.
      Somos melhores do que no ano passado? Provavelmente sim, mas somos pouca coisa melhor e perdemos muito poder de barganha para melhorar a equipe.
      Eu sinceramente não acho que estamos no nível de ser campeão e acho inclusive que ainda estamos abaixo do Cavs.

      E não sou só eu que acho isso.
      O Yaron Weitzman declarou o negócio como um assalto do Cavs e disse que consultou vários GMs e treinadores da liga e a sensação da maioria é de que o Cavs se saiu melhor.

      Fica a dica esse ótimo artigo:
      http://bleacherreport.com/articles/2729004-cleveland-made-out-like-bandits-nba-insiders-love-kyrie-deal-for-cavs

    7. Marcos em 25/08/2017 08:05

      Que genial, dois textos com duas opiniões diferentes e bem detalhadas!
      Parabéns Daniel e Rômulo!

      Ainge não tem coração cara, ele é um programa vivo.

      Já estou me preparando para as Finais!

      []s verdes

    8. Sérgio Soares em 25/08/2017 08:06

      O Cleveland saiu com tudo que ele queria. Um cara bom hoje (Thomas) e uma perspectiva de futuro pós LeBron (pick e Zizic + Crowder), mas o celtics saiu com o melhor jogador da troca. Não é o jay ou o Zizic que darão um titulo pro Celtics e o thomas engessaria o cap sem o time ser contender. É isso mesmo.
      Rômulo, quais as chances que você acha que tem do Thomas permanecer no Cavs?

      • Rômulo Portugal em 25/08/2017 10:21

        O Thomas só fica em Cleveland, caso o LeBron permaneça. Se o James resolver sair, Thomas também irá embora.

        Para ficar com o armador, contudo, o Cavs terá que fazer uma verdadeira engenharia financeira, trocando a pick e outros bons jogadores, para aliviar a folha salarial, que já tá bem estourada.

    9. Guilherme em 25/08/2017 08:58

      Parabéns pelo post. Aliás, parabéns aos dois por expor duas opiniões diferentes e ajudar a elucidar a galera. Sou da mesma opinião sua e assino embaixo com absolutamente tudo que você disse.

      E sobre a pick, eu sinceramente acredito que há chances da pick que ainda temos dos Lakers ser uma escolha melhor que essa dos Nets. A conferência Oeste já era forte e ficou nitidamente mais dificil pro lado de LA. Some-se a isso o fato de que nenhum reforço de peso desembarcou na Califórnia e pronto, temos um cenário bastante favorável pra nós. Sem contar que, torcer contra eles é sempre um prazer.

      Grande abraço a todos

    10. Walisson Fernandes em 25/08/2017 09:08

      Eu só quero o seguinte: chega logo jogos de pré-temporada! Estou louco pra ver esse time em quadra! A reformulação foi muito grande. Ainge foi ousado, como sempre. E isso pode dar muito certo ou muito errado: é o preço que se paga pela ousadia…mas, prefiro assim do que GMs acomodados.

      Como bem disseram aí, seria muito cômodo para o Ainge fazer o básico (draftar a pick 1 e trazer o Hayward apenas) e continuaria certamente como principal oponente do Cavs e bem com a torcida. Mas, ele quis mais e reformulou a porra toda! Quis montar um time que, se não for nesse ano ainda, para o próximo é bem possível de bater o Cavs sim.

      Vejo a negociação como boa para as duas equipes. Para o Cavs é ótima para esta próxima temporada. Mas, tende a ser uma dor de cabeça ao fim desta próxima temporada. Já para o Celtics, fortalece o seu principal oponente na próxima temporada, mas pode significar um ganho enorme a médio e longo prazo para a equipe. Ainge pode ter dado a corda para o Cavs se enforcar no final da próxima temporada.

      Sobre envolver a pick, também me dói. Mas, o Ainge não a teria envolvido na negociação se não fosse totalmente necessário. Dar Thomas, Crowder, Zizic e a Pick foi muito? Foi. Mas, se fechou por isso, podem ter certeza de que o Cavs pediu foi muito mais! Este foi o limite em que o Cavs aceitou e que o Ainge topou pagar por uma estrela consolidada, jovem e ainda com um contrato interessante.

      Ainge perdeu a chance de trazer algumas estrelas esperando a cartada certa. Ele viu em Irving essa cartada certa e não quis perder. Por isso topou pagar um preço realmente alto.

      Outra coisa que me faz ver com bons olhos essa negociação é o potencial de Irving ser um verdadeiro celta! Sei que, até hoje, ele não demonstra ter o espírito celta. Mas, já pararam pra pensar na atitude que esse caboclo teve? Ele abriu mão de estar na crista da onda, em um time que fatalmente estaria na final da liga e de jogar ao lado do melhor jogador do século para, corajosamente, ir trilhar o seu caminho. O cara abriu mão do que todos os jogadores da liga querem para ir ser líder de uma equipe e brigar contra o Lebron. Isso é ou não é um puta potencial de espírito celta? Eu tenho certeza de que isso encantou o Ainge! “Quero esse cara pq ele quer vencer o Lebron, e nós também” deve ser o que o Ainge pensou.

      Enfim, as perdas doem, mas é o preço que se paga para ter uma estrela consolidada, jovem e de bom contrato.

    11. Danilo Marques em 25/08/2017 09:20

      Texto Sensacional, Está Muito Claro Que o LeBron vai Forçar a Troca Dessa escolha Dos Nets para Conseguir Um Jogador Pra Tentar Bater O GSW Já Nessa Temporada, e Se Não Conseguir o que é Muito Provável Ele Sai Ao Final Do Seu Contrato Sem Problemas E Deixa Cleveland aos Pedaços.

    12. João Gabriel em 25/08/2017 09:45

      Que texto maravilhoso.

    13. Celso Cachali Jr em 25/08/2017 09:52

      Belo texto
      Assino em baixo. Eu vi muita vantagem para nós nesta troca… Irving só tem 25 anos… Se Stevens fez jogadores como Thomas e Jay serem o que são… Imaginem com o Irving que já provou que é um jogador hoje top player da liga. Vejo a frente dele apenas.

      Curry
      Durant
      LeBron
      Westbrook
      Harden
      Wall
      Davis
      Cris Paul

      E mesmo assim destes que citei são do mesmo nível.

      Nosso futuro e de glórias.
      Obrigado Ainge pela ousadia só vê quem não quer.

      • Guilherme em 25/08/2017 10:34

        Sem clubismo, desses ai só vejo Davis, Lebron, Durant e Curry na frente do Irving. Westbrook, por exemplo, até a saída do KD era o coadjuvante de luxo do OKC(claro, dividia um pouco mas as responsabilidades do que Kyrie fazia com Lebron) e quando teve que assumir o time de fato fez o que fez. Acho que ele abusa nos Turnovers e força muito a bola de 3 em vários momentos. Harden da mesma forma. Claro, são dois jogadores fantásticos que já provaram o seu valo na liga mas acho que poderemos avaliar o Kyrie mais diretamente em relação a esses nomes a partir da próxima temporada porque inegavelmente ele é o FP dessa equipe. Vamos ver se ele se torna uma super-estrela protagonista como todos esperam.

        • Adilis Silva em 25/08/2017 14:01

          Cara, Harden é top, porém, Irving esta a sua frente. Westbrook é, pelo temporada que fez, ligeiramente a frente. Cris Paul pode ter sido, mas não é mais! Davis e Irving os coloco como iguais! Curry pode ser ultrapassado, se pensando que Stevens pode fazer, mas Curry na frente. Durant e Lebron são intocáveis. Wall é bem atrás do Irving.

          LeBron
          Durant
          Curry
          Wetbrook
          Irving ou Davis
          Davis ou Irving
          Harden
          Cris Paul
          Wall

          • Celso Cachali Jr em 25/08/2017 22:58

            Wall bem atrás amigo… Bem não diria, a inteligência que ele joga basquete o poder defensivo dele também… Para mim são muito acima da média. E um dos meus jogadores favorito da liga.

    14. GENERIO JUNIOR em 25/08/2017 10:18

      Cara só uma franquia do tamanho do Boston Celtics para ter um conteúdo de tamanha qualidade aqui, Rômulo aqui neste texto você produziu sua Monalisa, parabéns… Faz mas destes aí, por que quando acabei a leitura queria ler ainda mais.
      Parabéns a todos responsáveis pelo Celtics Brasil que mantém um público fiel e muito informado.

    15. Rômulo Portugal em 25/08/2017 10:18

      Valeu pelos elogios, galera!

    16. Walmir Passarelli Neto em 25/08/2017 10:42

      Muito bom os dois textos, expondo os “dois lados da moeda”. Claro, sem menosprezar os coerentes comentários do Daniel, também sou daqueles que pensa como você Rômulo.

    17. CARLOS HENRIQUE GONCALVES DOS SANTOS em 25/08/2017 11:05

      Show de bola!!!

    18. Bruno Ferronato em 25/08/2017 11:18

      Excelente texto, fica até difícil querer acrescentar alguma coisa, e estou de pleno acordo em tudo.
      O que tenho comigo é que o Cavs pode até nos vencer novamente, mas dessa vez terá que suar muito mais. E mesmo que nos vençam acredito que perdem dos Warriors de novo. Qualificou o banco mas os titulares do Warriors tem uma qualidade absurda reunida.
      Crowder é esforçado, mas não anulou Lebron nas finais de conferência, vai anular Durant agora?
      Cleveland pode nos derrotar de novo mas vão perder novamente dos Warriors e o time vai implodir. Já o Celtics mesmo que não ganhe agora, faltará apenas uma peça pra ser o novo desafiante, e se Brown e Tatum de fato explodirem serão duas novas peças.
      Hawks também a poucos anos atrás liderou a conferência de ponta a ponta e chegou nos offs pra passar vergonha. Time do Celtics também era muito bom mas não era o suficiente, Ainge teve uma excelente visão.

    19. Cláudio em 25/08/2017 13:13

      Esse blog é do nível do Celtics!
      Parabéns pelos dois textos, coerentes e com sólidos argumentos que os justificam.
      Pessoalmente, ainda estou sobre o muro, pois acho que a negociação foi boa para os dois lados. Acho que somente o andamento da temporada nos dará a verdadeira resposta.
      Mas como vai ser duro ver IT com outro uniforme…
      Saudações verdes!

    20. Adriano em 25/08/2017 13:55

      Ótimo texto, muito bem escrito e rico em detalhes e de fato não foi perda de tempo para e ler até o fim, aliás todos os artigos postados aqui são muito bons.
      Parabéns a todos que escrevem.

      Go Celtics!

      (sinto cheiro de título)

    21. Walisson Fernandes em 25/08/2017 14:00

      Eu só quero o seguinte: cheguem logo jogos de pré-temporada! Estou louco pra ver esse time em quadra! A reformulação foi muito grande. Ainge foi ousado, como sempre. E isso pode dar muito certo ou muito errado: é o preço que se paga pela ousadia…mas, prefiro assim do que GMs acomodados.

      Como bem disseram aí, seria muito cômodo para o Ainge fazer o básico (draftar a pick 1 e trazer o Hayward apenas) e continuaria certamente como principal oponente do Cavs e bem com a torcida. Mas, ele quis mais e reformulou tudo! Quis montar um time que, se não for nesse ano ainda, para o próximo é bem possível de bater o Cavs sim.

      Vejo a negociação como boa para as duas equipes. Para o Cavs é ótima para esta próxima temporada. Mas, tende a ser uma dor de cabeça ao fim desta próxima temporada. Já para o Celtics, fortalece o seu principal oponente na próxima temporada, mas pode significar um ganho enorme a médio e longo prazo para a equipe. Ainge pode ter dado a corda para o Cavs se enforcar no final da próxima temporada.

      Sobre envolver a pick, também me dói. Mas, o Ainge não a teria envolvido na negociação se não fosse totalmente necessário. Dar Thomas, Crowder, Zizic e a Pick foi muito? Foi. Mas, se fechou por isso, podem ter certeza de que o Cavs pediu foi muito mais! Este foi o limite em que o Cavs aceitou e que o Ainge topou pagar por uma estrela consolidada, jovem e ainda com um contrato interessante.

      Ainge perdeu a chance de trazer algumas estrelas esperando a cartada certa. Ele viu em Irving essa cartada certa e não quis perder. Por isso topou pagar um preço realmente alto.

      Outra coisa que me faz ver com bons olhos essa negociação é o potencial de Irving ser um verdadeiro celta! Sei que, até hoje, ele não demonstra ter o espírito celta. Mas, já pararam pra pensar na atitude que esse caboclo teve? Ele abriu mão de estar na crista da onda, em um time que fatalmente estaria na final da liga e de jogar ao lado do melhor jogador do século para, corajosamente, ir trilhar o seu caminho. O cara abriu mão do que todos os jogadores da liga querem para ir ser líder de uma equipe e brigar contra o Lebron. Isso é ou não é um puta potencial de espírito celta? Eu tenho certeza de que isso encantou o Ainge! “Quero esse cara pq ele quer vencer o Lebron, e nós também” deve ser o que o Ainge pensou.

      Enfim, as perdas doem, mas é o preço que se paga para ter uma estrela consolidada, jovem e de bom contrato.

    22. digor33 em 25/08/2017 14:07

      O interessante é que a situação para a próxima temporada mudou, e aí é que vem a preocupação.

      Na última temporada o Celtics era considerado um bom time, porém chegar como 1º na conferência fora uma agradável e memorável surpresa (não que não fosse merecida, mas não imaginávamos tanto, concordam?)

      Agora não, agora somos o favorito ou o segundo favorito pela conferência, ou seja, a responsabilidade é maior, a equipe é melhor, e, portanto, a expectativa é imensa!!!!!

      Agora é onde os jogadores devem se tornar guerreiros, pois está tudo em cima deles.

      Mas vai ser bem legal de assistir, espero que o time responda positivamente às mudanças e possam trazer mais alegria para os torcedores.

    23. Gustavo Rangel em 25/08/2017 14:14

      Sensacional, Romulo e Daniel. O maior site dedicado a um time da NBA no Brasil tem os editores que merece ter. O ponto de vista do Romulo é exatamente o mesmo que eu. Vejo esse time como um contender eterno se tudo der certo, assim como o Spurs é na mão do Popovich. Parabéns pelos texto brilhantes!! Saudações Celtas

    24. David Pessoa em 25/08/2017 15:30

      Matéria maravilhosa. Permaneçamos otimistas sobre o presente e futuro do nosso time, pois nossa comissão técnica merece esse voto de confiança pela ousadia em busca do 18° título.

    25. João Pedro Balod em 25/08/2017 15:33

      Parabéns Romulo!
      Sempre com muita visão e embasamento nelas.

    26. L.Pereira em 25/08/2017 17:58

      Bem, o Celtics agora possui um quinteto com dois All-Star no seu auge, dois, razoáveis e fundamentais taticamente, homens de garrafão, e um jovem SG raçudo (Smart).

      Temos também um jovem núcleo vindo do nosso banco, que conta com Brown, Tatum (dois jovens com imenso potencial), e Rozier (jogador que não tremeu diante do baile pro Cavs, tendo alguns bons lampejos naquela final).

      Portando, creio que temos agora um time superior e mais jovem do que o da temporada passada. E com uma projeção de crescimento bem mais animadora. O título é questão de tempo (essa ultima opinião é puro clubismo mesmo).

      Obs.: agora tá liberado torcer pro coitado do D’Angelo.

    27. Vittos em 25/08/2017 19:20

      Textasso, concordo com todas as palavras.

    28. Maurício Green em 25/08/2017 20:16

      O troca ainda me deixa com sentimentos misturados razão x emoção. Mesma tontura q tive da troca Pirce+ Garnet…
      Mas aquela troca previa mais clara q essa, IT e Crowder sangram verde e o retorno parece pequeno e ainda não enchego KI se doando na quadra ala Celtics. Toda troca assim é impactante. Eu não esperava nada perto disso….

      Mas a razão me diz a muito tempo q KI é melhor jogador q IT, mesmo IT tendo uma melhor temporada ano passado. Eu duvidava q IT saudável repetisse a temporada 16/17, com o quadril ferrado entã, no way. Não da p esquecer quantas portadas IT toma e quantas vezes por jogo ele despenca. O chão e duro! Uma hora eIT terá q pagar a conta de cair de 1 m ao chão de bunda, perna , lado e quadril.

      Quando IT irá pagar essa conta não sei. Mas os números mostram q jogadores baixos envelhecem bem mais rápido q a média da NBA.

      Agora me parece q o pacote foi de mais p mim…

      Podia ser outra pick e outro modo de igualar salários…tudo vai ter q dar mito certo por aqui e errado por lá p em 2 anos olharmos esse rede e dizer”Dany vc é um gênio”.

      Fora isso demos uma nova vida ao Cavs, uma nova chance de bater de frente contra GSW. E se eles ganharem ( fora os anéis de OT e Crowder q me deixarão felizes) vamos dar lenha p Leblon ficar em Cavs… Perigoso.

      Por fim torço p q todas as minhas preocupações sejam apenas uma cornetada e que o Dany esteja certo.

    29. Kelson Almeida em 25/08/2017 20:17

      Parabéns! Excelente texto, concordo em tudo.

    30. Beto Castro em 25/08/2017 20:20

      Irving – Jaylen – Hayward – Morris – Horford
      Rozier – Smart – Tatum – Yabusele – Baynes

      Elenco perdeu profundidade com a troca, verdade. Mas olhando essa base, tirando Baynes, todos podem fazer parte de um futuro enorme da franquia

    31. Fernando C Silva em 25/08/2017 22:08

      Jogador por jogador (IT e KI) estão ali. A decisão do DA deriva dos pontos muito bem trabalhados pelo belo texto do Rômulo.

      Ainda assim entendo que foi salgado.

      Parece que ainda podemos trazer o Bogut.

      Ao que tudo indica DA quer vencer GSW para já.

    32. Raphael Machado em 26/08/2017 01:40

      “Report: Cavs weighing completion of trade following Thomas physical:
      It’s about to get extremely messy.

      The Cleveland Cavaliers are weighing the completion of their blockbuster trade with the Boston Celtics after conducting a physical on Isaiah Thomas, sources told ESPN’s Adrian Wojnarowski.

      One source characterized Thomas’ hip injury as a “very sensitive situation”. Thomas had been rehabbing his injury all offseason but he has yet to even begin a regiment of running with training camp only three weeks away.
      All players must pass their physical or a trade can be voided. No final decision has been made by the Celtics.” – The Score

      Alguém sabe sobre essa regra? Está claro que podem desfazer a troca caso o jogador não passe no teste físico, mas isso é obrigação ou opção dos Cavs?

    33. Vittos em 26/08/2017 19:40

      E essa história de que essa troca pode melar?
      Agora que os torcedores (pelo menos eu) já estão se acostumando com a ideia. Seria péssimo, pois acredito que IT e Crowder não teriam a mesma vontade sabendo que são peças “trocáveis”.

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