Visite nossas Redes Sociais
Curta e siga nossas redes para ter acesso a conteúdos exclusivos, além de manter-se sempre atualizado sobre novos artigos no site.

Reforço do Celtics, pivô Enes Kanter fala sobre seus projetos no basquete

Se tem uma coisa que até o fã mais casual da NBA sabe sobre o pivô Enes Kanter, do Boston Celtics, além da posição que ele joga, é que o turco de 27 anos tenta ser incrivelmente amigável com todos que cruzam seu caminho.

Não importa onde ele esteja. Seja em Oklahoma, New York ou Portland.

Uma amante de boa companhia e amizade, a personalidade desse gigante não é tão animada quanto se poderia esperar, mas é uma característica dele como jogador e pessoa.

Assim como suas denúncias de regimes autoritários — estrangeiros ou domésticos — e todos os atos de terrorismo ou violência em massa.

Kanter deixa claro sua posição contra o presidente turco Recep Erdogan e critica publicamente o governo de seu país. Essa questão não é muito discutida, mas, em eventos como o massacre de El Paso, Kanter foi rápido ao se posicionar contra pessoas que apoiam esse tipo de ideais e ações totalmente depravados.

Considerando sua personalidade, não há nada mais surpreendente em descobrir que Kanter gastou o ultimo verão quebrando o recorde de campos livres de treinamento de basquete feitos por um jogador da NBA.

É uma experiência que ele descreveu para Jared Zwerling do CloseUp360’s, dizendo “Meu objetivo é visitar todos os estados, para prover campos de treinamento em lugares que nenhum jogador da NBA nunca esteve para inspirar crianças a serem melhores do que elas achavam que podiam ser”.

“Isso faz você se sentir especial”, explicou Kanter.

“Antes da temporada, me disseram que o recorde eram nove campos de treinamento, e eu queria fazer algo maluco e especial. Quebrar o recorde é legal, mas oferecer tantos campos de treinamento livre fora da temporada e dar oportunidade para essas crianças de praticar esportes e conhecer um jogador da NBA, que eles normalmente não poderiam conhecer devido as condições financeiras, é o mais importante. Todos são bem vindos nos meus campos de treinamento. Em Portland, nós tivemos quase 900 crianças!!! Nós não damos as costas para essas crianças”.

Gerenciando esses campos de treinamento com uma visão baseada naquilo que ele gostava quando criança – um campo de treinamento que eles não precisam pagar – Kanter tem tido grande sucesso gerenciando esses treinamentos que não procuram focar no desenvolvimento de habilidades mas em “se divertir, interagir, rir, aprender a amar esse esporte e achar prazer em competir”.

Com certeza, um jogador que tem esses grandes atos humanos, genuinamente preocupado com o futuro e o bem-estar de jovens americanos não deveria ter nenhum inimigo.

No entanto, com a tentativa do consulado turco de fechar um dos campos de treinamento de Kanter em Long Island, é possível perceber que o jogador de 27 anos tem inimigos. Para ele, a pior parte é que “isso prova que mesmo quando estou fazendo coisas na minha nova casa, na America, um governo estrangeiro acha normal tirar a felicidade das crianças”.

De qualquer maneira, Kanter achou algo positivo na situação, ele “descobriu que se um grupo de sua comunidade não gosta de você, tem muitos outros que te amam e te respeitam”.

“Eu amo meu país,” continuou Kanter. ” Eu apenas não gosto do nosso governo. Eu vou assistir e apoiar, e rezar para que sejam bem sucedidos ao máximo. Um dia, talvez eu volte para a equipe nacional”.

Ultimamente, Enes Kanter vive e respira a hashtag que ele mesmo criou (#Live4Others.)

“Isso significa sacrificar seu tempo e energia por outras pessoas, colocar um sorriso no rosto de uma criança, mesmo quando estou passando por muita coisa na minha vida – desde politica até situações profissionais. Não importa a situação que você está, sempre envie energias positivas. Quando eu encerrar minha carreira, quero olhar pra trás e dizer quantas pessoas eu inspirei. Eu acredito que a vida é muito curta para viver só para você mesmo, é muito mais significativo pensar em viver de uma maneira que você ajude outras pessoas a florescer – não apenas você mesmo. É o que significa pra mim. Uma vez que você faz isso, a vida começa a ser mais satisfatória!”, afirma o turco.

“Na quadra, eu acredito na mesma filosofia; jogar um jogo focado apenas em você mesmo não é algo que eu gosto e apoio. Eu acredito muito que o bom líder, é aquele que faz os jogadoras em volta dele melhores”, explica Kanter.

Um símbolo internacional de boa vontade, Enes Kanter fez da América seu lar. Seus campos de treinamento não são apenas caminhos para melhorar vidas e trazer felicidade para crianças, mas também mostram como ele é comprometido em estreitar seus laços com a comunidade.

Enquanto não temos certeza se Enes Kanter irá se encaixar bem no Celtics, não temos dúvidas que ele se encaixa em um país que deveria supostamente promover os mesmos princípios que o pivô promove.

União, caridade, fé e paz.

Matéria originalmente pulicada em: https://celticswire.usatoday.com/2019/08/04/the-ever-gregarious-enes-kanter-discusses-his-basketball-camps/?utm_source=smg&utm_medium=wasabi&utm_content=home-hero

Author avatar
Henrique Correia
Paulista, morador de Bauru no interior do estado de São Paulo, analista de suporte e corredor de rua nas horas vagas. Apaixonado por basquete, descobriu no jornalismo um hobby e quem sabe futuramente pode encontrar uma profissão. Acompanha a NBA desde 2010, torcedor fiel do Celtics, aguarda ansiosamente pra ver seu primeiro titulo.

5 comentários

  1. Jonas Broetto

    Atitude nobre, uma pena ainda existir essas batalhas políticas.

  2. Fernando Silva

    Antítese a KI.

  3. Teobaldo

    Excelente matéria mostrando que o site pode ir “além do basquete”. Parabéns!. Além do exposto, é sempre bom ver qualquer profissional de destaque se posicionar politicamente sem criar polêmicas vazias, desnecessárias. Abraços aos amigos do blog!

  4. Marcos Pastich

    Bela matéria. Parabéns! Gostei muito de conhecer esse lado do Kanter. Torço por mais pessoas assim no mundo!

  5. Edivaldo

    ” Eu apenas não gosto do nosso governo.”

    Pelo menos na Turquia há governo. No Brasil de hoje o Palácio do Planalto é um manicômio.

Postar comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *