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RJ Hunter surpreende a todos durante a Summer League

Como bem informado na matéria que descreveu as qualidades de RJ Hunter, o carro-chefe do ala-armador é seu talento para acertar arremessos de média e longa distâncias. Isso foi ratificado na vitória do Celtics sobre o Spurs, na Summer League, por 81×76, no último Domingo. Naquela partida, o novo jogador celta saiu de quadra com 21 pontos.

Seu poder para acertar essas espécies de arremesso chamou a atenção do Celtics, que buscava melhorar seu rendimento nos arremessos de 3 pontos, após terminar a última temporada como a quarta pior equipe no quesito.

No entanto, após algumas partidas de Summer League, o ala-armador, oriundo de Georgia State, vem impressionando a todos com suas personalidade e inteligência dentro de quadra. E isso poderá fazer com que ele ganhe mais minutos do que pensado.

“Dado o momento em que o Celtics se encontra no seu processo de reconstrução, não é preciso que um calouro faça muito”, disse Hunter, em sua coletiva de apresentação. “Eles já são um time de Playoffs, então eu não preciso chegar e assumir o papel de Superman. E isso é perfeito para mim. Eu entro em quadra e apenas me preocupo em jogar, em explorar meus pontos fortes, como o arremesso e a leitura de jogo”.

Durante a Summer League, Hunter demonstrou que, além de ser um catch-and-shooter, é capaz de criar jogadas para si e para os outros. Não obstante, vem mostrando, na defesa, que é capaz de fazer boas leituras e cobrir espaços. As 2 qualidades mencionadas são importantíssimas para jogadores que buscam ganhar espaço, especialmente em Boston. E essas 2 mesmas qualidades surpreendem, porque não eram esperadas pelos especialistas que avaliaram o jogador para o 2015 NBA Draft. Entretanto, o rendimento mostrado pelo novo camisa 28 de Boston não pegou seu pai desprevenido, que também foi seu treinador:

“Todos elogiam seu arremesso, mas esquecem que ele é um passador de elite”, disse Ron Hunter, pai do calouro e treinador de Georgia State. “Ele tem uma excelente visão de jogo. Ele é subestimado por ter jogado para seu pai na NCAA, mas, com o tempo, vocês verão do que ele é capaz”.

No lance acima, Hunter mostra características de um puro armador, ao ter a habilidade de conduzir a bola em velocidade, infiltrar na defesa adversária e enxergar Jonathan Holmes, livre para o arremesso de 3. É sabido que o camisa 28 precisa ganhar força física e melhorar sua condução de bola, para poder infiltrar e buscar a cesta, mas o mencionado lance demonstra que ele é capaz de criar oportunidades para os demais, o que não era esperado pela comissão técnica celta.
Nessa jogada, vemos algo que Brad Stevens deve explorar ao longo de 2015/2016. Vemos o também surpreendente Jordan Mickey realizar o screen para Hunter, que recebe a bola e parte para o meio do garrafão, atraindo a atenção da defesa adversária. Em seguida, enxerga um curto espaço para passar a bola para Mickey e deixa o big-man celta livre para pontuar.

Até aqui, vimos bons momentos ofensivos de Hunter, mas dependerá de sua defesa, para que o camisa 28 receba frequentes e longas oportunidades na temporada que está por vir.

Em 2014/2015, o Celtics não conseguiu confiar, plenamente, em Luigi Datome e James Young, já que ambos comprometiam na quadra defensiva. Embora Datome fosse um arremessador acima da média e Young carregue a mesma fama, Stevens não costuma dar chances para aqueles que pontuam, mas deixam o adversário pontuar.

”Quanto à defesa, não há dúvidas que Hunter cresceu de desempenho nos últimos 10 dias”, reconheceu Stevens. “Ele precisa progredir e ganhar peso, há muito trabalho pela frente, mas eu gosto dos avanços feitos até aqui”.

Como visto, Hunter realizou, perfeitamente, a leitura da jogada, ao abandonar seu marcador e cobrir o espaço deixado por um companheiro. Ao fazer isso, impediu que o adversário arremessasse da linha do lance-livre. A jogada prosseguiu e, após o arremesso falho do 76ers, Hunter também realizou o box-out e conseguiu o rebote.

Esse último lance demonstra como a inteligência de Hunter o coloca acima de muitos calouros, já que grande parte dos jovens atletas da liga possuem o costume de se perder na marcação fora do lance da bola ou esquecem de realizar o box-out.

Por fim, temos uma jogada que exibe como Hunter precisa trabalhar para conseguir fugir dos screens realizados pelos adversários. Todavia, nesse mesmo lance, percebemos o calouro não desistir da jogada e conseguir se recuperar, a ponto de realizar o toco.

Importante dizer o óbvio. O nível de competitividade da NBA é infinitamente superior ao apresentado na Summer League, mas tais lances animam e nos fazem ver que RJ Hunter é muito mais do que um simples arremessador. Na verdade, se o camisa 28 de Boston dedicar-se nos treinos, somado ao fato de ter Brad Stevens como seu treinador, poderemos, em breve, ver o ala-armador realizar lances semelhantes nos jogos de real importância.

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Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

16 comentários

  1. Gbrunus

    Ótimo vai dar oral pro garoto continuar evoluindo. pode chegar A SER UM RESERVA BOM NESTA TEMPORADA SE JOGAR ASSIM SEMPRE!!

  2. Luiz Guidugli

    Ótimo texto !! Gostei muito quando Rj Hunter sobrou para nós na pick 28, achei que ele seria um grande Steal nesse draft e se encaixaria muito bem no esquema de jogo do Stevens. Após um começo ruim (totalmente justificável devido a grande mudança em toda carreira do jogador), vi muitos aqui no site o criticando e criticando também Danny Ainge por suas escolhas porém com mais alguns jogos tornou nítida sua evolução e seu enorme potencial pra ser um jogador importante por muito tempo em Boston. Analisando as escolhas do último recrutamento separadamente:

    Rozier – muito ágil e veloz, vem se tornando cada vez mais confortável e confiante em quadra. Possui potencial gigante de crescimento. Sei que essa posição não era uma necessidade para o elenco mas sou a favor da escolha do melhor talento disponível então para mim essa seleção foi acertada e teve bastante coerência.

    RJ Hunter – Como muito bem explicado na matéria acima, Hunter além de suprir carências do elenco da temporada passada ainda demonstra características importantes que não eram esperadas tornando -se assim um jogador ainda mais interessante. Grande sorte ter sobrado na pick 28

    Mickey – Sem sombra de dúvidas a maior surpresa da Summer League, não conhecia o jogador antes de ser draftado porém vendo seus primeiros jogos com a camisa do maior campeão da NBA percebi o porque da sua escolha. Ótimo jogador e já parece que irá ganhar minutos nessa temporada, mais um steal de Danny.

    Thornton – Mais um dos jogadores que eu não conhecia antes do draft e mais um armador para nosso elenco. Após atuações discretas, o jogador se soltou nesse último jogo e mostrou ter potencial para brigar por uma vaga na equipe. Pode ser um upgrade ao Pressey.

    Após estas análises, fica claro que o saldo foi muito positivo para Celtics e agora basta esperar e acompanhar a evolução da molecada pra colhermos os frutos no futuro.

  3. The Real Jay

    Manda o Bradley embora, e bota o Hunter de titular, q ele vai ser o futuro da equipe!

  4. Jota

    Baita de um steal esse Hunter foi no último draft. Fico pensando se ele caiu de projeção justamente pelo julgamento dele ter jogado com o pai. Porque não tem explicação o Devin Booker, por exemplo, sair antes dele. Fico imaginando qual critério é usado para essas escolhas. E espero que não seja só upside, porque não faz sentido, principalmente para times já prontos, que precisam de jogadores que venham para somar e rápido (Booker é o tipo de jogador que passará 2 anos na D-League).

    Eu sei que é só a Summer League, mas o saldo do último draft tem se mostrado extremamente positivo. E apesar de parecer que estamos draftando jogadores por talento disponível, tá bem claro que o Ainge tá “montando um time” em volta do que o Brad Stevens precisa e gosta de trabalhar.

    Draft de 2013 (O Draft aconteceu em Junho e ele assinou em Julho, mas vamos pensar que teve ajuda do Stevens): Kelly Olynyk (C), que já é um jogador que trabalha nas características do Stevens. Espaçando a quadra, QI alto de basquete, bom arremesso, trabalha no pick’roll, sabe trocar passes e tudo mais.

    Draft de 2014:
    Marcus Smart (PG) – Tem uma defesa absurda como seu maior pilar, mas em Oklahoma State demonstrou um grande jogo de infiltração, um bom driver, um excelente finisher, que vai mesmo para o “pau” e enfrentava todo mundo (Tem um vídeo excelente no YT dele enfrentando a defesa de Kansas com Embiid) e além disso tinha um grande upside ofensive all-around, com chutes de média e longa distância.

    James Young (SG/SF) – Também espaçava bem a quadra em Kentucky.Tem um chute muito bem polido, um bom QI de basquete, finaliza bem com contato. Bom tamanho para a posição.

    Quantos que foram escolhidos depois do James Young estão realmente rendendo? Poucos.

    Draft 2015:
    Terry Rozier (PG) – Bom defensor, com upside para melhorar. Boa leitura de jogo, coordenação, controle da equipe, bom arremesso e bom finisher também. É um jogador bem completinho. Faria estrago se caísse em Dallas, por exemplo, como estavam dizendo os rumores.

    RJ Hunter (SG) – Posso estar hypado, mas tem tudo para ser ou chegar próximo de um Klay Thompson. Bom marcador (Não sei o quanto o Thompson é bom), excelente arremessador, bom QI de basquete, bem solidário, focado e esforçado em melhorar. Role players para uns 15ppg tranquilamente. Bom espaçador, excelente trabalho sem a bola e uma excelente cobertura de quadra.

    Jordan Mickey (PF) – Excelente defensor! Diria que com potencial para ser protect rim. Bom espaçador também, que tira os homens grandes do garrafão. Pode jogar em 2 posições e marcar as 2 (Vai ter dificuldades, mas consegue). Excelente bloqueador e pode ser um excelente reboteiro também se bem trabalhado (Vem Garnett).

    Ou seja, se pararmos para pensar, desde que o Brad Stevens colocou a mão no time e trabalhou no draft para enxergar longe os pontos fortes de cada jogador (Atente-se que nos 3 drafts que ele participou, tivemos essas escolhas para lá de “controvérsias” e que vem se mostrando steals).

    Time pós-Stevens:

    Rozier – Smart/Hunter – Young – Mickey – Olynyk

    Não é por nada, mas acho que é um time que parece ter um bom upside esse de cima. Um completa o outro, no ataque e na defesa; características parecidas e que se encaixam e MUITO no sistema de jogo do Stevens. Acho que esse será o caminho dos próximos drafts para a nosso Celtics. A não ser, é claro, que consigamos um top 3 inesperado e precisemos escolher o melhor disponível. Dentro das opções dos últimos anos, a base é até que promissora, não acham?

    E o Ainge completa o time com as trades, que é o que ele de melhor sabe fazer. Desse modo, dizendo tudo isso, acho que o Stevens e o Ainge estão em sintonia e caminhando para o mesmo lado na montagem e manutenção desse time; montando para um mesmo sistema de jogo, quero dizer. E não a esmo. No “vamo-que-vamo” brasileiro.

    • Rômulo Portugal

      Ótimo comentário, como de costume, Jota!

      Particularmente, acho que o Hunter realmente caiu por ter sido treinado pelo pai e porque muitos o reduziam a um mero arremessador, um jogador unidimensional.

      Quanto ao Mickey, acho que pesou o fato de ser baixo para a posição (6’8”). Draymond Green caiu nas projeções por algo parecido, já que também é undersized.

      Mickey compensa com boa envergadura e bom posicionamento. Se polir o jogo ofensivo, poderá ser MUITO útil, quem sabe até titular, um dia.

      Mas já chega pra ajudar defensivamente. Diria que, depois do Amir Johnson, já é o melhor defensor de garrafão que temos, rs.

      O elenco tá sendo bem montado. Não vieram os nomes de peso que muitos sonham, mas não há dúvidas que o time cresceu em qualidade e profundidade.

    • Felipe

      Acho que um dos motivos do Hunter ter sido final de primeiro round mesmo com mais talento que alguns que saíram antes foi ele estudar em Georgia State, fazia muito tempo que ela nao chegava no torneio da NCAA (se não me engano, a última vez tinha sido em 2001) então só enfrentava adversários e times de menor calibre.. Acho que isso somado ao fato do pai dele treinar o Panthers fez, felizmente, ele cair nas nossas mais no draft

  5. Renato

    Assino em baixo Jota.

    Assisti os 6 jogos da Summer League em que o Celtics participou e fiquei impressionado.

    Rozier é um jogador que vai ir muito longe, suas características me lembrar o Wall do Wizards. Muito veloz e Habilidoso.

    Hunter é um jogador que EU modéstia parte já tinha dito aqui esperava muito dele, mas ainda sim me surpreendeu sua defesa que é melhor do que esperava, mas no ataque tinha certeza que ele ia vingar.

    Mickey é nossa grande vitória nesse draft, esse moleque é especial mesmo, e soma em uma área que vale ouro na NBA que é o garrafão. É muito impressionante sua gana defensiva e capacidade de bloquear rivais.
    Tem um bom arremesso de média distância e muita velocidade lateral.

    Não podemos esquecer de dar uma menção honrosa para o:

    Holmes – Jogador que faz tudo de forma correta e segura, tem um otimo arremesso de 3 pontos e lance livre impecável para um center. O Grande problema é que me parece um jogador pouco atlético para posição 5 na NBA, mas tentaria achar um espaço para ele no roster.

    • Marcos

      O Fair também tem jogado bem.
      Decepção mesmo é o Young, o cara foi tão mal que estão tirando ele dos jogos para não se queimar mais.

      []s verdes

      • Na verdade ele não jogou os últimos jogos pois fraturou um dedo.
        Inclusive a rumores que ele já estava com o dedo lesionado desde o começo da Summer, e escondeu, pra tentar mostrar seu valor, o que não deu certo, já que com a mão machucada, ele foi lamentável nos arremessos…rs

  6. Walisson

    Matéria muito bacana!
    Seria uma boa fazer dessas para os outros calouros também!

  7. Danilo Jeolás

    Hunter teve alguma questões extraquadra, dizem que se esbaldava um pouco além da conta e isso claramente deve ter influenciado na queda, além de atuar numa universidade apenas mediana.

    E a queda do seu field-goal no terceiro anos, ainda que contra melhores marcadores deve ter pesado contra.

    Mas claramente era um atleta para o Top 20. Aliás, chegou a ser muito cogitado no Pacers, com a escolha #12 e muitos achavam que seria a escolha do Hawks com a #19, caso mantivessem a pick.

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