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Análise: Um novo Boston Celtics para os próximos anos? – Parte 2

Na primeira parte da série, abordei o contexto da última offseason do Boston Celtics, enumerando fatores decisivos que resultaram em uma mudança tática da equipe, culminando na adoção do Small Ball como formação do time em quadra durante a maior parte do jogo.

Na segunda parte da série, abordarei o que é o Small Ball, falando sobre características da tática, sua aplicação ao longo da história e fatores para ter se tornado mais evidente nos últimos anos. Nessa parte, veremos como mudanças de regras na primeira metade da década de 2000 mudaram o jogo na NBA. Siga comigo.

O que é o Small Ball ?

O Big Ball é a formação tradicional do basquete, em que temos o armador, o ala-armador e o ala localizados no perímetro, e o ala-pivô e o pivô no garrafão. Já no Small Ball, reposiciona-se um dos jogadores do garrafão para o perímetro, a fim de obter maior velocidade e mais arremessos de três pontos tentados, abrindo mão de tamanho e, consequentemente, força física dos jogadores em quadra. Assim, o jogador de perímetro tende a ser mais ágil que o do garrafão, o que faz o time pontuar mais que no Big Ball.

Geralmente, o pivô, geralmente mais lento, é substituído por um quarto jogador de perímetro, enquanto o ala-pivô passa a fazer a função do pivô. Ainda, em formações mais radicais, os dois jogadores de garrafão são sacados do quinteto titular e o time vai à quadra com cinco jogadores de perímetro, como fazia o Golden State Warriors entre 2016 e 2019 em algumas partidas. Os princípios da tática, apesar de terem feito maior sucesso recentemente, não são tão recentes, já que foi um processo que durou décadas até sua consolidação na liga.

“Quinteto da Morte” do Golden State Warriors, com cinco jogadores de perímetro. Da esquerda para a direita: Stephen Curry, Draymond Green, Kevin Durant, Klay Thompson e Andre Iguodala.

A origem do Small Ball

Os princípios das formações baixas começaram a surgir com o Denver Nuggets, de Doug Moe, em meados dos anos 80. A formação funcionava com quatro guards em quadra, o que exigia muita velocidade e movimentação de bola de seus jogadores, mantendo-a em mãos por apenas dois segundos, efetuando o passe para outro companheiro em seguida. Já na defesa, o Nuggets não dava a mínima importância, pois o objetivo era pontuar antes que a defesa adversária conseguisse fazer a transição defensiva.

Como resultado desse estilo de jogo, os jogos de Denver tinham sempre placares altos, incluindo uma derrota por 186 a 184 para o Detroit Pistons, em 1983, até hoje o jogo com mais pontos combinados por duas equipes na história da NBA. Doug Moe foi chamado de louco na época, mas fato é que essa loucura lhe rendeu o prêmio de Treinador do Ano em 1988, além de certo sucesso em temporadas regulares. No entanto, o desgaste causado pela exigência física desse sistema sempre acabou pesando nos playoffs, fator determinante para que Denver sempre caísse na primeira rodada.

Apesar de ainda não ter dado resultado, o esquema de jogo chamou a atenção de alguns treinadores. Inspirado nas ideias de Doug Moe, o lendário treinador Don Nelson montou seu próprio estilo de jogo, a Nellie Ball Offense, que consistia numa formação sem um pivô de origem, com muita rapidez e, ainda, muitos arremessos de três pontos. Fez muito sucesso no vistoso jogo do Golden State Warriors nos anos 90, liderado pelo trio formado por Tim Hardaway, Mitch Richmond e Chris Mullin, o “Run TMC” (as siglas são as iniciais do primeiro nome de cada jogador, em alusão ao popular grupo de rap Run DMC).

Don Nelson ainda levou a Nellie Ball para o Dallas Mavericks futuramente, onde conseguiu levar o trio formado por Steve Nash, Michael Finley e Dirk Nowitzki para as finais da Conferência Oeste de 2003. Nowitzki jogava de pivô nessa formação, mas devido a sua lesão, Dallas acabou perdendo aquela série em seis jogos. Mesmo não conquistando nenhum campeonato como treinador, Don Nelson se aposentou como o técnico com maior número de vitórias na carreira, com 1335.

Denver Nuggets dos anos 1980: um dos times pioneiros do Small Ball.

A permissão de defesas em zona e o fim do Hand-Checking

Se esses times do século XX não tiveram sucesso, as coisas começaram a mudar na temporada 2001/02, quando a NBA permitiu a utilização de defesas em zona, que visa tirar a prioridade de um jogador marcar um jogador específco, passando a defender uma certa área da quadra. Em uma liga em que o jogo era dominado por Shaquille O’Neal, a permissão visava estimular a criação de arremessos no perímetro e dificultar a vida dos pivôs para dominar o garrafão ofensivo. Ao fechar o garrafão com a proximidade entre os defensores, a defesa em zona deixa espaços vazios no perímetro, o que cria muitas oportunidades para conversão de arremessos de longa distância. Shaq sofreu com a novidade, principalmente depois do título em 2002.

Essa mudança alterou de imediato quem venceria os próximos títulos. Nos próximos 5 anos, 4 troféus iriam para times que defendiam em zona – San Antonio Spurs, três vezes, e Detroit Pistons, uma. Spurs e Pistons conseguiram amenizar a dominância de Shaq e eliminaram o Lakers em 2003 e 2004, respectivamente. Após esses dois títulos, defesas em zona estavam consolidadas como uma nova tendência para os anos seguintes, mas com ressalvas.

Houve muitas reclamações de que o ritmo de jogo estava menor e as defesas deixavam o jogo chato, algo nocivo ao espetáculo. Assim, a NBA anunciou, a partir da temporada 2004/05, a criação da “regra dos três segundos” e a proibição do Hand-Checking, que dava maior permissividade para defensores fazerem contatos com o corpo de jogadores de perímetro que detinham a bola. A primeira dificulta, indiretamente, que defensores fiquem postados no garrafão, um dos pilares das defesas em zona, enquanto a segunda tornou as defesas cada vez menos físicas.

Dessa maneira, marcar jogadores de perímetro tornou-se mais difícil e, mesmo que defesas em zona ainda fossem permitidas, elas geravam espaços vazios no perímetro. Além disso, o arremesso de três pontos se tornou a base para vencer as marcações em zona, e acabou ganhando cada vez mais espaço no esporte.

Aqui vemos Reggie Miller fazendo uma marcação bem física em Michael Jordan, usando as mãos. Após a mudança de regra em 2004, muitos contatos antes permitidos tornaram-se passíveis de marcação de faltas.

A NBA pós-Hand-Checking

Com as novas regras para a temporada 2004/05, uma equipe moldou seu jogo em torno dessas mudanças e obteve muito destaque: o Phoenix Suns, do treinador Mike D’Antoni. Especialista ofensivo, o técnico montou o ataque do time em uma formação baixa, com muitos arremessos de três pontos e muita velocidade na transição ofensiva. Abrindo mão de um pivô de ofício, o time se aproveitou das condições físicas e atléticas do ala-pivô Amar’e Stoudemire, que tinha tamanho de pivô e agilidade de um ala, e o tornou o pivô titular da equipe.

O ala Shawn Marion assumiu a posição 4, pois tinha muita força física para defender jogadores maiores, enquanto Joe Johnson e Quentin Richardson, dois excelentes arremessadores de perímetro, ocuparam as posições 2 e 3, respectivamente. Para comandar a equipe, os Suns assinaram com o armador Steve Nash, o melhor passador e um dos melhores arremessadores da NBA, que já tinha experiência com a Run and Gun Offense após jogar anos com Don Nelson no Dallas Mavericks.

Com um time recheado de arremessadores e muita velocidade, D’Antoni apresentou ao mundo seu esquema tático: Seven Seconds or Less. Como sugere o nome, os jogadores operavam em transição e procuravam finalizar as jogadas em até sete segundos, seja com bolas de três pontos ou com jogadas de Pick and Roll entre Steve Nash e Stoudemire. O Suns foi o time mais legal de se assistir em 2005 e 2006, e o estilo de jogo acabou se coroando com o back-to-back MVP de Nash, além de duas idas às finais do Oeste, perdidas para Spurs e Mavericks.

Steve Nash e Amar’e Stoudemire: dupla que colocou em evidência a importância que pivôs ágeis teriam no futuro.

Mudanças no jogo

As defesas em zona e o fim do Hand-Checking foram decisivas para deslocar o foco do jogo para o perímetro. A partir da segunda metade da década de 2000, verificou-se uma necessidade cada vez maior de jogadores de garrafão espaçarem a quadra. Primeiramente, logo de cara, ala-pivôs foram forçados a terem ao menos um arremesso de média distância confiável. Essa mudança deu uma sobrevida boa para as carreiras de Tim Duncan e Kevin Garnett, que puderam compensar o declínio físico a partir de apurada técnica. A expansão do arremesso de ala-pivôs seguiu e hoje já é necessário que tenham capacidade para arremessar da linha dos três pontos.

Se primeiro foram os ala-pivôs, depois os pivôs precisaram se adaptar. Se na década de 2000, atletas puramente defensivos e sem muitos recursos ofensivos, como Ben Wallace, estavam em alta, hoje eles possuem cada vez menos espaço. Já faz alguns anos que um arremesso de média distância é demandado dos jogadores da posição 5, o que fez com que jogadores como Dwight Howard, outrora estrelas do primeiro calibre, perdessem muito espaço ao longo da última década. Proteger aro e pegar rebotes não é o suficiente. Pivôs modernos precisam defender até o perímetro e adquirir agilidade e velocidade para evitar situações de mismatch contra jogadores mais ágeis, devido a tanto espaçamento.

Nikola Jokic não é um bom defensor, mas compensa carências defensivas com um domínio de muitos fundamentos do jogo, conseguindo jogar bem no perímetro e no garrafão. Com uma possível era de Point Forwards se aproximando, já que vemos Giannis Antetokounmpo e Luka Doncic ganharem cada vez mais destaque, pivôs podem ter que desenvolver arremesso de três pontos cada vez mais. Tanto no Milwaukee Bucks quanto no Dallas Mavericks, os pivôs (Brook Lopez e Kristaps Porzingis, respectivamente) são verdadeiros Strecth Fives e arremessam bolas de três pontos o jogo inteiro.

As exigências de arremesso confiável também atingiram os jogadores de perímetro. Nos últimos anos, uma geração de armadores modernos, liderados por Stephen Curry, fizeram necessidade a armadores saberem arremessar. Com tanto foco nos arremessos, um jogador de perímetro que não sabe arremessar prejudica o espaçamento de seu time e torna-se um alvo perfeito para defesas em zona. Guards como Rajon Rondo, um dos melhores passadores da liga, mas que não sabia arremessar, perderam espaço nas rotações. Outro exemplo é Ben Simmons, cuja falta de arremesso facilita dobras de marcação em seus companheiros, sobretudo no pivô Joel Embiid, gerando desafios ao ataque do Philadelphia 76ers.

Agora em franquias diferentes, Brook Lopez e Kristaps Porzingis serão a cara dos novos pivôs que a liga exigirá: defensores versáteis e com bom arremesso de três pontos.

Vivemos a era do Small Ball ?

Sem sombra de dúvidas! Embora alguns achem que ela começou com Mike D’Antoni no comando técnico do Phoenix Suns, de 2005 a 2011 times em Big Ball levaram o título. Contudo, podemos perceber que os ala-pivôs das equipes campeãs, cada vez mais, já espaçavam a quadra. Entre os ala-pivôs, podemos ver Robert Horry em 2005, Antoine Walker em 2006, Tim Duncan em 2007, Kevin Garnett em 2008, Pau Gasol em 2009 e 2010, terminando com Dirk Nowitzki em 2011, com todos tendo um arremesso sólido de média distância. E quer saber o que mais esses times têm em comum? Muita defesa em zona.

Vou relembrar a situação das finais em 2011. O Miami Heat tentou jogar a temporada inteira com um pivô de ofício, mas sem sucesso, o ala-pivô Udonis Haslem (que não era um espaçador natural, então irei considerá-lo um pivô e que o Heat jogava em Big Ball ) foi improvisado como pivô muito tempo na série. Naquela série, mesmo tendo Tyson Chandler como pivô titular, o Dallas Mavericks ainda era um time que espaçava mais a quadra que o Heat, devido às capacidades técnicas de Dirk Nowitzki para arremessar de qualquer lugar da quadra. Com o Heat jogando com menos espaçamento, aplicar uma defesa em zona foi o principal pilar para o título dos Mavs, e com uma forte marcação em LeBron James, o Mavericks venceu o favorito Heat por 4 a 2 e conquistou seu primeiro título.

Na temporada seguinte, Miami adotou um esquema diferente para enfrentar o Oklahoma City Thunder nas finais. OKC jogava em Big Ball, com pouco espaçamento e composto por Serge Ibaka, que ainda não tinha um bom arremesso de três pontos, e Kendrick Perkins no garrafão. Após perder o jogo 1, Udonis Haslem perdeu minutos para Shane Battier na rotação, e com isso Miami espaçou melhor a quadra, castigou o Thunder com mismatches por todo o restante da série, e o Heat bateu o Thunder por 4×1. Ali, via-se o início da era do Small Ball, que perdura até os dias atuais.

É possível afirmar que LeBron James e o Miami Heat inauguraram a era do Small Ball, por mais que muitos pensem que seja o Golden State Warriors de 2015-19.

O auge do Small Ball até hoje

O ápice da era Small Ball se deu com os times do Golden State Warriors, três vezes campeão entre 2015 e 2018. O time dos Warriors tinha tanta intensidade ofensiva quanto o Phoenix Suns de Steve Nash e Stoudemire, mas com muito mais intensidade na defesa. Com as equipes dando tanto foco ao jogo no perímetro, verificou-se um impacto no jogo de garrafão, com um registro de queda de 45% na quantidade de jogadas de post-up por partida nos últimos anos.

Assim, novas gerações de pivôs já estão chegando na NBA com capacidade de espaçamento. Nomes como Anthony Davis, Joel Embiid, Nikola Jokic, Karl Anthony-Towns, Kristaps Porzingis e Deandre Ayton já vieram à liga com físico de pivô, mas com agilidade e técnica de jogadores de perímetro. Excetuando Davis, todos esses jogadores ainda não atingiram o auge de suas carreiras, e ainda tendem a evoluir muito nessas áreas. Por fim, nota-se que bases formadoras de jogadores de basquete já estão de olho nessa tendência, que demanda capacidade de espaçamento de quadra em todas as cinco posições.

Essas buscas na base assegurarão que, nos próximos anos, veremos muitos jogadores “de garrafão”, com capacidade de jogar no perímetro, na maior liga de basquete do mundo. Partindo dessa perspectiva, é imaginável que retornaremos ao Big Ball em alguns anos, quando a nova geração de jogadores de garrafão modernos atingir seu auge. Até lá, é necessário formar e consolidar uma geração de bigs com essas características, pois ainda teremos alguns anos em que o Small Ball será a tática mais eficiente. Contudo, salvo nenhuma nova regra seja implementada na NBA e que altere toda a dinâmica do jogo, o que não é provável nas condições atuais, as noções de importância de espaçar a quadra vieram para ficar, mesmo com a eventual volta do Big Ball futuramente.

Apesar de não serem muito amigos, KAT e Embiid têm algo em comum: já vieram à liga como pivôs com características modernas.

E como fica o Boston Celtics nisso?

Os Celtics possuem muita força no perímetro com Kemba Walker, Jaylen Brown, Gordon Hayward e Jayson Tatum. Os quatro jogadores são bons arremessadores e finalizadores, têm bom passe e podem ter comportamentos bem versáteis a cada adversário. Com um grupo tão polivalente, fazê-los coexistirem dentro de uma quadra de basquete é vital para o sucesso da equipe, pois quando os quatro estão entrosados, o Celtics possui um dos ataques mais perigosos de toda a NBA.

Como mostrado ao longo deste artigo, o Small Ball é a melhor estratégia de jogo para NBA hoje e ainda será por mais alguns anos. Com as características do grupo de jogadores citadas acima, somadas às qualidades e aos benefícios de uma formação de jogo baixa, aplicar essa estratégia é algo realista no Celtics e de fato aconteceu durante a temporada.

Vale lembrar que o Boston Celtics de Brad Stevens já segue pontos do Small Ball há anos. Em sua defesa, por exemplo, os cinco jogadores tendem a avançar até a linha dos três pontos para conter o ataque adversário, complicando o arremesso de forma a consolidar o Celtics como uma das melhores defesas de perímetro da NBA há pelo menos quatro anos, algo extremamente positivo em tempos de Small Ball. Já no ataque, os arremessos de longa distância são cada vez mais exigidos pelo sistema de jogo de Brad, o que se comprova pelo fato de que, desde 2016, todas as lineups ideais de Boston incluíram apenas arremessadores que sejam, no mínimo, razoáveis na função.

Esses três, somados a Gordon Hayward, podem se orgulhar por serem um dos melhores ataques da liga quando entrosados.

Por essas e outras razões, o estilo de jogo do Celtics é favorecido pela era do Small Ball. Usarei a terceira (e última) parte dessa série para explicar com mais detalhes a formação tática da equipe alviverde na campanha de 2019/20, ainda passando pelas expectativas para os próximos anos. Espero vocês na próxima parte!

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Lucas Pereira
Lucas é mineiro, natural e residente de Belo Horizonte. É estudante de Administração na UFMG. Acompanha NBA e o Boston Celtics desde 2007. É colaborador do Celtics Brasil desde 2016.

8 comentários

  1. Renato

    Gosto do Small Ball, deixa o jogo mais dinamico, abre mais alternativas.

  2. Guilherme

    Sensacional o conteúdo do teu texto, parabéns! Sou da década de 90, e não sabia desses princípios do small ball usados antes do Suns.

    Penso que o Boston tem várias ferramentas para um futuro brilhante: Um núcleo Kemba Smart Brown Tatum (vai renovar) com contratos longos e GH com a vital compreensão do novo papel que vai ter em um time que briga pelo título, com uma qualidade que outros times não vão ter em seus jogadores secundários.

    Acho que a hierarquia que vem se consolidando também é algo positivo: Tatum e Kemba são, nessa ordem, os jogadores dos arremessos decisivos, com Smart, Brown e Hayward sendo as próximas opções. O próprio Ainge já disse que esse foi um dos fatores do fracasso do estrelado time do ano passado: muitos jogadores “no mesmo nível” de hierarquia, atrapalhando a tomada de decisão em momentos decisivos.

    As “analítics” da equipe seguem apontando na mesma direção ao longo dos anos: defesa de perímetro de elite (as equipes do Stevens nunca ficaram fora das 4 melhores defesas da linha de 3 pontos desde que ele assumiu) e um núcleo de ótimo aproveitamento do perímetro, com os alas atléticos e arremessadores.

    A única carência desse time ao meu ver é um jogador de garrafão grande, com envergadura e com maior mobilidade lateral, para ser um antídoto às estrelas dos principais concorrentes que teremos no leste no futuro: Giannis, Simmons e Siakam. Penso que o Theis até irá desempenhar bem esse papel, mas um upgrade ou até uma opção a mais serão vitais para termos sucesso garantido contra os rivais. O Robert Williams pode se tornar esse jogador, mas isso só o tempo dirá…. Robert Covinton seria um exemplo perfeito.

    Enfim, não dá pra prever o futuro, mas esse parece ser positivo para os verdes! Abraço!

  3. Eduardo Luiz Rodrigues

    Parabéns pelo artigo, amigo. Achei muito didático e bem escrito.
    Grande abraço!

  4. Sander

    Que texto top… parabéns!!

  5. R2

    eu acho que a NBA perdeu muito com a proibição do Hand-Checking, o jogo ficou muito menos pegado… mais frouxo, menos divertido de ver, na minha opinião.

  6. R2

    Quanto ao small ball, não tenho nada contra, mas gosto da ideia de ter um cara grande, mas entendo que na NBA atual ele precisa no mínimo ser um bom passador e um bom defensor!

  7. Teobaldo

    Sou velho o suficiente para gostar do basquete tradicional com “cada macaco no seu galho”. Portanto, fora small balll e leve junto as bolas de 3 pontos.

  8. Fernando Silva

    Gosto do Big Ball.

    Não desaprovo equipes formadas para o Small, desde que não seja simplesmente correr meia quadra e chutes afoitos de longa distância.

    Gosto de ver trocas de passes, jogadas trabalhadas.

    Podemos ver tal jogo em times Big e Small.

    Podemos ter equipes boas e ruins de assitir em um ou outro sistema.

    Eu adoraria ver a variação entre as equipes e muitas vitórias de times com jogo de garrafão.

    Gosto muito de rever nosso Celtics de 86, com Walton na área pintada, que time inteligente (para mim uma das melhores que a NBA já viu).

    Gosto do nosso Celtics de 2008.

    Gosto da nossa equipe titular atual quando troca bolas.

    Como fazer para a regra não influencie na opção por um ou outro sistema?

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