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Danny Ainge apoia alteração no formato do Draft

Os sonhos de Jabari Parker, Andrew Wiggins ou Julius Randle vestindo verde tem diminuído de tamanho, isso porque o Boston Celtics estão jogando de forma competitiva e caso a temporada regular terminasse hoje disputaríamos os playoffs.

Os fãs estão divididos e alguns querem ver o Celtics vencer o maior número de jogos possível, mas outros ainda querem que eles percam de alguma forma para conseguir uma das primeiras escolhas num draft cheio de possíveis futuras estrelas.

A qualidade da classe de 2014 aumentou a conversa de “tancagem” nesta temporada. Várias equipes obviamente se posicionaram para lutar pela parte inferior da tabela. Isso apenas ocorre pois esta é a maneira que a NBA seleciona quais equipes serão as primeiras a selecionar os jovens prospectos da classe, os últimos na classificação possuem maiores chances de ser a primeira escolha.

Para o presidente de operações de basquete do Celtics, Danny Ainge, é hora de uma mudança neste formato.

Ainge disse ao Boston Herald que ele apoia com um novo formato para definir a ordem das escolhas – formato este criado por seu assistente Mike Zarren – que eliminaria a loteria completamente. Em vez disso, as 30 equipes estariam numa rotação constante em uma ordem definida ao longo de um período de 30 anos.

Muitas mais sobre esta proposta está disponível em Grantland.com, mas Ainge concorda com ela.

“Não se daria tanta ênfase em perder, e eu realmente não gosto disso”, Ainge disse ao Herald. “Ao mesmo tempo, eu entendo que é o mundo em que vivemos e é o sistema que está configurado assim. Eu gostaria que tivéssemos um sistema melhor que não iria recompensar perder desta forma, mas eu entendo o sistema em que estamos e eu entendo os desafios e as dificuldades de mudar isso. Mas eu espero que eles iriam olhar para isso em algum momento.”

Ainge disse ainda que alguns proprietários podem não estar de acordo com este novo formato, porque com o sistema atual, até mesmo as equipes mais terríveis podem mudar seu futuro selecionando alguma estrela no Draft.

Se aprendemos alguma coisa sobre os Celtics nestes dois primeiros meses da temporada regular é que eles poderiam ser muito bons. Muito bom para obter uma das primeiras escolhas do draft, bom demais para começar um processo de reconstrução do zero e muito bom para Ainge dar Rajon Rondo um companheiro vindo de Duke que Ainge tanto anseia.

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Thiago Vinícius Matos
Paulistano de 27 anos, Líder de Operações numa empresa logística, residente em Guarulhos/SP. Torcedor do Boston Celtics desde 2009, quando comecei acompanhar a NBA. Minhas maiores referências atualmente são KG com sua garra sobre humana e Rajon Rondo com suas assistências desconcertantes. Sou muito frustrado por não ter visto o grande Larry Bird em ação. #Marcus_Smart_Is_The_Future!

14 comentários

  1. Thiago Matos

    Vejo pontos positivos e negativos neste formato, embora ele seja 100% justo poderá desequilibrar a liga muito facilmente, quando por exemplo um Super time for a first pick…..

  2. luiz eduardo

    não gostei a principio desse novo formato, mas eu acho esse formato mais justo

  3. Fernando C S

    Pessoalmente gosto do formato atual. A ideia é fortalecer as equipes mais fracas. Algumas tentam se construir via draft. É evidente que há quem use a regra de forma estratégica e tank. É uma atitude polêmica e até certo ponto baixa. É como apelar no game. Mas verifique que as equipes que têm o draft como sua principal forma de reforço dificilmente conseguem anéis. Então minha conclusão é que o reforço via draft pode ser importante, mas isoladamente não é a tábua de salvação.

  4. drakes

    Eu preferiria diminuir as chances do pior time dele de 25% para 20 % ou menos dando maior chances para outros, principalmente aquele que quase foi para o playoff .

    Mas, a única saída de um time tornar-se bom para começar tem que ter um bom manager, auxiliares e comissão técnica.

    Sem isso o time aparece e some rapidinho.

  5. Daniel Emiliano

    A melhor forma de equilibrar a liga é o CAP mais rígido e não o Draft.

    O Draft era uma boa ideia originalmente, mas a incompetência de alguns GMs foi fazendo do draft um “salvador” de má gestão.

    E olha que maus gestores nem isso conseguem, basta ver o Cavs que nos últimos 3 anos teve duas escolhas 1, duas escolhas 4, e mesmo assim parece ser um time sem uma boa base para o futuro.

    Já o Celtics com escolhas 19 (Bradley), 21 Rondo e 21 Sullinger…começou a montar sua base sólida para o futuro.

    Eu acho o formato proposto justo, dando iguais chances das equipes buscarem jovens talentos.

    Vale lembrar que as equipes mais fortes da liga, muitas vezes montaram suas equipes em trocas de picks. O próprio Celtics de 2008 foi montado em troca de vários jovens talentos e muitas picks.

    Se os GMs de equipes menores pararem com essa “putaria” de quererem viver só de pick, jogando temporadas no esgoto e tentarem montar times decentes, provavelmente o equilíbrio da liga vai aumentar, e não diminuir.

  6. drakes

    O pior da NBA nem é o tank ou a draft para mim, mas sim o número de jogos que está cobrando um preço grande, a quantidade de jogadores machucados impressiona e nem estamos no meio da temporada.

    • Marcos

      Uma das coisas que mais gosto na NBA é a quantidade de jogos. Contribue para que os atletas estejam em um nível acima do restante do planeta… E torna o campeonato ainda mais difícil de ser ganho por causa das lesões e viagens longas…

      Provavelmente LeBron deve ter um preparo físico melhor que o Messi, Bolt ou Rafael Nadal, basta ver o número de jogadores que atua em alto nível após os 32+ anos na NBA e em outros esportes…

      []’s

  7. Rômulo

    Não é uma boa proposta. Caso ela ocorresse, os jogadores de Draft teriam como influenciar mais diretamente no futuro de suas carreiras. Exemplo: Andre Wiggins desiste de participar do 2014 NBA Draft, porque o time da vez (de ter 1st overall pick) é o Utah Jazz.

    Contudo, caso ele fique mais um ano na faculdade, no 2015 NBA Draft, a 1ª escolha será do Chicago Bulls. Isso desequilibraria, ainda mais, a NBA.

    • Daniel Emiliano

      Não acho que seja bem assim.

      Primeiro porque a maioria dos jogadores querem TEMPO DE QUADRA, e quando você vai pra um time de elite, esse tempo geralmente não vem.

      Segundo que um cara que é considerado uma das primeiras opções em um ano, pode cair fora da loteria no ano seguinte e isso significa perder MUITO dinheiro.

      Veja dois exemplos em Perry Jones III e Anthony Bennett.

      O Primeiro era considerado uma escolha top 3 nos primeiros mocks, daí resolveu ficar mais um ano na faculdade, se machucou, não se desenvolveu o tanto quanto esperado e criou-se uma dúvida sobre seu futuro, igual criou-se com Sullinger e no fim das contas despencou no projeto e foi cair no fortíssimo Thunder, onde é reserva de ninguém menos que Kevin Durant.
      Moral da história? Não tem tempo de quadra e caso não seja trocado em breve, vai acabar por ter sua carreira na NBA MUITO prejudicada.

      Já Anthony Bennett fez um bom ano, acabou sendo a primeira escolha no draft de uma equipe muito fraca onde poderia ter todo o tempo do mundo pra mostrar seu jogo. Mas vem se mostrando uma escolha errônea (coisa que muitos já esperavam) e se ele tivesse ficado mais um ano na faculdade, correria risco de nem ser draftado na primeira rodada.

      Então por motivos como os dois citados acima, que são apenas 2 no meio de centenas de casos iguais, eu não acredito que a mudança no formato vai fazer com que os universitários influenciem no equilíbrio do campeonato por própria opção.

    • junior celtics nordeste

      concordo

  8. Bruno Ferronato

    Também acredito mais na competência de um bom GM do que apostar todas as fichas no draft.
    Alguns pensam que é fácil fazer o que o OKC fez, mas não, requer muito estudo e também um pouco de sorte, nada garante que o cara que brilhou na universidade vá brilhar também na nba… podem também ocorrer lesões que diminuem todo o potencial e tals…
    Enfim, eu acho errado premiar quem perde de propósito, mas também pra mim faz pouca diferença mudar ou não o formato, pois está mais do que provado que você precisa ter um time com estrelas consolidadas pra ganhar título, dificilmente tem ocorrido o contrário, e pra fazer isso dependendo só de draft é muito difícil e demorado, além de precisar de um tanto de sorte.

  9. Paulo Kulsar

    Também acho que o CAP deveria ser mais rígido,o que poderia aumentar o equilíbrio. O Draft é sempre aposta, e pode dar certo ou não. Considero que privilegiar os mais fracos é desejável, pois permite, em tese, que os novatos tenham mais tempo de quadra.

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