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Opinião: que mudanças táticas podem fazer o Celtics virar a final da Conferência Leste?

Após as três derrotas sofridas na série final da Conferência Leste, contra o Miami Heat, uma pergunta não sai da cabeça do torcedor do Celtics: “o que acontece com o time que faz jogos equilibrados, chegando no último quarto sempre com possibilidade de vitória, mas que acaba perdendo de forma melancólica? E o que a equipe pode melhorar para reverter esse quadro?”

Para responder esta pergunta, convidamos o técnico do time de basquete do Coritiba, o Coritiba Monsters/Sociedade Thalia e coordenador das Seleções Paranaenses Masculinas de basquete, Fábio Antônio Pellanda. Fábio é mestre em Educação Fisíca, e já teve passagem pela Seleção Brasileira de Base, como assistente técnico. Dentro do Coritiba Monsters, Fábio conseguiu grandes participações em competições nacionais como a LDB e o Campeonato Brasileiro Sub-21.

Fábio Pellanda: “Na minha visão, a maior  dificuldade do Celtics, e que tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe desde a série contra o Toronto Raptors, é a defesa por zona utilizada pelos adversários. E o Miami Heat a coloca em prática constantemente contra o Celtics (em 11% das posses de bola), com ótima execução, resultando no travamento do jogo ofensivo alviverde, já que a equipe de Boston perde a fluidez de seu ataque, este que é tão bem executado quando é defendido pela defesa individual. 

Mas e o que acontece com o ataque do Celtics quando enfrenta essa estratégia defensiva?

Atualmente na NBA, a maior parte das equipes jogam com suas formações ofensivas com 5 jogadores abertos e pouco jogo no poste baixo. O objetivo é conseguir ações ofensivas de isolamento (no caso do Celtics, principalmente com o ala Jayson Tatum), ou proporcionar cortes rápidos com o objetivo de atacar a cesta. O que ocorre é que contra a defesa por zona, realizar tal estratégia é consideravelmente mais difícil e a efetividade do ataque diminui bastante. Isso ocorre porque em formações clássicas (2-1-2 ou 2-3) o objetivo é defender o garrafão, o que torna muito mais complicado atacá-lo em situações de isolation ou pick-and-roll, que são jogadas muito utilizadas pelo Boston  Celtics. E isso trava a equipe da Nova Inglaterra. Em teoria, esse tipo de defesa permitiria uma quantidade grande de arremessos de 3 pontos livres, mas é nesse momento que o time de Miami brilha.  

O Heat tem conseguido, graças a jogadores como Jae Crowder, Jimmy Butler e Bam Adebayo, que são defensores sensacionais, fazer os chamados “close-outs” e evitar esses arremessos livres de 3 pontos. Ou seja, Miami tem realizado uma defesa impressionante e muito bem executada nos últimos 4 jogos, principalmente nos momentos finais das partidas, evitando infiltrações e contestando os arremessos de 3 pontos. 

Assim, o que, na minha visão de técnico, deve mudar para o Celtics tentar atacar essa defesa com mais efetividade? Como disse anteriormente, o problema não é arremessar do poste baixo ou de 3 pontos. O que eu faria primeiro: tentar atacar o aro na primeira opção de contra-ataque. Por quê? Um ataque veloz não permite que a defesa do Heat se posicione. Segundo, colocar a bola no garrafão/poste baixo e trabalhar os conceitos  de jogadores exteriores fazerem cortes sem a bola. Se o passe não entrar no jogo de backdoor, provavelmente, ela irá para um jogador que estará livre na linha dos 3. Por  fim, melhorar a movimentação dos jogadores sem bola, isso porque, Jayson Tatum e Kemba Walker estão tomando más decisões no um-contra-um, ou seja, jogar mais coletivamente evolvendo os demais jogadores.”

E aí torcedor, você acha que o Celtics pode trazer mudanças, como as sugeridas pelo treinador Fábio Pellanda, para virar a série contra o Heat?

Entrevista feita por Giovani Bruno

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Fábio Malet
Gaúcho de Porto Alegre, bacharel em Ciência da Computação e engenheiro de softwares sênior. Apaixonado por esportes, tem o jornalismo como um hobby e pretende, futuramente, fazer pós-graduação na área. Acompanha NBA desde o começo de 2007 e, pé-quente, viu seu Boston Celtics ser campeão na primeira temporada inteira a que assistiu. Torce também para Grêmio, Tottenham Hotspur, Boston Red Sox e Green Bay Packers.

2 comentários

  1. Marco Antônio de Paula

    Bem eu já tinha falado aqui. Temos que fazer essa bola girar mais, com mais passes, sem querer forçar jogadas e arremessos. Buscar o melhor momento para o arremesso.

    Outro detalhe. Crowder e Buttler, muitas vezes deixam esse garrafão, para bater de frente com Tatum e Brown na entrada do perímetro. Nesse caso, fica um espaço entre esses caras e o adebayo no garrafão com caras mais baixos.

    Tatum e Brown tem que jogar naquele espaço onde estão os caras com defesa menor. (Dragic, Robinson e Herro). Atacando esses caras, forçao Adebay o a sair do garrafão para cobrir eles e aumenta nossa possibilidade da cesta fácil.

    Além disso, atacando esses caras mais baixos que não são bons defensores, força esses caras a cometerm mais faltas, limitando a participação deles no jogo.

  2. Fernando Silva

    Parece bem claro que temos caminhos.

    Opções para contrapor o jogo de Miami.

    Diversos colegas já haviam comentado aqui no blog.

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