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O que esperar de David Lee em Boston?

O jovem elenco do Boston Celtics surpreendeu a muitos, inclusive a sua própria torcida, ao emplacar uma boa sequência de resultados na segunda metade da última temporada, conseguindo, assim, assegurar uma vaga no 2015 NBA Playoffs, mesmo vivendo, concomitantemente, apenas seu segundo ano no processo de reconstrução.

Entretanto, a viagem à pós-temporada foi curtíssima, visto que o maior campeão da NBA foi eliminado em 4 jogos pelo futuro campeão do Leste, o Cleveland Cavaliers. A culpa por essa eliminação precoce não recai em fatores como raça ou vontade, já que os jogadores celtas encarnaram uma dedicação exemplar e muito elogiada pela imprensa e torcida. Na verdade, o Celtics caiu por sentir falta de maior talento, bem como de jogadores com maior experiência em pós-temporada.

À época, o jogador mais experiente do elenco (e que contribuía regularmente dentro das quadras) era Brandon Bass, de 29 anos, que não teve seu contrato renovado e fechou com o arquirrival do Celtics, nessa offseason: o Los Angeles Lakers.

Assim, o Celtics não desejava entrar em 2015/2016 com um time desprovido de, pelo menos, 1 jogador com grande experiência em jogos importantes. Ontem, a equipe de Boston pôs fim a esse problema, ao apresentar, oficialmente, o big man David Lee, de 32 anos. Lee acaba de ser campeão com o Golden State Warriors e desembarca em Massachusetts após ser trocado por Gerald Wallace e Chris Babb.

Lee, de 2,09 metros e 2 vezes selecionado para o All-Star Game, já chega ao Celtics com a reputação de big man mais técnico do elenco. Além disso, o novo camisa 42 de Boston chega capaz de oferecer grande liderança nos vestiários (elemento primordial para um time novo como o atual Celtics) e bons fluidos de um recém-campeão, que sabe o caminho das pedras.

David Lee é um veterano com 10 temporadas disputadas nas costas (sendo 5 sob o uniforme do Knicks e 5 em Oakland, com o Warriors). Após 10 temporadas, o jogador ostenta as médias de 14.7 pontos e 9.5 rebotes (sendo 2.7 ofensivos) por partida. Não obstante, de 2008 a 2014, o novo reforço celta apresentou os excelentes números de 18.2 pontos e 10.7 rebotes, por confronto.

Em 2014/2015, no entanto, Lee viu seus números caírem drasticamente, ao sofrer uma lesão na perna, ainda no começo da temporada. Essa lesão o fez perder jogos e a titularidade para o emergente Draymond Green. Destarte, Lee viu sua média de minutos, por jogo, diminuir quase que pela metade, tendo em vista que atuou meros 18.4 minutos por partida, na última temporada. Consequentemente, essa queda brusca de tempo de quadra afetou as médias de Lee, que angariou apenas 7.9 pontos e 5.2 rebotes. Tais médias são suas piores da carreira desde 2005/2006 – quando disputou sua temporada de calouro.

Em Boston, Lee terá a oportunidade de voltar a ser impactante, já que receberá mais minutos e terá seus pontos fortes bem explorados por Brad Stevens, o quarto melhor treinador da última temporada.

Primeiramente, analisaremos sua importância ofensiva individual. É certo que veremos sua capacidade de pontuar sendo bem utilizada, assim como seu talento para pegar rebotes. Afinal, como exposto acima, Lee tem uma média, na carreira, de 9.5 rebotes por jogo, o que o credencia como oitavo jogador, em atividade, com a maior média de rebotes na carreira. Se tal dado já não fosse bom, cabe dizer que a média supracitada coloca Lee como melhor reboteiro do Celtics, em uma única temporada, desde Al Jefferson em 2005/2006 (naquele ano, Big Al teve uma incrível média de 11 rebotes por jogo).

David Lee não chama atenção por ser um bom defensor (na verdade, até deixa a desejar nesse quesito), mas sua produção ofensiva é empolgante. O big man consegue grande parte dos seus pontos na zona do garrafão. Em 2013/2014 (sua última temporada disputada com boa carga de minutos), 79% dos seus arremessos tentados foram realizados na região próxima à cesta. Logo, não espere ver Lee arremessando da área de 3 pontos, tendo em vista que o camisa 42 só tentou 28 arremessos, desse estilo, em 10 temporadas disputadas. Contudo, no jogo próximo ao garrafão, Lee é extremamente eficiente, apresentando 53.3% de aproveitamento nessa área de arremesso.

Por fim, cabe dizer o papel fundamental que Lee exercerá no sistema ofensivo coletivo. Isso porque o jogador, recrutado com a 30ª escolha no 2005 NBA Draft, deve tirar um pouco do peso dos ombros de Isaiah Thomas, na função de marcar pontos para o Celtics. O camisa 4 de Boston teve uma ótima média de 19 pontos, vindo do banco, em 2014/2015. Depois de Thomas, o melhor cestinha celta foi Avery Bradley, com 13.9 pontos por confronto. Diante desse cenário, é tranquilo afirmar que Lee não apenas ajudará ao Celtics a obter pontos, como também formará uma boa dupla com Isaiah Thomas, especialmente em situações de pick and roll, carro-chefe de Thomas e Lee.

Por último, mas não menos importante, os jovens jogadores do elenco ganharão bastante com a presença de Lee nos vestiários, já que o camisa 42 vivenciou os altos e baixos que a NBA pode oferecer, bem como participou de 2 All-Star Games. Nenhum outro celta, no atual plantel, participou desse evento. Abaixo, vemos como os jovens talentos, do recém-campeão Warriors, lamentaram a saída de Lee e reconheceram sua importância para o crescimento deles como jogadores:

A última aparição de David Lee, no Jogo das Estrelas, foi em 2012/2013, quando obteve 18.5 pontos e 11.2 rebotes por partida. Mesmo que consiga repetir apenas parte daquele rendimento, é seguro concluir que o Celtics já sai ganhando na transação. Afinal, embora Gerald Wallace fosse uma boa presença nos vestiários, Lee colaborará fora, mas também dentro das quadras.

Mais uma boa troca de Danny Ainge.

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Rômulo Portugal
Rômulo é carioca, advogado, e fã de futebol, NBA e NFL. Acompanha o Celtics desde 2003. Seu fanatismo pelo maior campeão da NBA o fez torcer para os demais times de Boston. Como bom carioca, é Vascaíno. Tem Paul Pierce como primeiro e grande ídolo na NBA.

4 comentários

  1. Walisson

    Que fique saudável a temporada inteira. Amém!

  2. Renato

    Grande jogador, mas acho que é um aluguel para servir como moeda de troca no meio da temporada.

    Sua idade de 32 anos, não combina com uma equipe em reconstrução, ainda mais tendo um elenco repleto de jogadores da posição 4.

  3. Marcos

    Bom,

    Acho que o Lee vem para somar muito e acho que não deve ser trocado e ter boa minutagem.
    Ele está cheio de gás, já que ficou muito tempo no banco na temporada passada e aposto que vem para sua última grande temporada como jogador da Liga.

    Sim, tem 32 anos, mas teve jogador com essa idade fazendo a temporada da vida, só olhar algumas finais e poderão ver.

    Acho que o Brad pode tirar muito suco dessa laranja.
    Um senhor upgrade comparado ao Zeller, KO e Bass.

    []s verdes

  4. Fernando C S

    Espero que jogue. Na minha modesta opinião o G-Wall até poderia ter colaborado em quadra. Mas não foi o papel a ele dado. Que com o Lee não ocorra o mesmo.

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